Meu dia do orgulho nerd_parte 03: X-Men Origins: Wolverine

Ao som de: Cowgirl In The Sand_Neil Young _Greatest Hits (Sacou a referência…Neil Young…Wolverine..hã, hã?)

 

Se Wolverine fosse um viciado em heroína estaria feito. E que fivela é essa seu Logan?Tão fora de moda...

Se Wolverine fosse um viciado em heroína estaria feito. E que fivela é essa seu Logan?Tão fora de moda...

 

Atenção: pode conter spoillers !!!!

 

Com apenas quatro minutos para sair da sala em que estava assistindo Star Trek e tomar algum liquido (não recomendo comer batatas salgadas e ficar quase duas horas sem água…desconfortável foi pouco para essa sensação), e comprar algum doce, algo vital para assistir um filme no cinema, estava com sérios problemas com o tempo.

Felizmente consegui acertar todos os pequenos detalhes que fazem um filme no cinema ser ainda mais feliz. Nem liguei pra cara que o moleque da bilheteria fez quando lhe entreguei meu ingresso, uma cara de nojo, tipo “de novo esse nerd, será que ele não cansa… dois filmes numa mesma noite?’.A expectativa pra assistir o velho Wolvie em seu filme solo era tremenda.

Creio que as gerações antes da minha, e muito possivelmente as posteriores, concordam que Wolverine sempre foi a personificação do herói ‘cool’ de quadrinhos: o cara não leva desaforo pra casa, briga pra caralho, tem um esqueleto de adamantium e garras retráteis…mas no fundo é amargurado e sofre por não saber sobre seu passado. Tirando isso tem um código de honra bem próprio, é apaixonado pela mina do cara da equipe dele, e tenta respeitar isso, mesmo mandando umas alfinetadas em seu brother Ciclope. Em resumo: it’s a cool hero!

"Eu sou o melhor no que eu faço..."

"Eu sou o melhor no que eu faço..."

Começa o filme, e em seu desenrolar começo a perceber algumas coisas incomôdas. Em primeiro lugar, o filme deveria se chamar ‘X-Men Origins: vários mutantes’. O longa que serviria pra contar a história do cara mais icônico da editora Marvel está recheado…abarrotado talvez seja a palavra certa…de milhares de mutantes. Blob, Espectro (o arroz de festa Will.i.am faz as vezes desse personagem), Silver Fox, Dentes-de-Sabre,e até um jovem Scott Sumers, que por uma explicação meio idiota, não chega a conhecer Wolverine (desculpe ai pelo Spoiller).

Enfim, a impressão que fica é de que a 20 Century Fox, produtora do filme, mais uma vez tratou os longas dos mutantes com um certo descaso para com os fãs, modificando drasticamente as histórias.

O filme começa narrando a infância de Wolverine, quando ainda era o pequeno James Howlet e de como ele descobre ter seus poderes mutantes. Nesse pequeno trecho introdutório, os roteiristas já massacram uma das mais fantásticas histórias do Wolverine em vários anos, a fabulosa ‘Origens’. E não para por ai. Segue-se então com o filme mostrando um breve histórico da “amizade” entre Wolverine e Victor Creed, o Dentes-de-Sabre (que nas palavras do camarada Márcio, deveria ser interpretado por um cara de 2 metros e cara de mal de verdade, e não esse cara do filme Pânico, o ator Liev Schreiber). Ambos com fator de cura mutante, os caras lutam por anos a fio nas principais guerras nas quais os Estados Unidos se envolveu. No Vietnã, após um surto psicótico de Creed, ambos são condenados à pena de morte pela morte de um superior. Ao acordarem, são contratados por Willian Stryker para fazerem parte de um programa secreto do governo: o Programa Arma X.

Então o filme vem mostrar como Wolverine se separa do Arma X e por motivos pessoais e é forçado a voltar, quando tem então seus ossos revestidos pelo fodaço adamantium. E é a partir daqui, principalmente, que se tem a enxurrada de personagens do universo mutante. No entanto, vide o exemplo de Homem Aranha 3, muitos vilões e personagens em um filme de apenas 2 horas pode não ser uma boa idéia. E em ‘Origins’ não foi diferente. Ótimos personagens foram apresentados de maneira que até um pires é mais profundo. Outros, que poderiam ser aproveitados de uma maneira muito mais expressiva em um outro filme, foram jogados no longa, a esmo, tendo uma participação patética, como foi o caso de Gambit, em seus curtos 5 minutos de fama.

Pobre Gambit...

Pobre Gambit...

Enfim, termina o filme e por incrível que pareça, cochilei por uns 3 minutos no clímax da parada toda. Chego a conclusão de que para produzir filmes da Marvel, só mesmo a própria Marvel, e o exemplo de Iron Man e Hulk (o segundo filme, com Edward Norton) não me deixam mentir. Enquanto isso, as grandes produtoras, com os direitos dos personagens para o cinema, continuarão a produzir esse malditos caça-níqueis para nos empurrar goela abaixo. E fã que é fã, acostumado com o filé, não vai comer qualquer carne de segunda.

Logo, Wolverine merecia mesmo uma adaptação melhor para o cinema. De uma outra vez quem sabe…

 

PS: precisava mesmo comentar isso…o que fizeram com o ótimo Deadpool. O cara até começa bem, interpretado pelo mane Ryan Reinolds, mas termina como…que porra era aquela? O Baraka do Mortal Kombat 2? Oh shit…

2 responses to this post.

  1. Posted by Gustavo Sabino on 28 de maio de 2009 at 8:08 AM

    Poisééééé…quando eu vi fiquei revoltado! O que fizeram com o deadpool, um dos melhores e mais engraçados personagens da marvel (engraçado mesmo, nada a ver com o idiota do homem-aranha), foi de uma leviandade sem tamanho!!! Vamos declarar Jihad contra o fdp do roteirista!!!

    Responder

  2. Posted by Lucas Bonachovski on 30 de maio de 2009 at 8:29 AM

    Caralho, Jihad seria pouco pro que esses bastardos fizeram…tortura chinesa, tortura tailandesa, tortura do Bope…morte…magia de reviver…morte de novo…
    Ai sim, talvez eles sofreriam o que merecem…rsrsrsrsrs

    Responder

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