Archive for 28 de maio de 2009

John Hugues: O melhor diretor de cinema de todos os tempos!

por Leonardo, The great show man!!!

Ao som de:  Doctor, Doctor_Magic Bus_The Who

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Pra quem  tem menos de 22 anos a década de 80 foi o paraíso do mau gosto; regado a muito tecnopop,ombreiras,babados e cubos mágicos.Para mim é a época saudosa em que a vida mais parecia uma eterna comédia passada em uma High School de Chicago, com tipos tão figuras quanto cativantes como Ferris Bueller, Samantha Baker,John Bender,Lisa a mulher nota 1000 e o tio Buck.
 
John Hugues já foi chamado de filósofo da puberdade, pois o maior atrativo de seus filmes é a ausência de preocupações existenciais.Flertando por Chicago ou perambulando por alguma universidade seus personagens nunca pensavam na vida.Aliás, só pensavam em como aproveitar ela: seja se apaixonando platonicamente,transando, inventando a mulher perfeita,ou roubando uma ferrari só pra dar um rolé na city. E é justamente nesse riso inconseqüente, nesta banalidade inspirada que reside seu maior charme, afinal a vida deve sim ser levada a sério; deve sim ser repensada; mas em determinados momentos devemos nos entregar a aquela idílica ignorância que nos faz ser o que somos: um bando de macacos pelados fazendo conjecturas sobre a vida, o universo e tudo mais. E nesse quesito John Hugues é mestre, afinal o dia tem 24hrs, você passa 2 assistindo a algum filme dele e as outras 22 você pode dividir entre Bergman, Antonioni,Russel e Dostoievski.

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No início dos anos 90, Hughes e seus heróis haviam mergulhado no ostracismo. Evaneceram-se, lentamente, no limbo dos coadjuvantes despercebidos e levaram consigo, intocado, todo o frescor de nossa recente infância e adolescência.Pra um que de nostalgia e apresentação para os menores de 22 vai aí um breve currículo do cara:
 
Sixteen Candles (Gatinhas e Gatões) – 1984

Samantha Baker (Molly Ringwald), é uma adolescente que está completando 16 anos, sonha em namorar um colega que infelizmente namora uma linda jovem. Além disso, em virtude do casamento de sua irmã mais velha seu aniversário é totalmente esquecido e, como desgraça pouca é bobagem, um garoto começa a assediá-la de forma inconveniente.
Traz o “rosto” dos anos 80, a ruivinha Molly Ringwald que fez também Clube dos Cinco.Repare no coadjuvante Long Duk Dongte um estudante de intercambio que vem passar um tempo na casa de Samantha; e na estréia de John Cusack fazendo um nerd azarado, hilário.
 
Breakfast Club (Clube dos 5) – 1985

Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, tendo de escrever uma redação de mil palavras sobre o que eles pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas bem diferentes, enquanto o dia transcorre passam a aceitar uns aos outros e várias confissões são feitas entre eles.
Filme mais cabeça de Hugues, se assim se pode dizer…hehehe…se passa inteiro dentro da escola e merece destaque a cena em que os cinco estudantes carburam um charro enquanto o diretor da escola está na sala ao lado,muito loucos eles dão trela e percebem que sim,eles tem algo em comum.
 
Weird Science (Mulher nota 1000) -1985

Dois adolescentes nerds criam no computador o que eles consideram ser a mulher perfeita. O que eles não contavam era que uma tempestade fizesse com que a criação deles ganhasse vida. É a cara dos anos 80 este filme, com a gatíssima Kelly Le Brock (a Dama de Vermelho) e o ator preferido de Hugues, Anthony Michael Hall que também faz Clube dos cinco e Gatinhas e Gatões.
 
P.S. NERD: O nome da personagem de Kelly LeBrock foi inspirado no nome do 1º computador pessoal com interface gráfica, o Lisa, lançado pela Apple em 1983.Mas o computador de Wyatt é um Memotech MTX512.
 
Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a vida Adoidado) – 1986

Indefectível, presente no imaginário coletivo ou “onde você esteve nas tardes dos últimos 23 anos?” · 
No último semestre do curso do colégio, estudante (Matthew Broderick) sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um grande programa na cidade com a namorada (Mia Sara), seu melhor amigo (Alan Ruck) e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor (Jeffrey Jones) do colégio e de sua própria irmã (Jennifer Grey).
Após o término dos créditos finais, Matthew Broderick reaparece como Ferris Bueller e, olhando para a câmera, diz “You’re still here? It’s over! Go home.” (em português, “Você ainda está aí? Acabou! Vá para casa.”).SAVE FERRIS!
 
 Uncle Buck (Quem vê cara não vê coração) – 1989

 

 

 

 

Buck Russell (John Candy) tem uma grande reputação na família, a de ser muito louco e atrapalhado. Após muita relutância, sua cunhada concorda em deixar por alguns dias os filhos com o tio solteirão, que passa maus bocados com as crianças.
Disparado o filme mais engraçado da lista; John Hugues e sua mania boa de criar personagens memoráveis.Destaque para a cena em que Buck espanca um palhaço bêbado e mostra sua machadinha para  o namorado da sobrinha adolescente. É de se rolar de rir, literalmente.

P.S. Pra quem se interessou Hugues, também escreveu os roteiros de “A garota rosa shocking” também com Molly Ringwald, “Alguém muito especial” com Eric Stoltz além dos clássicos “Esqueceram de Mim” 1,2 e 3.

Meu dia do Orgulho Nerd_parte 04: O Manicômio do Coringa.

 Por Lucas Bonachovski

Ao som de: It’s coming Down_Cake_Fashion Nugget (o Cake definitivamente tem se tornado minha banda preferida de todos os tempos…)

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Bom, um dia de Orgulho Nerd não seria o mesmo pra mim se não tivesse um bom quadrinho envolvido. Nesse Caso específico, um ótimo quadrinho: O Manicômio do Coringa.

A galeria de vilões do Batman definitivamente possui os melhores vilões já criados para HQ, simplesmente por serem os personagens mais insanamente coerentes que eu já tive o prazer de conhecer. E, tendo o Coringa como mestre de cerimônias, O Manicômio do Coringa apresenta alguns contos ora irônicos, ora terrivelmente perturbadores estrelados pela nata dos inimigos do cavaleiro das trevas.

De cara, temos na abertura o Coringa em um show (bizarro) de perguntas e respostas, em uma história que, por fim, acaba nos fazendo refletir sobre a televisão e a (falta de) ética, quando o interesse é a audiência total. Quantas vezes tivemos que nos submeter a Big Brother’s (e agüentar o Bial com aqueles poemas e crônicas chatíssimos) ou novelas sem lógica alguma, (vide a novela da Índia e sua imagem deturpada de toda uma cultura milenar). Vale ressaltar dois aspectos técnicos dessa história e de toda revista: os roteiros são realmente muito bons, confirmando a máxima “dê-me um bom roteirista e te direi quem és”; todas as histórias, mesmo que curtas, conseguem prender a atenção a cada pequeno detalhe, cada pequeno fragmento de diálogo, apresentando os personagens em seus conflitos e seus próprios distúrbios de comportamento. Além disso, me parece que os desenhistas foram escolhidos as dedo, por apresentarem um traço único: do Coringa, desenhado em um traço sujo, poluído e mesmo assim lindo (os closes no olhar insano lembram muito o de outro Coringa, Heath Ledger em Batman: O cavaleiro das Trevas) ao traço estilizado da história do Espantalho, lembrando um cartoon.

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Os outros contos apresentam importantes vilões da mitologia de Batman: Hera Venenosa, assumindo sua postura de vingadora (e sexy, em um traço que remete ao mangá) do meio ambiente em um bem arquitetado plano de vingança; Oswald Coblepot, o Pingüim, mostrando como o amor pode ser lindo…e cruel; Duas-Caras, em uma história magistral sobre como corromper um bom coração; e por fim, o Espantalho, mostrando como o medo, esse sentimento tão incomodo e fascinante ao mesmo tempo, pode ser perigoso e convidativo. Em minha humilde opinião, a melhor história dessa compilação.

It's a Geek Dream!!!

It's a Geek Dream!!!

Enfim, vale a pena gastar cada centavo com essa HQ fantástica.

Lucas Bonachovski, com medo de palhaço, desde que Jack Nicholson interpretou o Coringa no Batman, de Tim Burton.

10 melhores discos de fossa_parte 02

Por: Leonardo, El Braseiron

Ao som de: Nervos de Aço_Paulinho da Viola_Nervos de Aço

Continuando, o restante da lista dos melhores albuns para curtir ao ser “pénabundeado”

06 – Summerteeth – Wilco (1999)

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Isso aqui é a formula perfeita para misturar Neil Young e Beatles, melodia e folk ou ainda, como falar de amor sem parecer piegas.Terceiro albúm da banda norte americana mais alt-country que existe, melodias singelas e perfeitas regadas a letras cheias de lirismo e rancor apaixonado.O disco abre com a belíssima Can’t Stand it” com guitarras leves e teclados setentistas. A letra é antagônica pois se por um lado diz que “nenhum amor acontece por acaso”, também diz que “nossas orações não serão ouvidas novamente”. Talvez sejam a mesma coisa.A segunda faixa é a lindíssima “She’s a Jar”;balada de  romantismo dilacerado e contagiante, impregnada de metáforas e com uma harmônica de partir o coração em duas partes. Jeff Tweedy, o líder da banda, assume que “quando eu esqueço como falar, eu canto”. E ele canta bem.A terceira faixa é a onisciente e realista “A shot in the arm”;pianos e teclados conduzem essa linda canção em que Jeff diz que “talvez tudo que eu precise seja de um tiro no braço, algo em minhas veias”. Cortante, afinal, ela mudou e não é a mesma pessoa que era antes, quando ele a conheceu. Já aconteceu com vocês, caros amigos?
O disco podia parar por aí mas ainda tem as soberbas “ELT”,”We’re just friends”(título auto explicativo),”My darling” e a sensacional “Via Chicago” na canção  mais country  do cd, Jeff começa dizendo “eu sonhei que matava você novamente esta noite, e me senti bem”. Todos os artistas ‘sertanejos’ deveriam ouvir isso e terem vergonha de si mesmos.Numa avaliação pessoal este é um dos discos preferidos deste amigo que vos fala e pra surpresa de todos a característica que mais emprego a ele é a alegria!…è uma arma perigosa.
 
07 – Heaven and Hell – Black Sabbath (1980)

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Que diabos de fossa é essa você deve estar se perguntando?(esse cara é maluco de pedra você pensou depois). É a fossa que o Ozzy estava depois de levar um pé na bunda do Tony Iommi e vê-lo ao lado de Dio lançar um dos melhores álbuns do Sabbath, oras.Ideal também pra transformar aquela paixonite corrompida em ódio brutal.E ai tome “Children of the sea”,”Heaven and Hell”,”Die Young” e “Lonely is the word”.Pensando bem o capeta pode ser uma boa companhia nestas horas difícéis né? 

08 – Today  – Galaxie 500 (1988)

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A banda indie por excelência; guitarras noise adicionadas a melodias doces e sonhadoras que fazem voce acreditar que alguma coisa poderá ser feita a respeito.Mas aí vem “Flowers” e tudo o que passa em sua cabeça são lembranças dolorosas e palavras rudes.A banda acabou camarada, assim como aquele amor que ficou pra trás…
 
09 – A river ain’t too much to love  – Smog (2005)

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Smog é o condinome por detrás de Bill Calahan, um desses trovadores folk-blues-country que de tempos em tempos surgem pra nos brindar com suas canções cheias de lirismo e dor.Pra ser ouvido naquele boteco sujo com a luz baixa e a cabeça alta.”A river ain’t too much to love” foi lançado logo após o fim do relacionamento de Bill com a também cantora Cat Power.Em sua homenagem Bill comôs este verdadeiro tratado sofre como dizer adeus a alguem que não se quer que vá embora.A pergunta que deve estar em sua cabeça agora é: Terá a doce Cat se sensiblizado com o disco e retornado para os braços de nosso amigo Bill?Obviamente que ela se enrolou com algum motoqueiro chauvinista que arrota e peida na frente dela e fodeu com o coração de nosso pobre amigo.Pobre Bill…
 
10 -13 – Blur (1999)
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Em 1998 Damon Albarn voclaista e letrista do Blur (a melhor banda de britpop) levou um puta pé na bunda da namorada Justine Frischiman,vocalista do mediano Elastica e quando foi lançar o sexto album do Blur o assunto pras letras do disco foi só um:a fatídica dor de cotovelo que o cara sentia a ocasião.Está tudo exposto lá: a doçura e amabilidade de Justine na perfeita “Tender”, que conta com a participação do coral de Londres, a rotina cotidiana do casal em “Coffee and TV” (aquela do clip com a caixinha de leite),a dor e desespero após a queda em “No distance left to run”.Justine comentou a época que quando ouviu o disco teve vontade de vomitar.URGH!
 
Braseiro, quase 25, faz questão de levar um pé na bunda todo fim de semana só pra ouvir todos esses discos de novo, de novo e de novo…