Archive for abril \27\UTC 2009

Por uns dias, fora do ar…

Porra, por causa de um virus altamente virótico (quem manda usar drives externos sem proteção), ficaremos um tempinho fora do ar.

Logo que Brunitão, o sagaz,  me entregar minha maquina formatada (gostaria que fosso tunada tbm, pena não ter grana), voltaremos com força total…ou seja, dois posts por dia, ao invés de um…

Abraços a todos os 5 que visitam essa joça…

PS: como não poderia ficar fora sem deixar algo pra vo6, fica esse vídeo meio antigo, mas mesmo assim muito engraçado, sobre os perigos de levar seu filho ao dentista…

Eis então, David after dentist!!!

E a versão Junkie…David after Drugs…kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Post Hiper Rápido: Watchmen (na verdade, um jabázinho)

Ao som de:   The times they are a changin’_Bob Dylan_The times they are a changin’ (que está na trilha sonora do filme…esse Zack Snyder é mesmo um maladrão)

Watchmen, o filme...Hã???

Watchmen, o filme...Hã???

Não, não farei aqui nenhuma crítica a adaptação de Watchmen para o cinema. Só adianto que não sou totalmente Alan Moore, pra criticar e odiar o filme. Pelo contrário, gostei muito…mas o Alan tem toda a moral do mundo pra criticar o que fazem com suas criações…(não sabe quem é Alan Moore, clique aqui…e saia da net e vá ler quadrinhos mané).

Também não vou comentar nada por que alguem já o fez com qualidade. O grande amigo e colega blogueiro/fanzineiro/tintureiro/desenheiro e rotereiro/axézeiro (não, isso não)…enfim, o brother Ryunoken.

Clique no logo do Espada do Dragão, abaixo, para ler as impressões desse velho leitor de quadrinhos banguela das colinas do Tennesse…

espada3

Lucas Bonachovski (fazendo um jabá na cara dura…mas o Ryunoken merece)

Desmundo

Ao som de: Naked As We Came_Iron & Wine _Our Endless Numbered Days

Bárbara, que as vezes acredita ser uma representação antropomórfica da morte...mas não aquela de foice e capuz, e sim a do Neil Gaiman, bem mais divertida, diga-se de passagem...

Bárbara, que as vezes acredita ser uma representação antropomórfica da morte...mas não aquela de foice e capuz, e sim a do Neil Gaiman, bem mais divertida, diga-se de passagem...

Esse texto foi gentilmente cedido (tudo bem que eu insisti um pouco) pela nossa nova colaboradora, Bárbara Figueira. Ela que já foi flor, foi capa de chuva e galochas, lampada fluoresente, atriz profissional e platéia as vezes,  agora tentando desenvolver vários clones de si mesma para conseguir fazer tudo que lhe dá prazer, aparece agora por aqui, mostrando toda sua sensibilidade. Eu me identifiquei, quem sabe você não se encontre nesse texto tbm.

Desmundo

Um palco. 14 corpos.

Eu sou o olhar aflito da Micheli . Ela, ela ou um alguém qualquer. Ela é um alguém qualquer. E nesse mundo de nós ( somente nós) um alguém  já não vale quase nada.

Agora ela é ela e nada é nada. Todos sentam e há no corpo uma ferida aberta que pulsa latente, num estorpor de dor.

– Oi.

– Oi.

Eu sou a mão ansiosa da Micheli. A pequena mão sem lugar num corpo tão aberto. O corpo aberto recebe, mas não oferece nada. O corpo aberto não consegue filtrar o turbilhão de energia que o atravessa.

Ela é uma peneira de estrelas inúteis.

A menina janela se debruça sobre a tela cheia de luz e chora como se fosse criança. E pela primeira vez, desde a sua infância, ela chora e soluça até dormir.

Eu sou o estômago ferido da Micheli. Eu sinto sua indigestão. Eu sou sua indigestão, o seu enjôo, o seu suco gástrico corroendo as paredes misturado aos doces de anteontem.

A menina bílis pára, olha para o céu e se identifica com o pano negro sem uma estrela qualquer… ela é como o céu naquele momento: tão grande que não tem pra onde ir.

Então, com seu vestido de tuli negro e vermelho ela começa a pensar em tudo aquilo que não foi por medo, que não foi por precaução e pensa que tudo aquilo foi tão necessário e tão ruim e tão bom, que ela só pode agora ser menina-decadente-reluzente graças aos seus medos. E como ela tinha, meu deus…

E dançando sobre o piso de madeira e poeira, com aqueles 13 corpos que eram ela também, Micheli só deseja ter a quem amar. Amar , sabe? Amor pessoa, pessoa carne, pessoa bom dia, pessoa parque, pessoa veia e sangue. Ela só deseja alguém que lhe faça amor e café. Mas no fundo daquele abismo arco-íris ela sabe que um qualquer alguém que não fosse ela mesma não adiantaria… uma tentativa tão inocente quanto inútil e resolveria as coisas de modo tão paliativo…

Dança. Dança, dona moça que dançando tuas lágrimas se transformam em rio, em água doce pra te banhar.

Eu sou o coração partido da Micheli.

.Bárbara Figueira.

Um domingo com o “Móveis Coloniais de Acaju”.

Ao som de: Regular John_Queens of the Stoneage_Q.O.T.S.A

Uma Big Band de Ska...ou seria de Jazz...ou seriam cozinheiros preparando essa tal de "feijoada búlgara" da qual falam por ai???

Uma Big Band de Ska...ou seria de Jazz...ou seriam cozinheiros preparando essa tal de "feijoada búlgara" da qual falam por ai???

Tudo bem, também concordo que o título deste post parece nome de quadro do programa do Gugu. Mas até o final do texto vo6 entenderão o porquê desse título.

Tudo começou na hora do almoço. Convite do amigo João Mário pra assistir umas bandas, que se apresentariam próximo a Torre de TV. Aniversário de Brasília, final do Campeonato Carioca, domingo véspera de feriado. Já estava imaginando o quão cheio estaria àquele local. E no meu atual estado de espírito, que é contra todo e qualquer tipo de muvuca que me exija um mínimo de contato com a sociedade, previ que não seria uma boa.

Mas meu espírito de bondade não me permite deixar um amigo na mão, sozinho numa dessas. Além disso, tínhamos um grande reforço no time, o Bader (aquele que não permite que nenhuma noite seja de todo ruim). Logo, munidos de latas e latas de chá gelado de maracujá (ainda estava me curando de uma ressaca de cerveja), um vinho branco bem mediano e algumas pouquíssimas cervejas (“bendita” lei seca) lá fomos nós.

Pra minha surpresa inicial, era uma noite voltada pro velho e bom Rock’n Roll. Ou ié beibe, a noite começava a ficar um pouco diferente. Primeiro, uma ótima Brazilian Blues Band, de influência bluesística, destruiu com algumas boas músicas próprias, uma participação especial de Engels Espiritus e sua já manjada (mais nem por isso ruim) gaita e pose rock star e um final matador com um cover de Whota Lotte Love, clássico supremo do Led Zeppelin

Mas o melhor da noite ainda estava por vir. Ainda sem nenhuma gota de álcool ingerida por este humilde escriba aqui, começo a ouvir do palco uma bagunça ordenada de guitarra, baixo bateria e metais. Era o Móveis Coloniais de Acaju começando algo que vai além de “apenas um bom show”. André Gonzáles, a frente dos vocais, é um grande maestro que coloca ordem nessa Big Band, que ora se volta para o Ska, ora se volta pra uma sonoridade saída diretamente de um filme russo dá década de 50. Talvez por isso mesmo a crítica tenha definido o som da banda como uma legítima ‘feijoada búlgara”, uma mistura das mais loucas referencias sonoras, que na mão desses caras, se tornam ótimas canções.

E bota ótimas nisso. O show do MCA (por preguiça de escrever o nome completo) é um chute na bunda, que faz com que você se mexa de uma forma ou de outra. Até eu que não sou muito afeiço a mexer o corpo fui arrebatado pela presença musical do Móveis, o que me custou algumas dores corporais no dia posterior, dado meu estilo exótico de dança (além de ter causado o interesse de alguns populares que por ali passavam).

Aproveitando para divulgar o lançamento de C_mpl_te, o mais novo álbum de estúdio, a banda mostrou o quanto sente orgulho de tocar para o publico Brasiliense. Uma animação contagiante partia do palco e tomava de assalto até quem não podia se divertir (juro que vi um policial militar balançando a cabeça enquanto rolava o show).

E sinceramente, o orgulho do púbico é gigante por saber que aqui nasceu esse projeto que já tem um reconhecimento enorme no Brasil inteiro. E aquele orgulho meio besta de dizer “ié man, eu fui aos primeiros shows desses caras, quando ainda tocavam na UNB pra 50 pessoas…eles são mesmo foda”.

Término de show, com aquela sensação de satisfação “pós sexo” depois de um boa apresentação, além de ter criado um drink novo que apelidamos carinhosamente de “passion fruit fucking good drink”, baixamos um pouco o animo com a apresentação da Plebe Rude, banda lendária (e que deveria se contentar com esse título, ao invés de continuar se apresentando…mesmo assim, ainda são muuuuuuuito melhores que o maldito Capital Inicial…erght) do rock oitentista de Brasília. Uma apresentação bem mais-do-mesmo, com sua fusão punk e new wave oitentista nenhum colocar defeito, a banda se sentiu bem à vontade em uns 40 minutos de apresentação. Só eu que não estava muito ai pra apresentação deles, cansado e me ocupando com outras atividades importantes…

Mas o mais interessante foi ver Philippe Seabra, vocalista e guitarra do Plebe, logo no início do show agraciar o Móveis com o título de “A banda de rock de Brasília”, e logo no final do show simbolicamente “retirar” o título que ele havia concedido minutos antes, devolvendo-o para sua própria banda.

Bom meu caro Seabra, sinto lhe informar, mas sinceramente, este título nunca foi do Plebe Rude, e agora com a ascensão de ótimas bandas brasilienses é que não será mesmo.

No mais, uma noite que tinha poucos motivos pra ser boa acabou por ser uma grata surpresa. Bem que eu estava certo em sempre esperar o pior… pra me surpreender com o inesperado.

E viva o rock brasiliense…até mesmo a Plebe Rude!!!!

Clique na Imagem e conheça o Hot Site do novo cd do Móveis, C_MPL_TE (não, não recebemos nada pra fazer propaganda da banda...)

Clique na Imagem e conheça o Hot Site do novo cd do Móveis, C_MPL_TE (não, não recebemos nada pra fazer propaganda da banda...)

Lucas Bonachovski, que não liga pras pessoas que não sabem apreciar uma boa dança contemporânea (ótima desculpa por não saber dançar)

Eu, Tony Stark e aquele maldito telefonema…

Ao som de: Pode me Chamar_carnaval no Inferno (2008)_Eddie

Quem nunca passou por uma situação parecida, atire a primeira pedra…ou, envie um primeiro coment. Eis ai, as crônicas de uma desventura ao telefone…

img0051

É, essa está sendo uma noite daquelas.

Olhando agora até acho graça de certas coisas. Como o caderno com o Iron Man na capa, desenho clássico, da década de 70. No início, seria apenas um caderno para guardar receitas fáceis, dessas que vem no verso das embalagens de lasanha pronta, de microondas. Mas agora, o Homem de Ferro tem sido meu companheiro de solidão nessas noites estranhas, quando escrevo essas histórias sobre minha vida. Posso até visualizar o próprio Tony Stark (imortalizado, pelo menos pra mim, na figura de Robert Downey Jr.), sentado em frente ao computador, me falando em tom reprovador:

– Você não deveria ter ligado pra ela.

Bom Tony, infelizmente agora é tarde demais.

Até pouco tempo atrás, tentava utilizar o argumento de que “ninguém é capaz de entender as mulheres”, para justificar meus erros em relação a minha história com ela. Ficava mais fácil de me isentar de qualquer culpa em relação as minhas faltas enquanto estávamos juntos.

No entanto, admito que foi breve esse período. É difícil sustentar uma mentira por muito tempo, principalmente para si mesmo.

E é ainda mais difícil achar uma lógica no modo como agi nos últimos seis fatídicos meses.

Medo de me relacionar?Possivelmente sim. Preso as experiências do passado, me vejo condenado a uma eterna espiral de erros e sofrimento em relação a uma possível vida a dois. Um tanto dramático, enquanto argumento, mas talvez haja ai certo tom de verdade.

Ou talvez fosse apenas o medo de perder a liberdade que a vida de solteiro nos proporciona. Não, devo repensar esse argumento. Não dá pra tentar continuar seguindo em frente com uma mentira, de novo. Nunca fui um grande bom vivant, adepto dos grandes prazeres da solteirice. Sempre fui o cara que se despedia antes de todos e voltava pra casa mais cedo, com a sensação de ser uma engrenagem que não se encaixava no relógio, mas que o dono ficou com pena de jogar fora, por algum motivo desconhecido.

Chego a pensar que, ao contrário do que se pensa, sou um grande carola, besta mesmo, daqueles que acredita em um amor romântico, desses de ficar em casa sábado a noite, tomando sorvete, assistindo a um filme qualquer na TV ou ouvindo músicas juntos, até o beijo de boa noite.

Posso ficar aqui a noite inteira, mas ainda não conseguirei justificar o por que de ter ligado pra ela. Pode ser que eu goste mesmo de me torturar. Infelizmente, ainda acho que a conheço a tempo suficiente pra imaginar o que ela pode estar fazendo. Bebendo com amigos, após uma noite cansativa de aula, em algum bar underground de uma cidade distante. Pessoas divertidas vêm e vão, cabelo novo, alguém aparece, faz uma piada. E nessa hora nossas cabeças já explodiram, ao perceber que a dedicação exclusiva acabou faz tempo, e que todos estão abertos a novas possibilidades, menos eu, e talvez o Tarcísio Meira e a Glória Menezes. Mesmo assim, ainda acredito que esse casal 20 da TV tenha uma vida mais animada que a minha, nesse sábado à noite.

Enfim, a neuroquímica do cérebro de um apaixonado até pode explicar uma atitude idiota como essa. Mas pensando bem, meus neuroreceptores pedindo pela endorfina produzida pela sensação boa de pensar nela não me fazem sentir melhor por causa do uso inadvertido do telefone.

Sábado, madrugada, teclo os números de seu telefone.

– Alô. (barulho de bar; sensação de estar no palco e esquecer todos os diálogos)

– Oi, como vão as coisas? Estava aqui, sonhando com você. (mentira, o primeiro sinal de desespero).

– Sério? Cortou mesmo o cabelo, na altura da nuca? (ei, eu dei essa sugestão a um tempo atrás. Ele deve estar mesmo linda)

– Desculpe, não devia estar te ligando essa hora. Estou te atrapalhando né? (auto-indulgência visando atenção… que patético).

– Então tá, depois nos falamos então. Como assim? Você tem mesmo que desligar? Então ta. (desligo o telefone; sensação de ver seu time perdendo na final do campeonato após fazer uma ótima campanha no decorrer do ano inteiro).

Teclando os números novamente.

– Oi. Sou eu de novo. Tenho pensado em você constantemente e queria muito que você estivesse aqui agora (pronto, o avião carregando sua auto-estima e amor próprio acaba de perder duas turbinas e está em plena queda livre).

– Você faz falta, mas devo compreender que essa foi sua escolha (sou um personagem loser do Ben Stiller em alguma comédia romântica chata).

– Como assim?Tudo bem, fui que terminei três vezes enquanto você queria que ficássemos juntos, eu admito. Mas só liguei pra dizer que estou com saudades, não quero brigar.

– O que? Você bebeu e não quer se chatear agora? Então vai, vá se divertir então.

Então ela desliga o telefone enquanto ainda estou falando. Mesmo sozinho no quarto, fico com aquela sensação de embaraço, de quando se sonha que estamos apenas de roupa de baixo na escola.

Logo após fechar o famigerado caderno, olho de novo em direção a escrivaninha. Ele ainda continua lá, impassível, após o sétimo ou oitavo copo de uísque. Toma mais um gole e como quem se prepara pra atirar em algo, diz:

– Eu bem que avisei, bem que avisei.

É, mas agora já e tarde demais Tony.

Lucas Bonachovski, com crise de megalomania, achando que seria um bom cronista como O Luís Fernando Veríssimo…

 

Os melhores filmes de Zumbi de todos os tempos_parte 02_Resident Evil: Degeneration

Ao som de: Inflikted_The Cavalera Conspiracy_The Cavalera Conspiracy

resident_evil_degeneration

Resident Evil: Degenaration é uma das mais recentes investidas da Capcom no universo Zumbizesco criado no já longínquo ano de 1996. O filme dividiu as opiniões dos fãs da série (pelo menos os que eu conheço): se por um lado as animações deixam um pouco a desejar, todas as referencias a já consagrada mitologia estão presentes no longa. Dos personagens clássicos de Resident Evil 2, Claire Redfield e Leon Kennedy, zumbis incansáveis e “monstros-gigantes-aterradores-que-fazem-o-papel-de-chefe- final-do-jogo” a presença incansável da velha Umbrella Corporation que todos amamos odiar.

O longa se passa após a invasão dos zumbis e a destruição completa de Raccon City (ocorridos em RE 2). Culpada pela contaminação da população pelo T vírus, a Umbrella é fechada e por toda a América ocorrem manifestações contra as pesquisas inadvertidas com elementos biológicos perigosos. Claire Redfield agora trabalha em uma ONG, a Terra Save, lutando de outra maneira contra o perigo dos vírus e as pesquisas da Wiipharm, um novo conglomerado de pesquisas biológicas.

Em um dia comum (como são quase todos os dias antes de se iniciar uma invasão de zumbis) Claire chega de uma viagem no aeroporto de Harvardville, no mesmo dia em que um importante senador, defensor das pesquisas da Wiipharm, chega à cidade. E é nesse mesmo vôo que coisas estranhas começam a acontecer: vários passageiros apresentam sintomas estranhos, até que um deles resolve que a comida de bordo não era boa o suficiente e ataca um segurança do aeroporto. Nesse momento, o caos toma conta do local e sobra pra nossa querida Claire resolver as coisas. Mas ela não está sozinha nessa. Leon S. Kennedy, agora um oficial do governo americano contra casos de mortos vivos comedores de cérebro (ou algo que o valha) aparece para investigar e tentar descobrir o que levou a essa nova invasão de zumbis.

Um dia de sol, alegria e ataque de zumbis...hã???

Um dia de sol, alegria e ataque de zumbis...hã???

A partir daí, o filme toma um rumo já conhecido pelos velhos (opa, não tão velhos assim) fãs da série: mistérios, conspirações do governo e de grandes industrias, amizades e traições, ação vertiginosa e grandes monstros que dão trabalho até o fim do filme, ou do jogo. Vale chamar a atenção para o personagem Curtis Miller, um cientista da Umbrella que tem uma relação de amor e ódio com a “corporação guarda-chuva”.

No mais, Resident Evil: Degenaration é um prato cheio para os já iniciados na saga do mal residente, mas pode parecer um pouco estranho para os que ainda não estão familiarizados com os personagens e nomes importantes da série. Mas para os iniciados, o filme é um deleite para os olhos e para a memória, pois o filme é quase como um encontro com aqueles companheiros que você não encontra há alguns anos. Por fim, o longa em animação vale como uma ótima introdução para os acontecimentos de Resident Evil 5, que já está ai no mercado.

Então é isso. Shotgun a mão, chaves e manivelas nos bolsos, paciência, sangue frio e tripas pra todos vo6!!!!

Quem se lembra desse carinha???

Quem se lembra desse carinha???

Lucas Bonachoviski, triste em casa por não ter um X-BOX 360 pra zerar logo o Resident Evil 5…ai, como é triste ser quebrado…

Iron Maiden em Brasília: lembranças de uma vida mais simples…

Ao som de: Maiden, of course_Ouvindo o Seventh Son of  Seventh Son completo

iron-06

Certo, é com um pouco de atraso que escrevo esse texto. Mas acredito que ainda há tempo para prestar uma pequena homenagem. No entanto é melhor deixar bem claras duas coisas: primeiro, esse é sim um texto bem parcial. Diria que é quase passional, dado meu gosto pessoal pelo som da eterna “Donzela de Ferro”; por isso, é bem provável que se você, caro leitor, não tem paciência para apreciação descarada de um fã por uma de suas bandas favoritas, pare de ler por aqui. E em segundo lugar, não espere desse pequeno texto uma análise criteriosa de erros e acertos do baixo de Steve Harris ou se o Bruce Dickison desafinou ou não cantando o refrão de Aces High.

Esse é um texto que tem como objetivo principal (tentar) demonstrar um pouco da experiência quase transcendental de assistir ao Iron Maiden ao vivo.

E já posso adiantar uma coisa: tudo relacionado a esse dia feliz ainda parece meio que um sonho, distante, meio que inacreditável. E antes de explicar qualquer coisa, tenho que fazer uma confissão: o Iron foi a primeira grande banda de Heavy Metal que eu tive o prazer de escutar. Lá nos idos da década de 90, quando o Grunge de Seattle e novo o rock Britânico tomavam as rodinhas de discussões sobre música, lá estava eu, em casa com meu Best of The Beast (emprestado, infelizmente), ouvindo todos os clássicos do Iron e tentando entender por que nunca havia escutado aquele som antes: no alto dos meus quatorze anos, poucas coisas importavam mais que ouvir meu Iron diário, além de ler uns quadrinhos e consumir muito cinema (sim, minha vida social só viria a melhorar anos depois). Mas sem muitos devaneios, o Iron naquela época era (quase) tudo o que um adolescente nerd precisava em uma banda: músicas rápidas, solos de guitarra, vocais poderosos e aquela sensação ótima de usar uma camisa com o Eddie na estampa e ver os vizinhos achando que você era meio doido.

Hoje, bem mais velho e em teoria mais maduro, mas inquestionavelmente com o gosto musical bem mais elaborado e definido, me pego rindo como um moleque lembrando a hora em que os primeiros riffs de guitarra de Aces High, clássico inquestionável da Donzela, começaram a ser tocados.

Flashback da infância automático. Depois disso, ocorre uma sucessão de grandes músicas que me lembraram uma época da vida em que as coisas pareciam ser mais fáceis. Época de amores simples, infantis até. De horas gastas jogando Goldeney 007 com o Márcio, comendo bolo de cenoura com coca e matutando sobre como seria estar em um show do Iron, na hora em que eles tocassem Fear of the dark. Não sei por que essa conversa sempre terminava com a conclusão de que deveríamos estar munidos com uma moto serra…

Pauladas com “Phantom of The Opera” (velha música da dancinha engraçada), 2 Minutes To Midnight, The Trooper. As espetaculosas The Rime Of The Ancient Mariner e Powerslave, com direito a explosão e colunas de fogo, além de vários outros grandes clássicos se sucederam em quase duas horas de show, com uma entrada diga-se de passagem, britânica em todos os sentidos (na hora marcada e com um discurso de Winston Churchill). Mas existe uma música em especial que preciso mesmo comentar: dado momento do show, já feliz por estar ali, assistindo os caras que escreveram um pedacinho da História da Música Mundial, ouço um coro com todos aqueles fanáticos entoando o início de Fear of The Dark. E mesmo sem uma moto serra ou um cavalo de batalha, chorei de emoção.

Meu Bass Hero, meu Bass Hero...
Meu Bass Hero, meu Bass Hero…

É, sim, eu chorei mesmo. Por que naquele momento, eu voltei a ser aquele moleque que acreditava que depois de assistir ao Maiden, o mundo podia acabar que tudo estaria bem. O moleque que junto do melhor amigo, passou horas rindo, brigando, curtindo, passando raiva, numa época que a maior preocupação era a hora de ir pra casa. É chorar foi o mínimo pra tamanha emoção que senti naquele momento.

Terminado o show, com a promessa de uma volta em 2011 para a turnê do novo álbum a ser gravado, ainda estava em estado de êxtase, ainda sem acreditar que tudo aquilo havia realmente acontecido, eu cheguei a uma conclusão: mesmo que milhares de bandas muito boas tenham me cativado nesse decorrer de anos, o Maiden ainda tem um lugar especial na minha memória, bem ao lado do Super Nintendo, do Baré apostado no golzinho de rua, na primeira namoradinha da escola, nas brigas da oitava série. Enfim, está tudo ali, guardado, lembrando uma época em que as coisas eram mesmo muito mais simples. Up the Irons!!!!

Um jovem adulto feliz...
Um jovem adulto feliz…