Bomb News: Wolfmother e seu novo Cosmic Egg!!!

Ouvindo: Colossal_Wolfmother_Wolfmother (2006)

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Ou mai gód…tava esperando esse album mais que salário do mês, mas com turma de  feira de ciências para orientar, provas de quarto bimestre a preparar, e a constante falta de dinheiro assombrando minha nada mole vida, havia momentaneamente esquecido desse novo trabalho do Wolfmother.

Pra quem não conhece a banda, o Wolfmother apareceu na cena rocker mundial vindos diretamente da Austrália, terra de cangurus e de 9 das dez cobras mais venenosas do mundo (caramba, quanto preconceito e falta de visão…gente, a Austrália tem mais coisas interessantes…bom, o Mad Max foi filmado por lá, então…). Os caras pareciam que tinham caído no século XXI vindos diretamente dos fabulosos anos 60/70, pelo menos para a música (a não ser que vc se amarre em matar comunistas em nações asiáticas ou curtisse apanhar de militares em porões). Com uma sonoridade altamente hard rock, o Wolfmother foi minha salvação do rock no já longinquo 2006

Putz, lembrando agora, lembro de tê-los visto em uma edição da já saudosa revista Bizz, e conversava com o eterno amigo Braseiro sobre como esses caras poderiam estourar (aliás, queria mandar um salve pra comunidade da xurupita…opa, de Goiás Velho ai…)

Nesse meio tempo, a banda se desestruturou, sobrando apenas o vocalista Andrew Stockdale e uma tristeza no meu coração por ter perdido minha mais nova banda preferida de rock dessa década. Mas como os deuses do rock são (quase sempre) justos em sua imensa sabedoria, Stockdale resolveu trabalhar, e produziu um album que já figura no top 5 desse ano: Cosmic Egg.

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Stockdale, ao centro: o menino se perdeu no tempo...que bom!!!

O som do Wolfmother lembra seu debut, de 2006. Mas está ainda melhor. A sonoridade da banda continua parecendo um choque entre uma camionete carregando o Led Zeppelin e um Maverick 68 com os integrantes do Black Sabbath, ao mesmo tempo em que o avião do Lynyrd Skynyrd cai por cima de tudo e os caras do ZZ Top veem a explosão em suas motos. Sonoridade sessentista, mas sem parecer anacrônica em momento algum. A capacidade técnica dos caras está mais apurada, e a veia old school rock’n roll ainda mais saltada no pescoço, mostrando que Stockdale e cia tiveram muito tempo para ouvir os clássicos nesse meio tempo de parada da banda.

Até um ecos de Stones pode-se perceber na banda, mas o vocal de Stockdale e as Guitarras e Baixo do novo Wolfmother remetem diretamente a uma viagem de LSD ao som de Imigrant Song.

Em essencia, um album fodaaaaaaaaço, que vc tem que baixar.

Atenção especial para a Sabbahsística “Sundial” e para a blueseira “Cosmic Egg”, que dá nome ao album…enfim, sifudê, coloca sua camiseta do Led, solta esse cabelo (ou pelo menos os poucos que lhe sobraram depois do woodstock) e divirta-se…vale a pena cada minuto esse novo album.

Fica ai um vislumbrezinho do novo som dos caras, o clipe do single New Moon Rising.

Lucas Bonachovski, querendo colocar o pé na lama de woodstock, colocar uma bandana cheia de água coreana na testa e correr pelado pela grama…

2 responses to this post.

  1. Boa review, só devia falar um pouco mais das faixas… Uma pena “Far Away” ter entrado no cd, achei a pior faixa do álbum… Ainda prefiro o primeiro álbum, mas Cosmic Egg não deixa a desejar!

    Responder

  2. Posted by Alberto Elffus on 31 de outubro de 2009 at 5:01 AM

    É isso aí Lucas,
    esta é e sempre foi nossa maior preocupação; COMO MOSTRAR O VERDADEIRO ROCK UNDERGROUND SEM QUE AS BANDAS DEIXEM DE SER UNDERGROUND E PERCAM SUAS IDENTIDADES.
    Quanto ao problema das “LINHAS DE MONTAGEM”, isso começou quando as gravadoras majors trocaram seus diretores artísticos, pessoas que realmente entendiam de MÚSICA(maiúscula mesmo), por Advogados e Executivos preocupados apenas com o faturamento e com as ações na bolsa.
    Para as gravadoras existem dois tipos de “produtos”:

    OS LARANJAS, que ela chupa e joga o bagaço fora (bandas e artistas com prazo de validade no “rótulo”) exemplos: os já citados por você em “Rick Bonadio” e os breganejos, pagodes, emos(Rick Bonadio de novo), axés e coisas tais.

    ARTISTAS DE CATÁLOGO, que são aqueles que mantêm as gravadoras funcionando e conquistam seu público por tempo idefinido (tem identidade e não tem prazo de validade nos “rótulos”) exemplos:
    As grandes bandas de Rock, principalmente dos anos 70 e oitenta, de Blues, de Soul, de Funk ( o verdadeiro), Roberto Carlos, Amado Batista, Renato Teixeira, Elvis Presley, Beatles, Roling Stones etc.

    Para se fazer parte do cast de uma gravadora, tem-se que aceitar muitas restrições e imposições destes “diretores artísticos” cujo única especialidade é repetir fórmulas de “sucesso de mídia” e copiar, exatamente igual, todo o lixo que vem de fora, e o pior, matando completamente o brio e a identidade Rock’n Roll de todos os que se sujeitam a isso. Exemplos: também já citados por você em, PITTY, NXZERO(ou Detonautas, CPM 22, Fresno, sei lá, desculpem-me mas parecem todos a mesma coisa)e tantos outros.

    Um dia vou contar em detalhes, os tipos de propostas que o ELFFUS recebeu destas gravadoras, a forma que conduzimos as negociações, e a veemência com que dissemos NÃO.
    Só então vocês entenderam porque as verdadeiras bandas de Rock ou artistas autênticos e com personalidade, sejam de qualquer vertente ou estilo musical, dificilmente entram para uma grande gravadora ou aparecem na mídia.
    Os espaços, as conciências, os estilos, e as mídias, sejam elas quais forem, já estão compradas.
    As identidades, sonoras e visuais, já vem prontas como qualquer software, e as linhas de montagens só produzem uma versão do mesmo. A sociedade atual está se tornando cada vêz mais igual(no pior sentido)e ninguém mais tem coragem de ser ou agir diferente, mas Confúncio já dizia à dez mil anos antes de Cristo, “a dignidade é que nem ânus, agente tem que preservar”( desculpe o linguajar).
    Com o auto-tune do pro-tools (software capaz de fazer uma Hiena cantar tão afinada quanto o Bruce Dickson ) qualquer um pode cantar em discos ou até mesmo dublar em shows, e se tiver um certo apelo visual e nenhum escrúpulo ético-musical, pronto, teremos mais um ídolo de “um milhão de discos vendidos” no Domingão do Faustão.

    Você está correto Lucas, tão correto quanto a estrofe de “DEIXA O ROCK ROLLAR”:nos porões sombrios, nos antros malditos, Rock nasce e morre sem ninguém notar/ nas ondas de rádio que cortam o espaço, as bandas rebeldes não podem voar”. ou “PURA INOCÊNCIA”; você vive dizendo que Heavy metal é o caos, mas os Nazistas só ouviam MOZART SHUBBERT e STRAUS”.
    Obrigado Lucas, continue pondo a galera para pensar a respeito destas coisas, que o Rock vai voltar aos bons e velhos trilhos, e nós ainda vamos rir muito disso tudo.

    Abraços
    Alberto Elffus

    Responder

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