Archive for outubro \30\UTC 2009

Sobre Elffus, VMB e o “novo rock” brasileiro…

Ao som de:  Conflitos Existenciais_Cachorro Grande_Todos os Tempos (2007)

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Banda Cine...a "salvação" do rock nacional...e pensar que uma época dessas tivemos Legião Urbana e Mutantes...

A um tempinho atrás, recebi um coment, em um dos posts aqui do blog,  que me deixou bastante feliz. Foi uma crítica ao meu texto sobre o Porão do Rock, mas especificamente sobre a crítica ao show do Elffus, banda aqui do DF.

O trecho comentado em questão foi esse aqui:

“Já o Elffus, banda de Brasília, nunca me empolgou mesmo, logo nem dei muita atenção ao barulho que faziam, ainda mais cantando em português agora (seria uma tentativa de chegar aos ouvidos pop dos brasilienses?”

O Rafael, fã da banda, defendeu o som dos caras de maneira muito inteligente e respeitosa…e pra minha surpresa, o Alberto, vocalista do Elffus, também apareceu por lá, pra comentar meu texto. Fiquei feliz por ambas as respostas devido o respeito e compreensão de ambos.

Continuo aqui defendendo minha idéia sobre o Elffus, mas gostaria de complementá-lo, principalmente após assistir, a uns dias atrás, o Video Music Brasil, ou VMB, uma das maiores (mas não melhores, com certeza) premiações de música aqui nesse Brasilsão velho de Deusi.

O VMB esse ano premiou uma série de novas categorias interessantes, mostrando que o novo som produzido no Brasil não se resume só a bandas de emotional hardcore pra adolescentes que confundem hormônios em excesso com depressão…pensando bem, repensemos este ultimo comentário.

Os prêmios menos divulgados foram os para as novas categorias e mesmo considerando que o novo tem aparecido com cada vez mais força e frequencia, a cena musical nacional ainda está presa a alguns dogmas contemporâneos que não consigo compreender.

Vejamos alguns exemplos de premiados: artista do ano…Fresno (!); hit do ano, NX Zero, com “Cartas pra Você” (!!); revelação do ano, Banda Cine (!!!); e por fim, e um dos que eu mais me diverti, dando risada…banda de rock, FORFUN (!!!!!!!!!!!!!!!!!).

A partir dessas informações, queria propor uma reflexão: uáta fuqui is dis??? Ou as coisas estão fora dos eixos, ou qual a resposta para o Forfun ganhar como melhor banda de rock…

Os paradigmas musicais no Brasil, e quiçá, no mundo, seguem uma tendencia de mercado que me causa engulhos. Graças a bandas estrangeiras como My Chemical Romance ou Fallout Boy’s (que nem são de todo ruins, visto o cover de Desolation Row, do MCR, para a trilha sonora de Watchmen…), temos produtos de linha de montagem, como NX Zero, banda Cine ou Fresno. Nada contra a sonoridade das bandas, não é isso. O que me incomoda é o fato de que, simplesmente, essas bandas NÃO me convencem, não passam uma imagem autêntica.

Ao que parece, tais bandas passaram pelo crivo do industrial da música Rick Bonadio…rostinhos bonitos, cabelos milimetricamente cortados para parecerem bagunçados…roupas escolhidas por estilitas para parecerem rock’n roll o suficiente e o pior de tudo: músicas pré programadas para serem acessíveis a um público que está pré programado a aceitar esse som. E o ciclo está completo. Lei de mercado: se tem quem consuma, vamos produzir em massa…

Veja o caso de Pitty, que alguns consideram meu alvo preferido de zoação. Até quando tocava no Incoma, um de seus primeiros trabalhos, a baiana era mais convincente. Hoje em dia, com uma ótima banda de apoio, Pitty parece estar presa a uma poça de lama mercadológica na qual ela aprendeu a conviver, mesmo que ora ou outra, ela tenha um arroubo de criatividade.

Nesse sentido, mesmo não compartilhando do mesmo sentimento pelo Elffus que o Rafael tem, admito com todas as letras que a banda do DF tem algo que ainda é admirável: personalidade. Com suas referências admitidas claramente a vista, o Elffus absorveu o que pôde e produz um som novo e diferente, respeitando sua origem.

Mas a pergunta é: você já ouviu Ellfus? Possivelmente não.

E quantas vezes você, mesmo sem querer, foi obrigado a ouvir “entre razões e emoções a sáida é fazer valer a pena” (ou, sei lá, como se chama essa música mesmo???) Do NX Zero.

E Black Drawing Chalks, de Goiânia, quantos já ouviram. Ou Garotas Suecas, do Rio de Janeiro?E a mega fodaça Móveis Coloniais de Acajú???

O ponto onde quero chegar é: as ótimas bandas de rock que temos atualmente no Brasil tem o espaço merecido, no meio de péssimas bandas pré construídas para fazer sucesso?

E qual seria a alternativa para divulgação dessas bandas, além da famigerada MTV Brasil.

Hoje a internet faz com velocidade milhares de vezes maior o que o fanzine underground fazia nas décadas de 80 e 90: divulgação rápida e barata. Mas será suficiente? Até quando os produtores de shows só apostaram nos cavalos vencedores, sem perceber que existem milhares de pessoas apostando também nos azarões?

Enfim, fica a coceira na sola do pé ai, pra pensarmo um pouco nessas coisas. Enquanto isso, fica ai com um pouco de Tokio Hotel,  a mais nova presepada emotional hardcore dos Us and A. E salve o Borat, mostrando a merda a vista nos Estados Unidos.

(prestem atenção aos cabelinhos…o melhor…até os dreads do muleque de boné parecem que são colados…ou gódi…)

Lucas Bonachovski, tentando não parecer um chato…mas quase sempre sem conseguir…

Bomb News: Wolfmother e seu novo Cosmic Egg!!!

Ouvindo: Colossal_Wolfmother_Wolfmother (2006)

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Ou mai gód…tava esperando esse album mais que salário do mês, mas com turma de  feira de ciências para orientar, provas de quarto bimestre a preparar, e a constante falta de dinheiro assombrando minha nada mole vida, havia momentaneamente esquecido desse novo trabalho do Wolfmother.

Pra quem não conhece a banda, o Wolfmother apareceu na cena rocker mundial vindos diretamente da Austrália, terra de cangurus e de 9 das dez cobras mais venenosas do mundo (caramba, quanto preconceito e falta de visão…gente, a Austrália tem mais coisas interessantes…bom, o Mad Max foi filmado por lá, então…). Os caras pareciam que tinham caído no século XXI vindos diretamente dos fabulosos anos 60/70, pelo menos para a música (a não ser que vc se amarre em matar comunistas em nações asiáticas ou curtisse apanhar de militares em porões). Com uma sonoridade altamente hard rock, o Wolfmother foi minha salvação do rock no já longinquo 2006

Putz, lembrando agora, lembro de tê-los visto em uma edição da já saudosa revista Bizz, e conversava com o eterno amigo Braseiro sobre como esses caras poderiam estourar (aliás, queria mandar um salve pra comunidade da xurupita…opa, de Goiás Velho ai…)

Nesse meio tempo, a banda se desestruturou, sobrando apenas o vocalista Andrew Stockdale e uma tristeza no meu coração por ter perdido minha mais nova banda preferida de rock dessa década. Mas como os deuses do rock são (quase sempre) justos em sua imensa sabedoria, Stockdale resolveu trabalhar, e produziu um album que já figura no top 5 desse ano: Cosmic Egg.

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Stockdale, ao centro: o menino se perdeu no tempo...que bom!!!

O som do Wolfmother lembra seu debut, de 2006. Mas está ainda melhor. A sonoridade da banda continua parecendo um choque entre uma camionete carregando o Led Zeppelin e um Maverick 68 com os integrantes do Black Sabbath, ao mesmo tempo em que o avião do Lynyrd Skynyrd cai por cima de tudo e os caras do ZZ Top veem a explosão em suas motos. Sonoridade sessentista, mas sem parecer anacrônica em momento algum. A capacidade técnica dos caras está mais apurada, e a veia old school rock’n roll ainda mais saltada no pescoço, mostrando que Stockdale e cia tiveram muito tempo para ouvir os clássicos nesse meio tempo de parada da banda.

Até um ecos de Stones pode-se perceber na banda, mas o vocal de Stockdale e as Guitarras e Baixo do novo Wolfmother remetem diretamente a uma viagem de LSD ao som de Imigrant Song.

Em essencia, um album fodaaaaaaaaço, que vc tem que baixar.

Atenção especial para a Sabbahsística “Sundial” e para a blueseira “Cosmic Egg”, que dá nome ao album…enfim, sifudê, coloca sua camiseta do Led, solta esse cabelo (ou pelo menos os poucos que lhe sobraram depois do woodstock) e divirta-se…vale a pena cada minuto esse novo album.

Fica ai um vislumbrezinho do novo som dos caras, o clipe do single New Moon Rising.

Lucas Bonachovski, querendo colocar o pé na lama de woodstock, colocar uma bandana cheia de água coreana na testa e correr pelado pela grama…

Bomb News: caracas, tão passando Borat na Globo…

Ao som de: Cry me a River_Pride and Glory_Pride and Glory (1994)

…e cortando algumas piadas, mas no mais, quase intacto…

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I want a sex time with you...Pamela

Loucura não???

Preview: Put’z: quadrinhos de péssimo gosto

Ao som de: The Northern_Alexisonfire_Old Crows, Young Cardinals

Bom, deixe-me contar uma história:

Era uma vez…em um tempo esquecido por homens, árvores pedras e pipoqueiros de missa de domingo, dois jovens impetuosos (e que não tinham nada pra fazer) pensaram que seria legal produzir uma história em quadrinhos. Eles caminharam pelos charcos da falta de grana pra impressão, pelo deserto da preguiça de escrever um roteiro ou de desenhar e pelo inferno do descrédito por parte dos pais, que sempre mandavam algo do tipo “vc precisa é estudar e nãoficar fazendo essas historinhas bestas”. Encontraram valorosos guerreiros pelo caminho (os inesquecíveis Catuamen e seu lider Ryunoken e os Lordes do Unmei) e enfrentaram o pior inimigo de todos os tempos: um público otaku sedento por fanzines de mangá.

E eles triunfaram.

Mas o destino de guerreiros valorosos é tombar no campo de batalha. E as responsabilidades acadêmicas, namoradas, trabalhos chatos e tudo o que há de ruim fizeram com que sua glória se perdesse no tempo.

Mas agora, o destino os reuniu para uma nova façanha. Mais do que nunca Márcio, the Marmote Man e Lucas, o Bonachovski se preparam para mais uma desventura missão: o novo, o fantástico, o clichezento revolucionário zine…

Put’z: quadrinhos de péssimo gosto.

Tá, depois dessa baboseira toda, fica ai uma pequena página preview do novo zinezinho, a ser lançado domingo, dia 25.

Sábado, maiores informações e quem sabe até um download…sempre aqui, no velho Bonachos Experience!!!

bom e quando faz mal def

Um bom motivo pra assistir a “Viver a Vida”

Ao som de: Alabama Thunderpussy_Man on the Silver Mountain (Black Sabath cover)_coletânea Sucking the 70’s

Bom, assistir a qualquer novela do Manoel Carlos é como pedir pra alguem chutar suas bolas por uma hora direto.

Ninguem aguenta mais aquelas Helenas chatas, que sofrem problemas de ricos e entediados, que moram no Leblon. E todos aqueles personagens ricos que sofrem de alcoolismo, por beberem muito whisky 378 anos carissimos, e aquelas ricas e chatas peruas deprimidas, curando seus males em lojas Daslu. E ainda querem me enfiar goela abaixo uma série sem fim de “denuncias sociais”…a vai a merda, Maneco, mostrando as meninas ricas de Buzios se metendo com traficate carioca…vejo essa merda todo dia, e to cansado já!

Agora, que essa nova demonstração de “pão e circo” global tem ótimas “atrações”…primeiro, Letícia Spiller, minha eterna paquita preferida; a “Helena” da vez Tais Araújo e Aline Moraes. Mas tem uma mina que me surpreendeu e que me fez parar em frente a TV: Cecília Dassi.

Pra quem não a conhece, a menina tem um curriculum extenso em novelas globais, sempre fazendo papel de menina fofinha e inocente. Talvez você se lembre dela a milhares de anos atrás (bom, na verdade, um 1997, ou 8, que parece ter sido a muito tempo) em outra novela de Manoel Carlos, em que ela era filha do personagem brecão de Paulo José. Ou, essa menininh ai:

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Eis que essa semana, conversando sobre a vida, a morte o universo e tudo o mais com minha vó, no momento da novela, vejo uma mina hipeer gatíssima, sensual dando um pega forte num cara sortudo qualquer E pra minha surpresa, eis que a menininha ali de cima, virou essa aqui:

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Bom, nem vou falar muito não, acho que esse já motivo suficiente pra ligar a tv, apertar a tecla mute e esperar a hora em que essa Cecília ai apareça na tela…

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Mais um motivo?

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Pra acabar, mais alguns argumentos…olha quanta crítica social…hum…

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(creio que uma dessas seja filha da Vera Fischer…será que ela sem amarra no “amor a natureza” da mãe…boa pergunta né???)

Bom, já fui chauvinista demais nesse post, prometo algo sério daqui a pouco…mulheres, não me odeiem muito ok???rsrsrsrsrsrsrs…

Lucas Bonachovski…com um novo amor platônico…ai Cecilia…