Archive for 21 de novembro de 2009

movies, movies, move: E ai, meu irmão, cadê você?

Ao som de: Methamphetamine_Tennessee Pusher_Old Crow Medicine Show

Existem dois recortes temporais que me fascinam: um deles é o Rio de Janeiro em fins do século XIX, ainda antiga capital do Brasil, com seus cortiços lotados, um clima de mudanças políticas cada vez mais intenso e uma malemolência carioca legítima, que não se encontra em qualquer boteco do cruzeiro (piada brasiliense, desculpas aos que não entenderam…)

O outro, são todos os estados caipiras do US and A. Tennessee, Alabama, Kentucky, e todos esses lugares onde, nos filmes, a vida parece passar com muito mais vagareza e tranquilidade que nos lugares comuns.

Agora imagine um filme que tem como pano de fundo um Mississipi abalado pela quebra da bolsa de 1929, onde três malandros recém fugidos de uma fazenda criminal saem em busca de seu tesouro escondido, buscando melhorar a vida tão complicada daquele período.

Essa é a premissa básica de “E ai, meu irmão, cadê você”, filme de 2000, dirigido por Joel Cohen. Básica, por que o filme segue em um rumo fantásticamente inesperado.

A começar pelo roteiro, que é uma adaptação baseada na obra clássica de Homero, “A Odisséia”. De uma maneira bem bizarra, Ulisses, o mítico herói grego que lutou em Tróia ao lado de Aquiles, se transforma em Everett Ulysses McGill, interpretado fodasticamente por George Clooney, um trambiqueiro falastrão, de conversa fácil e viciado em goma para o cabelo. Ao seu lado, o sempre mal-humorado Pete (John Turturro, sempre ótimo) e o inocente Delmar (Tim Nelson Blake). Após a fuga da prisão, os três sujeitos conseguem se enfiar em tudo quanto é tipo diferente de enrascadas para encontrar um dinheiro roubado antes que Ulysses fosse preso.

The Soggy Botom Boys...e a fanfarronice de George Clooney...

Nesse meio tempo, o trio se junta ao guitarrista Tommy, que conheceram em uma encruzilhada, após ter vendido sua alma ao Diabo para aprender a tocar violão (uma das mais famosas lendas do universo do Blues americano). E nesse encontro, sem imaginar, os quatro produzem sem querer o maior sucesso musical daquele período: Man in a Constant Sorrow.

Já aproveitando o gancho, “E ai, meu irmão, cadê você” possui uma das melhores trilhas sonoras que eu já tive o prazer de ouvir. Casando de maneira fantástica com o contexto histórico do filme, as músicas vão dos clássicos do blues e do country e folk americanos, interpretados por músicos fodaços da cena musical americana, tal como Alisson Krauss (que recentemente gravou um album cheio de prêmios com Robert Plant).

Os três Soggy Botton Boys (ou traseiros encharcados…como ficou conhecida a banda de Ulysses) seguem a vida por uma América pobre, aproveitadora e politicamente suja, mas ao mesmo tempo, com uma cultura e valores interessantíssimos.

E o fator comédia não deixa a desejar: George Clooney, pra mim, é um dos grandes atores da minha geração. Mesmo com aquele jeito fanfarrão de sempre, ele fica engraçadíssimo quando assume peronagens caricatos como Ulysses. E nem preciso falar de John Turturro. O cara é sempre magnífico em suas interpretações de personagens cômicos. A cena em que os três encontram uma reunião da Klu Klux Klan, é impagável.

No fim, terminei de assistir o filme com uma certeza: definitivamente, esta já está no meu top dez de melhores comédias. Com um humor rebuscado, ora sútil e ora “trespatetamente” escrachado, o filme mostra que novamente música e cinema se completam muito bem.

Fica ai, de bandeija, o Dan Tyminski Band, ou o original Soggy Botom Boys, que interpreta a versão de “Man in a constant sorrow” cantada no filme.

Lucas Bonachovski…é um homem em constante lamento, que já enfrentou difculdades, a vida inteira…

Put’z, edição especial Matanza…ou, a triste história do fanzine que nunca existiu

Ao som de: Árvore do Reggae_Reggae a Vida com Amor_Ponto de Equilíbrio (bom Jah, a voz desse vocalista é horrível, mas o instrumental desses caras é mesmo bom…)

Era uma vez…

Era uma vez um show de uma puta banda fodaça, que aconteceria em Brasília em um fim de semana qualquer desses…dois jovens, que são muito fãs da banda, pensaram que seria legal fazer um zine homenageando essa banda, já que eles produzindo um zine de quadrinhos mesmo…

Foi assim que surgiu o  primeiro”Put’z: quadrinhos de péssimo gosto”…fazendo uma homenagem a uma das mais fodaças bandas brasileiras contemporânea, os motherfuckers do MATANZA.

Eis ai nosso menininho:

Só houve um “pequeno” probleminha: A PORRA DO SHOW NÃO ROLOU. Possivelmente por questões referentes a organização do evento, o show foi cancelado um dia antes de acontecer, deixando apenas a frustração e a quase morte por excesso de alcool de Vilson, que bebeu quase uma garrafa de Jack Daniels (que estava reservada para o show já…).

Enfim, falando um pouco desse pequeno serelepe, o Put’z é o mais novo empreendimento quadrinístico da dupla de sucesso Márcio “The Marmote man” e de Lucas, o Bonachovski. Você já deve nos conhecer de um dia de um passado esquecido, quando produzíamos um eterno “UNânime”, zine que nos rendeu ao menos uma coleção de Samurai X completa, e que infelizmente morreu na quinta edição por falta de tempo e das dificuldades da vida adulta que se aproximavam de forma implacável. Anos depois, estamos aqui de novo.

O Put’z não é uma publicação regular, dados os prazos bem apertados em que nos vivemos nos envolvendo, mas sempre que pudermos, lançaremos uma ediçãozinha especial aqui, para vo6, meus fiéis 5 leitores (pai, você não conta…pais devem apoiar os filhos de qualquer forma…mas mesmo assim, valeu…)

No mais, espero que se divirtam e apreciem essa pérola da nona arte…ainda mais homenageando essa banda tão foda…

Valeu, eis ai o link para download…

http://rapidshare.com/files/310239527/Put_z_edi____o_especial_Matanza.rar

 

Lucas Bonachovski…danadinho, com vários planos engrenados para esse ano e o próximo…

movies, movies, moves

Ao som de: Foundations_Made of Bricks_Kate Nash (2007)

 

Devo terminar o dia dessa maneira...

 

Como alguns já devem saber, nas horas vagas, quando não estou escrevendo ou pensando besteiras para esse blog, costumo me disfarçar como professor de história. Eta profissão divertida(!!!). O problema é que, nesse fim de ano, o disfarce acabou me tomando mais tempo do que deveria, e as responsabilidades escolares se sobressaíram ante minha vontade de passar o dia inteiro lendo quadrinhos e ouvindo bandas obscuras da década de 90.

E mais além…não consegui assistir a nenhum dos filmes que tanto queria nesse mês de novembro. Bom, como sempre, meu nada convencional gosto cinematográfico me levou a propor uma lista dos cinco filmes que eu precisava muuuuuito assistir, com urgência. Logo, os escolhidos foram:

Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, por que surtei com Snatch: porcos e diamantes ( um dos primeiros filmes que eu assisti como menininho independente que ia pro cinema sozinho assistir filmes não convencionais para meus doze anos) e eu curto muito as desventuras de gangsters naquela Londres underground que o Guy Richie conhece muito bem.

E ai, meu irmão, cadê você: comédia com George Clooney; tem o John Turturro; dirigida pelos irmãos fucking Cohen; e a trilha sonora é composta por clássicos do folk e do Blues americano. Nem precisa justificar muito né?

Buba Ho-tep: Bruce Campbell interpretando Elvis idoso, lutando contra uma múmia egípcia vestida como um vaqueiro texano, ajudado pelo velhote presidente JFK, negro (!!!) Nem precisa justificar muito né?2 …

Bastardos Inglórios: baixado de maneira criminosa, em uma versão horrível, que só o desespero humano pra assistir a um Tarantino, por ter perdido o longa no cinema, pode justificar.

Ghost Dog, o caminho do samurai: dirigido por um dos diretores mais divertidos que eu tive o prazer de conhecer: Jim Jamursch…e não sei, mas espero mesmo que tenha uma participação do Bill Murray…Hey Bil Murray (quem já assistiu sobre cafés e cigarros, vai sacar essa internazinha…rsrsrs).

Então, sem mais delongas, irei me enfurnar na frente deste pc, com um pacote de rufles e uma caixa de suco de maçã. Se sair vivo, comento esses filmes por aqui…

Abrass a todos…e esperem…

Lucas Bonachovski…acreditando que vai conseguir essa façanha de assistir a 5 filmes, com várias provas para terminar…mas ele é brasileiro, e não desiste nunca…pelo menos eu acho…