10 Melhores discos pra ficar feliz com a tristeza alheia – por Leonardo Brasas

Por Leonardo Braseiro

Ao som de: Aceito seu coração_Roberto Carlos_1969

Essa lista só não é mais triste que o Sad Keanu...abudeusi, dá vontade de dar um abraço nele...

Particularmente falando, sinto um paradoxo muito excêntrico quando fico sabendo de notícias sobre tragédias naturais apocalípticas, ataques suicidas de terrorismo, assassinos seriais absurdamente psicóticos e toda desgraça em geral: Ao mesmo tempo em que sinto uma extrema alteridade e empatia pelos mortos e sobreviventes sinto também uma enorme alegria por esta merda toda não ter acontecido comigo.É aquele clássico sentimento do: “Ainda bem que não foi comigo”;sentimento este que acaba sendo bom, pois o faz repensar o caminho, aproveitar as pequenas coisas e principalmente valorizar a vida.Olhando por este prisma notei que musicalmente falando adoro discos, músicas e artistas tristes, deprimidos e suicidas.Pelo simples fato de que a desgraça alheia me faz feliz por não ser eu o desgraçado em questão, mas diretamente falando é porque: música  triste me deixa feliz!

Baseando-se neste preceito egoísta-humanitário (eu realmente deveria me alistar na Cruz Vermelha ou na Juventude Hitlerista…dúvida cruel) elaborei esta lista dos 10 melhores discos pra ficar feliz com a desgraça/tristeza alheia.E parafraseando Woody Allen:

“A vida é uma merda, mas passa rápido demais.”

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Lendo livro sobre Vampiros! Não acredito…

Ao som de:  You Think I Ain’t Worth A Dollar But I Feel Like A Millionaire_ A Songs For the Deaf _ Queens of The Stone Age

Se fosse a uns 2, 3 anos atrás, no auge da “saga” Crepúsculo, até eu estranharia a afirmação acima.

Stephenie Meyer, a infame criadora dos vampiros brilhantes e lobisomens/fetiche adolescente, transformou tudo que existiu nas boas histórias de vampiro em um bolo confuso, chato e melodramático para consumo imediato das mentes juvenis.

Até ai, nada de demais.  Em todos o período da minha existência, sempre existiram essas armações caça níqueis para retirar o bom dinheiro e a paciência dos pais dedicados a alegrarem suas filhotas com hormônios em ebulição.

Mas zoar com os vampiros, putz…essa pegou bem mal.

Dos monstros clássicos da literatura/cinema/cultura universal, os vampiros sempre tiveram seu espaço garantido a base do derramamento de sangue, do mistério e da violência. Tudo bem, tivemos a Anne Arroz Rice com aquela “Entrevista (enjoada) com Vampiro”, mas via de regra, os sugadores sempre tiveram seu charme.

E agora? Sobraram somente vampiros brilhantes e existencialistas…vegetarianos (deus, como assim…vampiro que recusa sangue?) e chatos. Porra Edward, manda ver com essa Bella logo e sai dessa seca de sexo de trocentos anos rapaz!

Mas enfim, não é meu objetivo ficar detonando a “Saga” prepúcio Crepúsculo. O objetivo mesmo e falar sobre aquele outro livro sobre Vampiros.  É a “Trilogia da Escuridão”, escrita por Chuck Hogan e o multitarefas Guillermo Del Toro. Continue lendo

O Capa…ou, boas séries para 2011!

Ao som de: Long Time_Cake_Showroom of Compassion (2011)

 

Direto e reto: The Cape e Todd and the book of pure evil(sobre essa, falo daqui a pouco) já são duas séries bem interessantes nesse início de ano.

E olha que eu não acreditava que uma série sobre héroi coxinha de capa e tudo o mais e outra sobre satanismo e adolescentes pudesse fazer tanto sucesso.

Depois de Heroes, tudo que abordasse o tema “super héroi com poderes” na tv me causava ânsia de vômito. Estava traumatizado mesmo.

Eis que em minhas andanças pela net, vejo essa tal de “The Cape”… senti o frio na espinha, mas resolvi seguir em frente e assistir. E não é que é bem legal. Continue lendo

Uma pequena observação…ou não tão pequena.

Ao som de:  I do believe_Drive by truckers_ Go, Go Boots (2011)

A algum tempo atrás postei um breve texto falando sobre minha admiração pelas gêmeas Giselle e Michelle Batista. E continuo mesmo apaixonado platonicamente por essas belas senhoritas.

Ai, ai…

Mas o que mais me chamou a atenção é que este post é um dos mais visitados no Bonachovski, principalmente por causa de uma tag que coloquei nele. Mulheres Nariz Grande.

Pensei que só eu fosse um apreciador dos narizes pronunciados (que fique bem claro: nariz grande não necessariamente nariz de bruxa de conto de fadas tá?)

Logo, eu conclamo os apreciadores de um belo nariz a enviarem imagens de mulhres bonitas e seus belos narizes. Pode ser? No aguardo aqui…enquanto isso, eis um belo nariz!

Lucas Bonachovski…e sua apreciação por narizes…um pouco maiores que o convencional…ainda mais se estiverem com um óculos bonito em cima…hum…fetiche…

Marvel, DC e suas novas animações: novo campo de batalha

Ao som de: Lunasa_Karen Elson_The Ghost Who Walks (2010)

Marvel e DC a tempos estão se degladiando para arrebatar o bolso coração dessa raça mais ou menos que é o bom nerd quadrinheiro.

Novas sagas (geralmente de gosto e qualidade duvidosas), no cinema e agora, nas novas séries animadas que estreiam (ou continuam) nesse ano.

Então, sem mais delongas, analisando The Avengers e Young Justice, as duas novas animações para TV da Casa das Ideias e da Distinta Concorrente Continue lendo

Feliz Ano Novo…e agora?

Ao som de: 01 – Acheron/Unleashing the Orb_Warp Riders_The Sword

 

Pensativo...como Darth Vader...

Acabo de abrir uma heineken. Ah, um doritos também. Não sei se foi instintivo, ou se no meu subconsciente eu já estava me preparando para o que irá acontecer agora.

Enfim, faltam 4 minutos para o segundo dia do ano e eu resolvi fazer minha lista de prioridades para 2011. Acho que por isso a cerveja: se fosse tão fácil assim, eu não precisaria de um incentivo alcoólico.

Vou logo avisando: o que se seguirá a partir daqui será a tentativa torturante de um homem tentando entender a si mesmo. Tá, eu podia mesmo fazer isso em meu quarto, sem expor minha vida a todos. Mas escrever me ajuda a pensar. E além do mais, eu só tenho uns 7 leitores quase fiéis, os quais me conhecem mais do que eu mesmo me conheço, as vezes. Então, nada de demais até aqui.

Por onde começar? Uma dieta? Seria clichê demais. E eu não me arrependo nenhum pouco de ter entornado algumas cervas e ter comido chilli a noite inteira. Esse lance de “não estou bem com o que tenho”? Passo. Continue lendo

Meus dois melhores auto-presentes de Natal_parte 2

Ao som de: Sweet Leaf_Master of Reality_Black Sabbath (1971)

(Pronto Ryunoken, tá ai o segundo presente…rs)

Tá, eu admito. Quando eu era jovem, a muito tempo atrás em uma galáxia não tão distante…eu já fui um tanto headbanger. Não daqueles extremistas (leia aficcionado por black metal). Eu até era bem sociável. Mas mesmo assim, já andei com camisetas de bandas, usei all star sem lavar durante meses e já devo ter gritado “ero, ero, ero pau nó %$ do pagodeiro”.

Bom, o tempo passa (amém) e os comportamentos mudam, você amadurece e vê que existe vida além do metal. Mas o que ficou desse tempo é o bom gosto pelas guitarras distorcidas e rápidas do heavy metal.

Não dá pra negar que o Black Sabbath teve um efeito arrebatador na minha visão sobre a música. Em uma época que o meu acesso ao rock em casa era o Legião Urbana (tá, vergonha alheia pra mim agora), o Creedence e o Dire Straits e muito do grunge nos anos 90, descobrir o Sabbath, o Led Zeppelin e outras bandas precursoras dos anos 60 foi como achar um baú do tesouro. Mas logo viria o Maiden, com o saudoso “Best of the Beast” e minha vida nunca mais foi a mesma.

Isso tudo nos leva ao meu SEGUNDO auto-presente de Natal. Esse ai:

Título: Heavy Metal – A História Completa
Título Original: Sound of the beast – The Complete headbanging history of Heavy Metal
Autor: Ian Christe
Tradução: Milena Durante e Augusto Zantoz
Editora: ARX (R$49,90)

Ian Christe, o autor desse compêndio sobre a história do metal, escreve para várias revistas influentes da Europa e dos EUA. Gabarito o cara tem. A grande sacada de seu livro é que ele é um apaixonado por heavy metal. Isso transparece em seu texto constantemente, o que torna a leitura ainda mais interessante.

Mais além, o livro mostra como o metal surgiu como meio de ocupar uma lacuna musical e comportamental nos anos 70, em uma cena cultural dominada pela disco music e o punk. O movimento hippie não mais conseguia exprimir a insatisfação da juventude e o heavy metal chutou o balde dos ideais “flower power” de paz e amor para dar vazão a raiva e a insatisfação de um período marcado pelo Vietnã e pela Guerra Fria.

Tendo como marco inicial o surgimento e desenvolvimento do Black Sabbath, o metal viria a se transformar e a se desdobrar em várias vertentes distintas. Na Inglaterra, o New Wave of Britsh Heavy Metal, que carregava em sua bagagem bandas como Motörhead, Iron Maiden e Judas Priest viria a influenciar os jovens americanos de maneira intensa, levando ao surgimento do trash metal do Metallica, Slayer, Anthrax. E o livro ainda passa pelo surgimento do Black Metal e o “inner circle” (dos incendiários de igrejas cristãs, lembra?) até a clássica rixa entre Burzum e Mayhen (todo fã de metal tinha que saber que o bicho do Burzum matou o bicho do Mayhem, óbvio – nas palavras do meu bom amigo Marmota).

Enfim, da ascensão ao ostracismo até o retorno triunfante, Heay Metal – A história completa é um documento importante que ajuda a entender como definitivamente o heavy metal se instalou em nossas vidas, quer você goste ou não.

Vale a pena gastar um dinheirinho ai nesse natal. Larga de ser pão-duro e compre um livro (ou uma hq boa também!)

Lucas Bonachovski, que agora está pensando seriamente em deixar o cabelo crescer e tocar baixo em uma banda…não, mentira, não conseguiria uma semana como cabeludo…eco…

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