Archive for maio \28\UTC 2009

John Hugues: O melhor diretor de cinema de todos os tempos!

por Leonardo, The great show man!!!

Ao som de:  Doctor, Doctor_Magic Bus_The Who

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Pra quem  tem menos de 22 anos a década de 80 foi o paraíso do mau gosto; regado a muito tecnopop,ombreiras,babados e cubos mágicos.Para mim é a época saudosa em que a vida mais parecia uma eterna comédia passada em uma High School de Chicago, com tipos tão figuras quanto cativantes como Ferris Bueller, Samantha Baker,John Bender,Lisa a mulher nota 1000 e o tio Buck.
 
John Hugues já foi chamado de filósofo da puberdade, pois o maior atrativo de seus filmes é a ausência de preocupações existenciais.Flertando por Chicago ou perambulando por alguma universidade seus personagens nunca pensavam na vida.Aliás, só pensavam em como aproveitar ela: seja se apaixonando platonicamente,transando, inventando a mulher perfeita,ou roubando uma ferrari só pra dar um rolé na city. E é justamente nesse riso inconseqüente, nesta banalidade inspirada que reside seu maior charme, afinal a vida deve sim ser levada a sério; deve sim ser repensada; mas em determinados momentos devemos nos entregar a aquela idílica ignorância que nos faz ser o que somos: um bando de macacos pelados fazendo conjecturas sobre a vida, o universo e tudo mais. E nesse quesito John Hugues é mestre, afinal o dia tem 24hrs, você passa 2 assistindo a algum filme dele e as outras 22 você pode dividir entre Bergman, Antonioni,Russel e Dostoievski.

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No início dos anos 90, Hughes e seus heróis haviam mergulhado no ostracismo. Evaneceram-se, lentamente, no limbo dos coadjuvantes despercebidos e levaram consigo, intocado, todo o frescor de nossa recente infância e adolescência.Pra um que de nostalgia e apresentação para os menores de 22 vai aí um breve currículo do cara:
 
Sixteen Candles (Gatinhas e Gatões) – 1984

Samantha Baker (Molly Ringwald), é uma adolescente que está completando 16 anos, sonha em namorar um colega que infelizmente namora uma linda jovem. Além disso, em virtude do casamento de sua irmã mais velha seu aniversário é totalmente esquecido e, como desgraça pouca é bobagem, um garoto começa a assediá-la de forma inconveniente.
Traz o “rosto” dos anos 80, a ruivinha Molly Ringwald que fez também Clube dos Cinco.Repare no coadjuvante Long Duk Dongte um estudante de intercambio que vem passar um tempo na casa de Samantha; e na estréia de John Cusack fazendo um nerd azarado, hilário.
 
Breakfast Club (Clube dos 5) – 1985

Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, tendo de escrever uma redação de mil palavras sobre o que eles pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas bem diferentes, enquanto o dia transcorre passam a aceitar uns aos outros e várias confissões são feitas entre eles.
Filme mais cabeça de Hugues, se assim se pode dizer…hehehe…se passa inteiro dentro da escola e merece destaque a cena em que os cinco estudantes carburam um charro enquanto o diretor da escola está na sala ao lado,muito loucos eles dão trela e percebem que sim,eles tem algo em comum.
 
Weird Science (Mulher nota 1000) -1985

Dois adolescentes nerds criam no computador o que eles consideram ser a mulher perfeita. O que eles não contavam era que uma tempestade fizesse com que a criação deles ganhasse vida. É a cara dos anos 80 este filme, com a gatíssima Kelly Le Brock (a Dama de Vermelho) e o ator preferido de Hugues, Anthony Michael Hall que também faz Clube dos cinco e Gatinhas e Gatões.
 
P.S. NERD: O nome da personagem de Kelly LeBrock foi inspirado no nome do 1º computador pessoal com interface gráfica, o Lisa, lançado pela Apple em 1983.Mas o computador de Wyatt é um Memotech MTX512.
 
Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a vida Adoidado) – 1986

Indefectível, presente no imaginário coletivo ou “onde você esteve nas tardes dos últimos 23 anos?” · 
No último semestre do curso do colégio, estudante (Matthew Broderick) sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um grande programa na cidade com a namorada (Mia Sara), seu melhor amigo (Alan Ruck) e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor (Jeffrey Jones) do colégio e de sua própria irmã (Jennifer Grey).
Após o término dos créditos finais, Matthew Broderick reaparece como Ferris Bueller e, olhando para a câmera, diz “You’re still here? It’s over! Go home.” (em português, “Você ainda está aí? Acabou! Vá para casa.”).SAVE FERRIS!
 
 Uncle Buck (Quem vê cara não vê coração) – 1989

 

 

 

 

Buck Russell (John Candy) tem uma grande reputação na família, a de ser muito louco e atrapalhado. Após muita relutância, sua cunhada concorda em deixar por alguns dias os filhos com o tio solteirão, que passa maus bocados com as crianças.
Disparado o filme mais engraçado da lista; John Hugues e sua mania boa de criar personagens memoráveis.Destaque para a cena em que Buck espanca um palhaço bêbado e mostra sua machadinha para  o namorado da sobrinha adolescente. É de se rolar de rir, literalmente.

P.S. Pra quem se interessou Hugues, também escreveu os roteiros de “A garota rosa shocking” também com Molly Ringwald, “Alguém muito especial” com Eric Stoltz além dos clássicos “Esqueceram de Mim” 1,2 e 3.

Meu dia do Orgulho Nerd_parte 04: O Manicômio do Coringa.

 Por Lucas Bonachovski

Ao som de: It’s coming Down_Cake_Fashion Nugget (o Cake definitivamente tem se tornado minha banda preferida de todos os tempos…)

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Bom, um dia de Orgulho Nerd não seria o mesmo pra mim se não tivesse um bom quadrinho envolvido. Nesse Caso específico, um ótimo quadrinho: O Manicômio do Coringa.

A galeria de vilões do Batman definitivamente possui os melhores vilões já criados para HQ, simplesmente por serem os personagens mais insanamente coerentes que eu já tive o prazer de conhecer. E, tendo o Coringa como mestre de cerimônias, O Manicômio do Coringa apresenta alguns contos ora irônicos, ora terrivelmente perturbadores estrelados pela nata dos inimigos do cavaleiro das trevas.

De cara, temos na abertura o Coringa em um show (bizarro) de perguntas e respostas, em uma história que, por fim, acaba nos fazendo refletir sobre a televisão e a (falta de) ética, quando o interesse é a audiência total. Quantas vezes tivemos que nos submeter a Big Brother’s (e agüentar o Bial com aqueles poemas e crônicas chatíssimos) ou novelas sem lógica alguma, (vide a novela da Índia e sua imagem deturpada de toda uma cultura milenar). Vale ressaltar dois aspectos técnicos dessa história e de toda revista: os roteiros são realmente muito bons, confirmando a máxima “dê-me um bom roteirista e te direi quem és”; todas as histórias, mesmo que curtas, conseguem prender a atenção a cada pequeno detalhe, cada pequeno fragmento de diálogo, apresentando os personagens em seus conflitos e seus próprios distúrbios de comportamento. Além disso, me parece que os desenhistas foram escolhidos as dedo, por apresentarem um traço único: do Coringa, desenhado em um traço sujo, poluído e mesmo assim lindo (os closes no olhar insano lembram muito o de outro Coringa, Heath Ledger em Batman: O cavaleiro das Trevas) ao traço estilizado da história do Espantalho, lembrando um cartoon.

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Os outros contos apresentam importantes vilões da mitologia de Batman: Hera Venenosa, assumindo sua postura de vingadora (e sexy, em um traço que remete ao mangá) do meio ambiente em um bem arquitetado plano de vingança; Oswald Coblepot, o Pingüim, mostrando como o amor pode ser lindo…e cruel; Duas-Caras, em uma história magistral sobre como corromper um bom coração; e por fim, o Espantalho, mostrando como o medo, esse sentimento tão incomodo e fascinante ao mesmo tempo, pode ser perigoso e convidativo. Em minha humilde opinião, a melhor história dessa compilação.

It's a Geek Dream!!!

It's a Geek Dream!!!

Enfim, vale a pena gastar cada centavo com essa HQ fantástica.

Lucas Bonachovski, com medo de palhaço, desde que Jack Nicholson interpretou o Coringa no Batman, de Tim Burton.

10 melhores discos de fossa_parte 02

Por: Leonardo, El Braseiron

Ao som de: Nervos de Aço_Paulinho da Viola_Nervos de Aço

Continuando, o restante da lista dos melhores albuns para curtir ao ser “pénabundeado”

06 – Summerteeth – Wilco (1999)

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Isso aqui é a formula perfeita para misturar Neil Young e Beatles, melodia e folk ou ainda, como falar de amor sem parecer piegas.Terceiro albúm da banda norte americana mais alt-country que existe, melodias singelas e perfeitas regadas a letras cheias de lirismo e rancor apaixonado.O disco abre com a belíssima Can’t Stand it” com guitarras leves e teclados setentistas. A letra é antagônica pois se por um lado diz que “nenhum amor acontece por acaso”, também diz que “nossas orações não serão ouvidas novamente”. Talvez sejam a mesma coisa.A segunda faixa é a lindíssima “She’s a Jar”;balada de  romantismo dilacerado e contagiante, impregnada de metáforas e com uma harmônica de partir o coração em duas partes. Jeff Tweedy, o líder da banda, assume que “quando eu esqueço como falar, eu canto”. E ele canta bem.A terceira faixa é a onisciente e realista “A shot in the arm”;pianos e teclados conduzem essa linda canção em que Jeff diz que “talvez tudo que eu precise seja de um tiro no braço, algo em minhas veias”. Cortante, afinal, ela mudou e não é a mesma pessoa que era antes, quando ele a conheceu. Já aconteceu com vocês, caros amigos?
O disco podia parar por aí mas ainda tem as soberbas “ELT”,”We’re just friends”(título auto explicativo),”My darling” e a sensacional “Via Chicago” na canção  mais country  do cd, Jeff começa dizendo “eu sonhei que matava você novamente esta noite, e me senti bem”. Todos os artistas ‘sertanejos’ deveriam ouvir isso e terem vergonha de si mesmos.Numa avaliação pessoal este é um dos discos preferidos deste amigo que vos fala e pra surpresa de todos a característica que mais emprego a ele é a alegria!…è uma arma perigosa.
 
07 – Heaven and Hell – Black Sabbath (1980)

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Que diabos de fossa é essa você deve estar se perguntando?(esse cara é maluco de pedra você pensou depois). É a fossa que o Ozzy estava depois de levar um pé na bunda do Tony Iommi e vê-lo ao lado de Dio lançar um dos melhores álbuns do Sabbath, oras.Ideal também pra transformar aquela paixonite corrompida em ódio brutal.E ai tome “Children of the sea”,”Heaven and Hell”,”Die Young” e “Lonely is the word”.Pensando bem o capeta pode ser uma boa companhia nestas horas difícéis né? 

08 – Today  – Galaxie 500 (1988)

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A banda indie por excelência; guitarras noise adicionadas a melodias doces e sonhadoras que fazem voce acreditar que alguma coisa poderá ser feita a respeito.Mas aí vem “Flowers” e tudo o que passa em sua cabeça são lembranças dolorosas e palavras rudes.A banda acabou camarada, assim como aquele amor que ficou pra trás…
 
09 – A river ain’t too much to love  – Smog (2005)

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Smog é o condinome por detrás de Bill Calahan, um desses trovadores folk-blues-country que de tempos em tempos surgem pra nos brindar com suas canções cheias de lirismo e dor.Pra ser ouvido naquele boteco sujo com a luz baixa e a cabeça alta.”A river ain’t too much to love” foi lançado logo após o fim do relacionamento de Bill com a também cantora Cat Power.Em sua homenagem Bill comôs este verdadeiro tratado sofre como dizer adeus a alguem que não se quer que vá embora.A pergunta que deve estar em sua cabeça agora é: Terá a doce Cat se sensiblizado com o disco e retornado para os braços de nosso amigo Bill?Obviamente que ela se enrolou com algum motoqueiro chauvinista que arrota e peida na frente dela e fodeu com o coração de nosso pobre amigo.Pobre Bill…
 
10 -13 – Blur (1999)
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Em 1998 Damon Albarn voclaista e letrista do Blur (a melhor banda de britpop) levou um puta pé na bunda da namorada Justine Frischiman,vocalista do mediano Elastica e quando foi lançar o sexto album do Blur o assunto pras letras do disco foi só um:a fatídica dor de cotovelo que o cara sentia a ocasião.Está tudo exposto lá: a doçura e amabilidade de Justine na perfeita “Tender”, que conta com a participação do coral de Londres, a rotina cotidiana do casal em “Coffee and TV” (aquela do clip com a caixinha de leite),a dor e desespero após a queda em “No distance left to run”.Justine comentou a época que quando ouviu o disco teve vontade de vomitar.URGH!
 
Braseiro, quase 25, faz questão de levar um pé na bunda todo fim de semana só pra ouvir todos esses discos de novo, de novo e de novo…

Meu dia do orgulho nerd_parte 03: X-Men Origins: Wolverine

Ao som de: Cowgirl In The Sand_Neil Young _Greatest Hits (Sacou a referência…Neil Young…Wolverine..hã, hã?)

 

Se Wolverine fosse um viciado em heroína estaria feito. E que fivela é essa seu Logan?Tão fora de moda...

Se Wolverine fosse um viciado em heroína estaria feito. E que fivela é essa seu Logan?Tão fora de moda...

 

Atenção: pode conter spoillers !!!!

 

Com apenas quatro minutos para sair da sala em que estava assistindo Star Trek e tomar algum liquido (não recomendo comer batatas salgadas e ficar quase duas horas sem água…desconfortável foi pouco para essa sensação), e comprar algum doce, algo vital para assistir um filme no cinema, estava com sérios problemas com o tempo.

Felizmente consegui acertar todos os pequenos detalhes que fazem um filme no cinema ser ainda mais feliz. Nem liguei pra cara que o moleque da bilheteria fez quando lhe entreguei meu ingresso, uma cara de nojo, tipo “de novo esse nerd, será que ele não cansa… dois filmes numa mesma noite?’.A expectativa pra assistir o velho Wolvie em seu filme solo era tremenda.

Creio que as gerações antes da minha, e muito possivelmente as posteriores, concordam que Wolverine sempre foi a personificação do herói ‘cool’ de quadrinhos: o cara não leva desaforo pra casa, briga pra caralho, tem um esqueleto de adamantium e garras retráteis…mas no fundo é amargurado e sofre por não saber sobre seu passado. Tirando isso tem um código de honra bem próprio, é apaixonado pela mina do cara da equipe dele, e tenta respeitar isso, mesmo mandando umas alfinetadas em seu brother Ciclope. Em resumo: it’s a cool hero!

"Eu sou o melhor no que eu faço..."

"Eu sou o melhor no que eu faço..."

Começa o filme, e em seu desenrolar começo a perceber algumas coisas incomôdas. Em primeiro lugar, o filme deveria se chamar ‘X-Men Origins: vários mutantes’. O longa que serviria pra contar a história do cara mais icônico da editora Marvel está recheado…abarrotado talvez seja a palavra certa…de milhares de mutantes. Blob, Espectro (o arroz de festa Will.i.am faz as vezes desse personagem), Silver Fox, Dentes-de-Sabre,e até um jovem Scott Sumers, que por uma explicação meio idiota, não chega a conhecer Wolverine (desculpe ai pelo Spoiller).

Enfim, a impressão que fica é de que a 20 Century Fox, produtora do filme, mais uma vez tratou os longas dos mutantes com um certo descaso para com os fãs, modificando drasticamente as histórias.

O filme começa narrando a infância de Wolverine, quando ainda era o pequeno James Howlet e de como ele descobre ter seus poderes mutantes. Nesse pequeno trecho introdutório, os roteiristas já massacram uma das mais fantásticas histórias do Wolverine em vários anos, a fabulosa ‘Origens’. E não para por ai. Segue-se então com o filme mostrando um breve histórico da “amizade” entre Wolverine e Victor Creed, o Dentes-de-Sabre (que nas palavras do camarada Márcio, deveria ser interpretado por um cara de 2 metros e cara de mal de verdade, e não esse cara do filme Pânico, o ator Liev Schreiber). Ambos com fator de cura mutante, os caras lutam por anos a fio nas principais guerras nas quais os Estados Unidos se envolveu. No Vietnã, após um surto psicótico de Creed, ambos são condenados à pena de morte pela morte de um superior. Ao acordarem, são contratados por Willian Stryker para fazerem parte de um programa secreto do governo: o Programa Arma X.

Então o filme vem mostrar como Wolverine se separa do Arma X e por motivos pessoais e é forçado a voltar, quando tem então seus ossos revestidos pelo fodaço adamantium. E é a partir daqui, principalmente, que se tem a enxurrada de personagens do universo mutante. No entanto, vide o exemplo de Homem Aranha 3, muitos vilões e personagens em um filme de apenas 2 horas pode não ser uma boa idéia. E em ‘Origins’ não foi diferente. Ótimos personagens foram apresentados de maneira que até um pires é mais profundo. Outros, que poderiam ser aproveitados de uma maneira muito mais expressiva em um outro filme, foram jogados no longa, a esmo, tendo uma participação patética, como foi o caso de Gambit, em seus curtos 5 minutos de fama.

Pobre Gambit...

Pobre Gambit...

Enfim, termina o filme e por incrível que pareça, cochilei por uns 3 minutos no clímax da parada toda. Chego a conclusão de que para produzir filmes da Marvel, só mesmo a própria Marvel, e o exemplo de Iron Man e Hulk (o segundo filme, com Edward Norton) não me deixam mentir. Enquanto isso, as grandes produtoras, com os direitos dos personagens para o cinema, continuarão a produzir esse malditos caça-níqueis para nos empurrar goela abaixo. E fã que é fã, acostumado com o filé, não vai comer qualquer carne de segunda.

Logo, Wolverine merecia mesmo uma adaptação melhor para o cinema. De uma outra vez quem sabe…

 

PS: precisava mesmo comentar isso…o que fizeram com o ótimo Deadpool. O cara até começa bem, interpretado pelo mane Ryan Reinolds, mas termina como…que porra era aquela? O Baraka do Mortal Kombat 2? Oh shit…

Meu dia do Orgulho Nerd_Parte 02: Star Trek

Ao som de: Preciso me Encontrar_Cartola_Cartola, 1976

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Cinema, isso ai. Resolvi que assistiria os três grandes blockbusters do mês de maio/junho, e como já estava atrasado com os dois primeiros (o terceiro, Terminator: Salvation, estréia somente dia 05 de junho), assistiria dos dois logo de uma vez.

Comprei meus ingressos então para os filmes mais power actions desse ano (nas palavras do amigo Robinho): o épico saudosista Star Trek e a patuscada mutante X-Men Origins: Wolverine.

Eis então meu momento gonzo repórter do blog:

!9:00: munido de um MCshit sabor artificial bacon, e um copo gigante de fanta laranja mais batatas fritas grandes (pode dizer o que for do Mclixo, mas as batatas de lá são muito boas), entro na sala a procura de um bom lugar pra sentar-me. Alguns casais meio perdidos, e um sujeito que, pela excitação, parecia ser um trekker de verdade.

O da propaganda e o real...esse é o velho Mcdonald's que nós 'adoramos'...

O da propaganda e o real...esse é o velho Mcdonald's que nós 'adoramos'...

19:20: Começam os trailers, ou ié: o de praxe nesse momento. Um teaser rápido do Terminator (só pra dar o gostinho de ver aqueles robôs do mal dá série, e uns outros REALMENTE grandes), e um trailer horrível de um filme com Zac Efron, a carinha bonitinha (e chata) de High School Musical, em que ele interpreta um cara (O Chandler de Friends…pobres atores de sitcom que não emplacaram nenhum sucesso depois que as séries terminam) que acorda um dia e está mais novo, com 17 anos, para poder correr atrás das coisas que ele não havia feito quando jovem…triste filme caça-níquel, baseado na idéia daquele outro filme chato com a Jennifer Garner, de repente 30, se não me engano.

Lá pelas 19:30: começa o filme…estava esperando aquela narração clássica, “espaço: a fronteira final”, mas nada até agora. Cena giga power action logo de cara, com a chegada dos Romulanos (raça do principal vilão do filme, o capitão Nero, representado por Eric Bana, o primeiro e incompreendido Hulk). A cena de cara mostra a tônica do filme: ação, ação, ação. Vale ressaltar, tentando não mandar um spoiler, que o ator que faz o pai de James Kirk, Chris Hemsworth,  interpretará Thor nos cinemas, em uma das próximas adaptações dos personagens da Marvel.

No entanto, o filme tem o toque de Midas de J.J Abrams, a mente criativa por trás de alguns fenômenos da cultura pop contemporânea (vide Lost, Fringe, Cloverfield, Alias e por ai vai). Logo, mesmo não sendo um fanático pela série clássica de Star Trek, J.J. conseguiu com certa tranqüilidade, dosar as cenas de ação vertiginosas com os momentos de alivio cômico e os conflitos entre os personagens.

O filme tem como centro de referência às histórias de Kirk (o novato Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto, o Sylar de Heroes), mostrando de que maneira cada uma das personalidades foi construída para explicar o choque inicial dos dois personagens. Por conta disso, tem-se pouco tempo pra explorar mais os personagens coadjuvantes, o que não faz com que estes percam seu charme.

"Já falei pra parar de comentar sobre minha orelha, porra..."

"Já falei pra parar de comentar sobre minha orelha, porra..."

E em relação aos atores escolhidos para o filme, J.J. Abrams acertou novamente. Tal como em Cloverfield, o diretor escolheu atores menos conhecidos do grande público, o que deve ter diminuído consideravelmente o gasto com cachês. E a tripulação da U.S.S Enterprise segura bem a onda do filme: Zoë Saldana interpreta a especialista em línguas alienígenas, Uhura; Karl Urban interpreta o médico oficial Maccoy, Anton Yelchin interpreta o navegador russo Chekov, Simon Pegg (hilário tal como em Todo mundo quase morto e Hot Fuzz) interpreta Scotty e John Cho, o eterno Harold Lee de Madrugada muito louca (uma ótima comédia de maconheiros, pós Cheech and Chong), interpreta o piloto Sulu.

A tripulação da U.S.S. Enterprise

A tripulação da U.S.S. Enterprise

Outra sacada fantástica foi à participação de Leonard Nimoy, o Spock da série clássica. Os nomes de Leonard Nimoy, Willian Shatner e a mitologia de Star Trek já se tornaram uma constante do consciente coletivo da cultura pop do ultimo século. Até mesmo que nunca acompanhou a série clássica se emociona ao ver o velho Spock sendo parte importante desse fôlego mais que retomado de Star Trek.

Lá pelas 21:20: quase terminando o filme, com uma seqüência foda da Enterprise, já é possível obter uma visão geral sobre o longa: como toda história de cinema que visa contar a origem de um determinado elemento da cultura pop, o filme parece as vezes um pouco corrido, impressão que não se mantém por muito tempo, devido a habilidade do diretor e dos roteiristas em adicionar doses de humor e momentos sérios, que fazem com que todos os personagens sejam, se não mais explorados, pelo menos bem apresentados. Os protagonistas assumem bem suas posições, visto que deve ser um imenso desafio interpretar personagens tão icônicos. E por fim, a impressão que fica é da que uma história que parecia já ultrapassada, no entanto adorada por fãs no mundo inteiro, pôde ser reiniciada, com todo o potencial pra gerar mais um novo número de fãs. Mesmo com as explicações que para alguns podem parecer estranhas (me agradou a discussão acerca realidades paralelas e viagens no tempo, dinâmica e pouco aprofundada, mantendo o pique da história), o filme não é cansativo e dá vontade de ver como esses personagens estarão em um futuro novo filme da série.

21:30: termina o filme, com Lenard Nimoy citando a famosa introdução da série. “Espaço: a fronteira final…”. E mais uma vez, ponto para J.J. Abrams. Podia terminar com a velha experssão clichê do ‘vida longa e próspera’, a saudação de Spock, mas prefiro o ‘velho, então é isso’, meu mesmo. Assistam o filme e aproveitem esse pequeno deleite de cultura pop na veia. Agora, precisava correr, senão perdia o Wolverine…

Meu dia do Orgulho Nerd_parte 01

Ao som de: Free from Desire_Black Drawing Chalks_Big Deal_2008

 

Até Megan Fox, considerada acelebridade mais sexy do ultimo ano, se amarra em Star Wars...Nerd Pride, ou ié!!!!

Até Megan Fox, considerada acelebridade mais sexy do ultimo ano, se amarra em Star Wars...Nerd Pride, ou ié!!!!

Possivelmente alguns não acreditem, mas no dia 25 de Maio, comemora-se pelo mundo afora, o dia do Orgulho Nerd.A data foi escolhida por ter sido o dia da estréia do primeiro Star Wars. É incrível a capacidade da humanidade em inventar datas comemorativas estranhas (sim, ainda temos o dia do Orgulho Zumbi, comemorado no dia quatro de fevereiro, em homenagem ao nascimento de George Romero). Visto essa data tãããão importante, e aproveitando que ainda tinha uma sobrinha do meu salário, resolvi me dar um presente especial: o meu próprio dia do Orgulho Nerd.

O plano começou quando tive que, de qualquer forma, ir ao Pátio Brasil pagar minhas contas de cartão de crédito (esses sanguessugas do capital arranjam várias formas para arrancar meu pobre dinheirinho). É engraçado is r a esse shopping, pois toda as vezes que chego na entrada, imagino que algum ouvinte exagerado de emotional hardcore vai cair lá de cima (quem mora em Brasília, sabe do que estou falando). Sem conseguir respirar normalmente, devido a uma crise de rinite alérgica (ainda não sei qual a relevância dessa informação, mas minha escrita espontânea é assim mesmo) resolvi que era hora de eu fazer algo que não fazia a um tempão. Fui então assistir a uma sessão dupla de cinema: um Star Trek, seguido de X-Men Origins: Wolverine. Como não poderia faltar, comprei uma HQ que estava namorando há um mês, mais ou menos: a fodônica “O manicômio do Coringa”, uma compilação de histórias de terror e suspense contadas pelo próprio palhaço do crime.

Por fim, mais não por isso menos importante, comprei o livro que , até agora, tem resumido minha vida social, audiovisual, amorosa e gastronômica. Há anos queria encontrar o Alta Fidelidade, de Nick Hornby. Advinha o que encontrei?Ta dá…

Pra não escrever um post gigante sobre todas essas coisas, vou dividi-lo em algumas partes e postarei no decorrer dessa semana estranha.

Até daqui a um pouco…

10 melhores discos de fossa_parte 01

por Brasas Man Vibrations

Ao som de: Wouldn’t It Be Nice_Beach Boys

Esta seleção presta-se a estabelecer os melhores discos produzidos por e sob o efeito da fossa e não para serem ouvidos em momentos de fossa.Se assim fosse qualquer disco do Rei Roberto ou de João Mineiro e Marciano já valeriam a pena.Não que eles não sejam indicados para apreço neste momento(e até devem ser);afinal não existe nada melhor do que saber e sentir que também existe gente no mundo que passou ou passa pela mesma desgraça que nós.È bom saber que existe gente tão ou mais fodido do que o chutado em questão.Vai aí então uma seleção dos melhores discos de gente que fez um acordo com as nádegas.
 
01-In the small hours- Frank Sinatra(1954)
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“In The Wee Smll Hours” foi gravado sob forte emoção de Sinatra, que havia há muito pouco, terminado um romance com a atriz Ava Gardner. Esse rompimento pode ter ocasionado um dos melhores álbuns de todos os tempos e comprova uma teoria minha que para se fazer um grande disco, alguns compositores necessitam sofrer de amor. A capa do disco já denunciava que Frank estava eternizando sua verdadeira obra prima.O álbum foi uma surpresa até mesmo para os vendedores de discos dos EUA. Na época estavam acostumados a colocar os discos da “voz” na prateleira de easy listening. Certamente esses caras nunca imaginariam ouvir Frank cantando confissões de bêbado de “Can´t We Be Friends”, muito menos suplicar como em “What is This Thing Called Love” de Cole Porter e “Mood Índigo” de Duke Ellington, músicas que nunca haviam soado tão melancólicas e tá bom…desesperadas.
 
02-For Emma Forever Ago- Bon Iver(2008)

bon+iver+for+emma+forever+ago
Como todo bom disco de fossa este é descaradamente triste,desavergonhadamente solitário,destruidoramente bonito.Tão bonito que chega a doer.Igualzinho a um pé na bunda.Justin Vernon a persona por trás do pseudônimo Bon Iver tinha passado por maus bocados nos últimos 2 anos,veja só:
-Sua banda acabou
-Seu namoro terminou
-Ele contraiu Mononucleose
Ele passou   meses de cama sem nada pra fazer.Diante de todas estas desgraças o que foi que o sujeito aprontou?(Suicídio você pensou né?)Simplesmente Justin transformou desgraça em arte e produziu  o melhor album de 2008.Depois de curado Justin pegou seu violão,sua guitarra e se mandou de sua cidade indo compor e gravar numa cabana isolada num bosque em Wisconsin.Foi lá que ele compôs,produziu e gravou em 8 canais “For Emma forever ago”.Tá vendo amigo,desgraça pouca é bobagem.
 
03-Dummy- Portishead

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Não se sabe exatamente se Beth Orthon ou Geoff Barrow levaram um pé na buzanfa á
época do lançamento de Dummy.O fato é que o trip-hop já é um estilo pé na bunda por si só.Ótimo pra ser ouvido solitariamente no escuro ás 03:40 da madruga pensando em como poderia ter sido se você não tivesse feito ou dito aquela cagada.Os hit aqui é “Glory Box”(Aquela da propaganda em que a modelo deprimida vai caminhando até desaparecer no mar):
“A partir de agora desacorrentada
Todos nós estamos procurando uma imagem diferente
Através desta nova moldura da mente
Milhares de flores poderiam florescer
Sai de perto e nos dê um pouco de espaço”
 
04-Blood on the tracks-Bob Dylan(1974)

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O que Dylan queria com este disco era desafiar o conceito de tempo.Com vocês palavras do próprio Dylan ao jornalista Bill Grahan:”O  narrador passa o álbum inteiro lembrando do passado durante o presente e, quando se chega na canção final, o presente e o futuro são uma coisa só. Na verdade, todas as letras são como um quadro: você pode ver um pequeno detalhe do quadro ao mesmo tempo que vê a sua totalidade. Era isso o que eu queria fazer: uma meditação sobre a simultaneidade do tempo, de como você pode pensar em uma pessoa querida que perdeu, e ela está lá, ao seu lado, e também não está”.Pra ilustrar melhor vai aí um trecho de “If you see her,say hello”:
 “O sol se põe, lua amarela
Eu reensaio o passado
Conheço cada cena de cor
Todas passam tão rápidas
Se ela passar por esse caminho novamente
Não sou tão difícil de se achar
Diga-lhe que ela pode me procurar
Se ela tiver tempo”
Todos sabemos que ela não vai o procupar caro Bob,tsc tsc…
 
05-Descobrimento do Brasil-Legião Urbana(1993)

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No começo dos anos noventa Renato Manfredini levou um puta chutaço de um bofe por abusar demasiadamente da heroína e do álcool;isso foi inspiração pra ele compor o mais belo disco de fossa da música brasileira.Quem ouviu na idade certa,com o espírito e chute certo sabe bem o que estou falando.Mas teorias a parte “Os Barcos”,”Vamos fazer um filme” e “Um dia Perfeito” são belas músicas e também ótimas companheiras de tristeza.
PS:Cuidado,o suicidômetro marca 9,5.

(por motivos de agendas hiper lotadas [ser professor é MESMO difícil, por que acham que não é), meu velho amigo Brasas ainda não passou a segunda parte da lista…estamos aqui aguardando).