Meus dois melhores auto-presentes de Natal_parte 1

Ao som de: I Want You To Know_Farm_Dinossaur Jr. (2009)

Como é tradicional no Natal, eu odeio (quase) todos os presentes que me dão. Calma mundo, não se culpe, sério. Não é culpa de ninguem eu ser tão chato e seletivo com o que visto/leio/ouço/uso como forma de entrar em outros estados de percepção.

Por isso, eu mesmo costumo comprar meus presentes de Natal, pra evitar o stresse e o sorriso amarelo ao dizer “nossa, era o que eu queria” ao receber uma caixa de meias ou de cuecas, ou um cd da Maria Gadú (Ximbalaiê é o caralho, só pra constar).

Então, sem mais delongas, meus dois melhores presentes desse ano foram:

Vida – a biografia de Keith Richards (editora Globo)

Tá, vai dizer que você também não quer saber mais sobre a vida de um cara que misturou as cinzas do próprio pai em uma carreira de cocaína?

Keith Richards é uma lenda, fato. O sujeito é uma das pedras fundamentais dos Stones (juro, a infâmia de pedra e “Stones” só me surgiu agora), é um dos guitarristas com mais personalidade destes tempos musicalmente infame que vivemos…e sem sombra de dúvidas já ingeriu mais drogas do que qualquer ser humano.

No entanto, descobrir aos poucos o que fez Richards se tornar tão genial é uma viagem a parte. De jovem que não se encaixava no que era imposto em uma rígida sociedade londrina pós Segunda Guerra a rock star desorientado, ocorreram muitas idas e vindas. O livro (até onde li…tá, to escrevendo mesmo sem ter acabado…) mostra um sujeito obcecado por absorver as influências e tocar como os maiores blues man norte americanos, como Muddy Waters, Bo didley e B.B King, mas que também começa a entender que o rock’n roll já estava se tornando um fenômeno cultural que mudaria o mundo. O início dos Stones, com Mick Jagger e Brian Jones em uma casa sem aquecedor em pleno inverno londrino. Charlie Watts entrando pra banda, o início do sucesso dos Stones na Inglaterra e posteriormente nos EUA/mundo…e o primeiro baseado.

Enfim, é incrível ver como o talento/esforço levaram Keith Richards ao sucesso (que nem era seu objetivo principal ao tocar com os Stones). E, mesmo sendo extremanete piegas, vale ressaltar que Richards é um exemplo de que paixão pelo que se faz pode te levar a alcançar seus objetivos (no caso dele, SÓ tocar com Muddy Waters…).

Presentão…mesmo…e agora, vou ler mais um pouquinho…

Lucas Bonachovski, querendo agora se tornar um astro do rock tocando xilofone…sim, eu posso!

3 responses to this post.

  1. é eu tbm odeio da aquele sorrisinho amarelo e dizer gostei.

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  2. “Então, sem mais delongas, meus DOIS melhores presentes desse ano foram:”

    PORRA.

    Responder

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