Archive for 29 de dezembro de 2010

Meus dois melhores auto-presentes de Natal_parte 1

Ao som de: I Want You To Know_Farm_Dinossaur Jr. (2009)

Como é tradicional no Natal, eu odeio (quase) todos os presentes que me dão. Calma mundo, não se culpe, sério. Não é culpa de ninguem eu ser tão chato e seletivo com o que visto/leio/ouço/uso como forma de entrar em outros estados de percepção.

Por isso, eu mesmo costumo comprar meus presentes de Natal, pra evitar o stresse e o sorriso amarelo ao dizer “nossa, era o que eu queria” ao receber uma caixa de meias ou de cuecas, ou um cd da Maria Gadú (Ximbalaiê é o caralho, só pra constar).

Então, sem mais delongas, meus dois melhores presentes desse ano foram:

Vida – a biografia de Keith Richards (editora Globo)

Tá, vai dizer que você também não quer saber mais sobre a vida de um cara que misturou as cinzas do próprio pai em uma carreira de cocaína?

Keith Richards é uma lenda, fato. O sujeito é uma das pedras fundamentais dos Stones (juro, a infâmia de pedra e “Stones” só me surgiu agora), é um dos guitarristas com mais personalidade destes tempos musicalmente infame que vivemos…e sem sombra de dúvidas já ingeriu mais drogas do que qualquer ser humano.

No entanto, descobrir aos poucos o que fez Richards se tornar tão genial é uma viagem a parte. De jovem que não se encaixava no que era imposto em uma rígida sociedade londrina pós Segunda Guerra a rock star desorientado, ocorreram muitas idas e vindas. O livro (até onde li…tá, to escrevendo mesmo sem ter acabado…) mostra um sujeito obcecado por absorver as influências e tocar como os maiores blues man norte americanos, como Muddy Waters, Bo didley e B.B King, mas que também começa a entender que o rock’n roll já estava se tornando um fenômeno cultural que mudaria o mundo. O início dos Stones, com Mick Jagger e Brian Jones em uma casa sem aquecedor em pleno inverno londrino. Charlie Watts entrando pra banda, o início do sucesso dos Stones na Inglaterra e posteriormente nos EUA/mundo…e o primeiro baseado.

Enfim, é incrível ver como o talento/esforço levaram Keith Richards ao sucesso (que nem era seu objetivo principal ao tocar com os Stones). E, mesmo sendo extremanete piegas, vale ressaltar que Richards é um exemplo de que paixão pelo que se faz pode te levar a alcançar seus objetivos (no caso dele, SÓ tocar com Muddy Waters…).

Presentão…mesmo…e agora, vou ler mais um pouquinho…

Lucas Bonachovski, querendo agora se tornar um astro do rock tocando xilofone…sim, eu posso!

Previously, on Bonachovski’s Blog…

Ao som de: Todos estão surdos_Pato Fu_Música de Brinquedo

Bom, a quase um ano atrás produzi meu último post para esse bendito repositório de textos inúteis que quase ninguem lê.

E muita, muita coisa aconteceu nesse espaço de tempo, entre o final de 2009 e agora, final de 2010.

Acabaram-se alguns traumas e entraves. Terminei a bendita monografia, meu monstro de estimação. Terminei um ano completo em sala de aula (meu karma, agora abraçado de vez). Não comecei nenhum namoro pra não correr o risco de terminar um namoro. Por via das dúvidas, me dei um tempo de prazo pra não enlouquecer, perdido no mundo dos relacionamentos. Ah, e não decidi me tornar homosexual, como um muy amigo falou que ia acontecer.

No entanto, ainda estive em completo estado de letargia para produção de inutilidades. Mas isso mudou.

O que ocorreu então? Bom, Existem poucas coisas nas quais eu me considero bom. Sério, não é drama nem trauma, nem nada. É uma constatação. Bom, eu queria mesmo ser bom em sei lá, preparar drinks ou lutar boxe. Mas nunca tentei treinar nada disso (cansa, sabe como é…). Por isso, resolvi investir onde realmente acredito que posso fazer algo útil e de qualidade…não, não é ser professor, isso é karma lembra?

Por isso, eis-me aqui novamente escrevendo sobre coisas nerds e afins. Tentei virar um “tumbleiro” mas se você, bom leitor, já acompanhava o Bonachovski das antigas, sabe que eu sou um cara verborrágico. Aquele espacinho não conteve minha torrente de informações e observações sobre o nada.

Bom, mudei o nome (a minha sociedade com o velho Marmota não tava rendendo muita coisa), mudei o tema, coloquei essa com a graminha (sei lá, afinal uso esse espaço como repositório de adubo cultural mesmo) e agora, to mais disposto a escrever novamente.

Por que? Bom, tem alguns motivos. Primeiro, a vontade de dividir com as pouquíssimas pessoas lesionadas o suficiente para ler o que escrevo minhas observações sobre o mundo cool nerd (ainda vou transformar esse conceito em algo famoso). E pra ganhar mulheres, claro…tá, eu sei que não vai rolar, mas não custa me enganar.

Então, vou parando por aqui, acho que já é informação suficiente, justificando o meu retorno.

Abraços e bom retorno pra vo6 também!

 

O Lucas Bonachovski de 2010: mais gordinho, mais sagaz...e o mesmo fanfarrão!

PS:  agradecimentos a Kyssylla e a Elisinha e o Gustavs, por (ainda) me incentivar a escrever de novo. A culpa é de vo6!