Archive for 21 de agosto de 2009

Them Crooked Vultures: vai ser do carai…

Por: Lucas Bonachovski

Ao som de: Stelle_Preaty Please (Feat Cee-lo do Gnarls Barkley)_Shine (2008)

them-c3de

O que esperar de um projeto musical que reune Josh Homme, Dave Grhol e John Paul Jones?

Simplesmente espere que vai ser ducaraleo, meu caro amigo solitário que está lendo esse texto as duas da manhã.

Pra quem ainda não se situou, um pouco do currículo de cada um dos sujeitos citados anteriormente:

Dave Grohl podia ser citado em qualque texto sobre bom rock’n roll só por ser um cara hiper gente boa do mundo musical. Mas vamos ao seus méritos: primeiro, o cara simplesmente tocou bateria na banda que deu uma nova cara pra musica na decada de 90. Ok, vc ainda não sabe em que banda ele tocou? No NIRVANA velho, simplesmente a banda que mais encheu estampas de camisetas pelos anos 90 afora. Com o suicídio de Kurt Cobain ( se você me disser que não sabe quem foi o Kurt, ai teremos problemas sérios) todos poderiam pensar que o jovem Dave cairia no anonimato. Mas ao contrário, o cara criou umas das bandas mais legais que eu já ouvi, o Foo Fighters, além de criar seus próprios projetos paralelos, tal como o Probot, album em que o próprio Grohl toca todos os instrumentos enquanto os mestres do vocal de metal interpretam as canções. Caras do naipe de Lemmy Kilmister, King Diamond, Max Cavalera e por ai vai.

O cara ainda tem tempo pra tocar com seus amigos, gente do cacife de Norah Jones, Jack Black e…

Josh Homme, lider do Queens of  the Stone Age, é o cara que está a frente de um das melhores bandas de rock surgidas nos ultimos anos. Trabalhando em prol de divulgar o Stoner Rock com o Queens, o cara é um dos melhores letristas de músicas de viagem, além de ter vários projetos paralelos em que pode experimentar uma série de influencias que vão de Black Sabbath, a mais óbvia, aos blues e jazz de other times. Entre seus projetos estão os Desert Sessions e o Eagles of Death Metal. Amigão de Dave Grohl, chamou o front man do Foo Fighters para tocar bateria em todo o album Songs for the Deaf, considerado pela crítica como o melhor album dos Queens. Olha ai e dá seu aval:

E por fim, John Paul Jones. O cara simplesmente foi o Baixista do Led Zeppelin. Me recuso a dar qualquer explicação.

Então, as chances de dar muito certo esse novo projeto são boas ou não são…

Fica o vídeo promocional dos caras, pro lançamento do album Never Deserved the Future, a ser lançado no dia 23 de outubro. Oia ai, rapá, um pedacinho da música Nobody Loves Me and Neither Do I e tire suas conclusões…

Combo Zoombie_parte 01: Diário dos Mortos

Ao som de: Sobre o Frio_Supercordas_Seres Verdes ao Redor (2006)

Putz…sexta-feira, você está uma pilha de stress devido as várias aulas ministradas na semana, monografia nas costas, falta de dinheiro pra tomar aquele chopp. O que você faz?Passa na locadora e pega altos filmes de zumbi, claro.

Eu sei…é meio patético, mas nada melhor que assistir uns bons filmes de zumbi pra ver que sua vida ainda pode melhorar (ou pra desistir da vida de vez, vendo que estamos fadados a um apocalipse zumbizístico iminente).

Enfim, a esse singelo programa dei o nome de…COMBOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO  ZOOMBIE (mas tem que ser dito assim mesmo, gritando…é, é idiota mesmo, mas muito relaxante…tente em casa, de preferência longe de seus familiares pra evitar um momento ‘vergonha alheia’).

Sem mais delongas, vamos as podreiras escolhidas. Pra começar, o novo de George Romero, ‘Diário dos Mortos’ e um clássico absoluto em termos de zumbizologia…Fome Animal, de Peter Jackson.

Diário dos Mortos: clichê, homenagem ou reciclagem de um gênero?

diario-dos-mortos

Durante todo o filme, fiquei me fazendo a pergunta do título acima. Qual foi o objetivo do mestre Romero ao produzir esse filme? Creio que no fim dos post, e do filme, vo6 também poderão tirar suas conclusões.

Diário dos Mortos, a princípio, se classificaria no estilo ‘filme dentro do filme’, muito em voga nos filmes de terror dos ultimos anos, vide o exemplo de ‘Cloverfield: Monstro” de J.J Abrams e o estilosão “REC”, terrorzaço zumbizesco dos espanhois Jaume Balagueró e Paco Plaza, além do já consagradíssimo “A Bruxa de Blair” (meio que um pioneiro nesse tipo de filmes).

O filme conta a história de alguns estudantes de cinema, que se encontram gravando um filme de terror dos mais xumbregas, para um projeto de conclusão de curso. Eis que no meio das gravações eles ouvem notícias de acontecimentos estranhos acontecendo em várias localidades, envolvendo mortos que se levantam e atacam outras pessoas. Logo, todos resolvem que o melhor e voltar a suas respectivas casas, por via das dúvidas. E e ai que a sanguinolencia começa.

Mas como não é só a zumbizada mandando ver nos pobres pescoços alheios, Romero acerta a mão mais uma vez na crítica social e política acerca os Estados Unidos. Mas dessa vez, Romero mira sua acidez na sociedade da tecnologia e da informação que nós mesmo criamos. Com o youtube, myspaces  e blogs se reproduzindo mais rápido do que podemos acompanhar, fica difícil saber qual o nível de ‘verdade’ a que estamos submetidos quando vemos uma notícia acontecer. Tal como na morte de Michael Jackson (nosso zumbi preferido) , por exemplo: antes de notícias oficiais afirmarem o óbito do velho Jacko, blogs e twitters do mundo inteiro já faziam essa cobertura extra oficial, que ora pode ser boa, ora muito ruim. E é nesse sentido que os personagens do filme seguem, buscando mostrar a verdade ‘nua e crua’ do infestação de zumbis que está ocorrendo nos US and A (lembrando do Borat agora…).

'Diretamente de...um minuto por favor, tem um zumbi querendo me devorar. Mais notícias no jornal das 7 horas"

'Diretamente de...um minuto por favor, tem um zumbi querendo me devorar. Mais notícias no jornal das 7 horas"

Mas no fim de tudo, o diretor se perde um pouco nessas divagações acerca a velocidade e a necessidade que criamos de tecnologia e de informações. Não tanto pelos questionamentos em si, mas por causa das questões serem formuladas pela narradora em terceira pessoa, típico de filmes nacionais (cá pra nós, quem aguentou quase duas horas de capitão Nascimento chorando as mágoas por causa do BOPE?).

O filme também perde um pouco por usar dessa formula ‘filme no filme’. Pode até ser que ter assistido ao REC algumas horas antes possa ter interferido nesse meu julgamento, mas Diário dos Mortos não passa a autenticidade de REC, muito menos a de Cloverfield ( e olha que comparado aos zumbis, é muito mais difícil ter atuações autenticas dos atores que estão sendo atacados por um MONSTRO GIGANTE que destruiu Nova York). O filme não me convenceu muito, e todos pareciam que estavam atuando pras camêras (bom, eles estão atuando, mas não era pra parecer que estavam atuando, deu pra entender…acho que até eu fiquei confuso).

Agora, sejamos sinceros: no aspecto zumbizagem, Romero continua imbatível como sempre. E nesse filme podemos dizer que houveram algumas novas surpresas. Primeiro, Romero brinca com todos os clichês de filmes de zumbis, clichês que ele mesmo criou. Dos personagens estereotipádos (o casal descerebrado, o mal-humorado, o brincalhão e até um professor com diálogos sheaksperianos) as cenas clássicas de fimes de terror ( a piada com a mina reclamando do  papel dela, de correr e mostra os seios, é impagável).

Além disso, as mortes desse filme também estão ótimas. O filme é um guia atualizado de como matar zumbis de jeitos divertidos: fritando o cérebro com um desfibrilador, jogando ácido na cabeça do zumbi e ficar observando ele torrar o cérebro do coitado ou, e essa é a melhor: no caso de você ser um amish eremita e ser mordido por trás por um zumbi, não pestaneje, fure sua própria testa com uma foice gigante para matar também o Zumbi em questão.

Criatividade e adaptação é isso ai...nem McGyver faria melhor...

Criatividade e adaptação é isso ai...nem McGyver faria melhor...

No final das contas, vale a pena assistir ao ‘Diário dos Mortos’? Claro que sim, afinal é um Romero legítimo. Mesmo deslizando nos clichês dos filmes de terror contemporâneos, o filme ainda contem o que faz de Romero um dos grandes cineastas de Holywood: a crítica social está lá, os conflitos entre os personagens e é claro, os zumbis magistrais. Sendo assim, tranque as portas, pegue suas armas de fogo, mire sempre na cabeça e espere que a invasão está começando…

Estilo Amish de matar zumbis...rsrsrsrsrs

Estilo Amish de matar zumbis...rsrsrsrsrs

Lucas Bonachovski está tentando responder até agora pra sua avó o por que de gostar tanto desses filmes esquisitos do povo ‘se comendo’, como ela diz…rsrs