Archive for 23 de abril de 2009

Eu, Tony Stark e aquele maldito telefonema…

Ao som de: Pode me Chamar_carnaval no Inferno (2008)_Eddie

Quem nunca passou por uma situação parecida, atire a primeira pedra…ou, envie um primeiro coment. Eis ai, as crônicas de uma desventura ao telefone…

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É, essa está sendo uma noite daquelas.

Olhando agora até acho graça de certas coisas. Como o caderno com o Iron Man na capa, desenho clássico, da década de 70. No início, seria apenas um caderno para guardar receitas fáceis, dessas que vem no verso das embalagens de lasanha pronta, de microondas. Mas agora, o Homem de Ferro tem sido meu companheiro de solidão nessas noites estranhas, quando escrevo essas histórias sobre minha vida. Posso até visualizar o próprio Tony Stark (imortalizado, pelo menos pra mim, na figura de Robert Downey Jr.), sentado em frente ao computador, me falando em tom reprovador:

– Você não deveria ter ligado pra ela.

Bom Tony, infelizmente agora é tarde demais.

Até pouco tempo atrás, tentava utilizar o argumento de que “ninguém é capaz de entender as mulheres”, para justificar meus erros em relação a minha história com ela. Ficava mais fácil de me isentar de qualquer culpa em relação as minhas faltas enquanto estávamos juntos.

No entanto, admito que foi breve esse período. É difícil sustentar uma mentira por muito tempo, principalmente para si mesmo.

E é ainda mais difícil achar uma lógica no modo como agi nos últimos seis fatídicos meses.

Medo de me relacionar?Possivelmente sim. Preso as experiências do passado, me vejo condenado a uma eterna espiral de erros e sofrimento em relação a uma possível vida a dois. Um tanto dramático, enquanto argumento, mas talvez haja ai certo tom de verdade.

Ou talvez fosse apenas o medo de perder a liberdade que a vida de solteiro nos proporciona. Não, devo repensar esse argumento. Não dá pra tentar continuar seguindo em frente com uma mentira, de novo. Nunca fui um grande bom vivant, adepto dos grandes prazeres da solteirice. Sempre fui o cara que se despedia antes de todos e voltava pra casa mais cedo, com a sensação de ser uma engrenagem que não se encaixava no relógio, mas que o dono ficou com pena de jogar fora, por algum motivo desconhecido.

Chego a pensar que, ao contrário do que se pensa, sou um grande carola, besta mesmo, daqueles que acredita em um amor romântico, desses de ficar em casa sábado a noite, tomando sorvete, assistindo a um filme qualquer na TV ou ouvindo músicas juntos, até o beijo de boa noite.

Posso ficar aqui a noite inteira, mas ainda não conseguirei justificar o por que de ter ligado pra ela. Pode ser que eu goste mesmo de me torturar. Infelizmente, ainda acho que a conheço a tempo suficiente pra imaginar o que ela pode estar fazendo. Bebendo com amigos, após uma noite cansativa de aula, em algum bar underground de uma cidade distante. Pessoas divertidas vêm e vão, cabelo novo, alguém aparece, faz uma piada. E nessa hora nossas cabeças já explodiram, ao perceber que a dedicação exclusiva acabou faz tempo, e que todos estão abertos a novas possibilidades, menos eu, e talvez o Tarcísio Meira e a Glória Menezes. Mesmo assim, ainda acredito que esse casal 20 da TV tenha uma vida mais animada que a minha, nesse sábado à noite.

Enfim, a neuroquímica do cérebro de um apaixonado até pode explicar uma atitude idiota como essa. Mas pensando bem, meus neuroreceptores pedindo pela endorfina produzida pela sensação boa de pensar nela não me fazem sentir melhor por causa do uso inadvertido do telefone.

Sábado, madrugada, teclo os números de seu telefone.

– Alô. (barulho de bar; sensação de estar no palco e esquecer todos os diálogos)

– Oi, como vão as coisas? Estava aqui, sonhando com você. (mentira, o primeiro sinal de desespero).

– Sério? Cortou mesmo o cabelo, na altura da nuca? (ei, eu dei essa sugestão a um tempo atrás. Ele deve estar mesmo linda)

– Desculpe, não devia estar te ligando essa hora. Estou te atrapalhando né? (auto-indulgência visando atenção… que patético).

– Então tá, depois nos falamos então. Como assim? Você tem mesmo que desligar? Então ta. (desligo o telefone; sensação de ver seu time perdendo na final do campeonato após fazer uma ótima campanha no decorrer do ano inteiro).

Teclando os números novamente.

– Oi. Sou eu de novo. Tenho pensado em você constantemente e queria muito que você estivesse aqui agora (pronto, o avião carregando sua auto-estima e amor próprio acaba de perder duas turbinas e está em plena queda livre).

– Você faz falta, mas devo compreender que essa foi sua escolha (sou um personagem loser do Ben Stiller em alguma comédia romântica chata).

– Como assim?Tudo bem, fui que terminei três vezes enquanto você queria que ficássemos juntos, eu admito. Mas só liguei pra dizer que estou com saudades, não quero brigar.

– O que? Você bebeu e não quer se chatear agora? Então vai, vá se divertir então.

Então ela desliga o telefone enquanto ainda estou falando. Mesmo sozinho no quarto, fico com aquela sensação de embaraço, de quando se sonha que estamos apenas de roupa de baixo na escola.

Logo após fechar o famigerado caderno, olho de novo em direção a escrivaninha. Ele ainda continua lá, impassível, após o sétimo ou oitavo copo de uísque. Toma mais um gole e como quem se prepara pra atirar em algo, diz:

– Eu bem que avisei, bem que avisei.

É, mas agora já e tarde demais Tony.

Lucas Bonachovski, com crise de megalomania, achando que seria um bom cronista como O Luís Fernando Veríssimo…

 

Os melhores filmes de Zumbi de todos os tempos_parte 02_Resident Evil: Degeneration

Ao som de: Inflikted_The Cavalera Conspiracy_The Cavalera Conspiracy

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Resident Evil: Degenaration é uma das mais recentes investidas da Capcom no universo Zumbizesco criado no já longínquo ano de 1996. O filme dividiu as opiniões dos fãs da série (pelo menos os que eu conheço): se por um lado as animações deixam um pouco a desejar, todas as referencias a já consagrada mitologia estão presentes no longa. Dos personagens clássicos de Resident Evil 2, Claire Redfield e Leon Kennedy, zumbis incansáveis e “monstros-gigantes-aterradores-que-fazem-o-papel-de-chefe- final-do-jogo” a presença incansável da velha Umbrella Corporation que todos amamos odiar.

O longa se passa após a invasão dos zumbis e a destruição completa de Raccon City (ocorridos em RE 2). Culpada pela contaminação da população pelo T vírus, a Umbrella é fechada e por toda a América ocorrem manifestações contra as pesquisas inadvertidas com elementos biológicos perigosos. Claire Redfield agora trabalha em uma ONG, a Terra Save, lutando de outra maneira contra o perigo dos vírus e as pesquisas da Wiipharm, um novo conglomerado de pesquisas biológicas.

Em um dia comum (como são quase todos os dias antes de se iniciar uma invasão de zumbis) Claire chega de uma viagem no aeroporto de Harvardville, no mesmo dia em que um importante senador, defensor das pesquisas da Wiipharm, chega à cidade. E é nesse mesmo vôo que coisas estranhas começam a acontecer: vários passageiros apresentam sintomas estranhos, até que um deles resolve que a comida de bordo não era boa o suficiente e ataca um segurança do aeroporto. Nesse momento, o caos toma conta do local e sobra pra nossa querida Claire resolver as coisas. Mas ela não está sozinha nessa. Leon S. Kennedy, agora um oficial do governo americano contra casos de mortos vivos comedores de cérebro (ou algo que o valha) aparece para investigar e tentar descobrir o que levou a essa nova invasão de zumbis.

Um dia de sol, alegria e ataque de zumbis...hã???

Um dia de sol, alegria e ataque de zumbis...hã???

A partir daí, o filme toma um rumo já conhecido pelos velhos (opa, não tão velhos assim) fãs da série: mistérios, conspirações do governo e de grandes industrias, amizades e traições, ação vertiginosa e grandes monstros que dão trabalho até o fim do filme, ou do jogo. Vale chamar a atenção para o personagem Curtis Miller, um cientista da Umbrella que tem uma relação de amor e ódio com a “corporação guarda-chuva”.

No mais, Resident Evil: Degenaration é um prato cheio para os já iniciados na saga do mal residente, mas pode parecer um pouco estranho para os que ainda não estão familiarizados com os personagens e nomes importantes da série. Mas para os iniciados, o filme é um deleite para os olhos e para a memória, pois o filme é quase como um encontro com aqueles companheiros que você não encontra há alguns anos. Por fim, o longa em animação vale como uma ótima introdução para os acontecimentos de Resident Evil 5, que já está ai no mercado.

Então é isso. Shotgun a mão, chaves e manivelas nos bolsos, paciência, sangue frio e tripas pra todos vo6!!!!

Quem se lembra desse carinha???

Quem se lembra desse carinha???

Lucas Bonachoviski, triste em casa por não ter um X-BOX 360 pra zerar logo o Resident Evil 5…ai, como é triste ser quebrado…