Lendo livro sobre Vampiros! Não acredito…

Ao som de:  You Think I Ain’t Worth A Dollar But I Feel Like A Millionaire_ A Songs For the Deaf _ Queens of The Stone Age

Se fosse a uns 2, 3 anos atrás, no auge da “saga” Crepúsculo, até eu estranharia a afirmação acima.

Stephenie Meyer, a infame criadora dos vampiros brilhantes e lobisomens/fetiche adolescente, transformou tudo que existiu nas boas histórias de vampiro em um bolo confuso, chato e melodramático para consumo imediato das mentes juvenis.

Até ai, nada de demais.  Em todos o período da minha existência, sempre existiram essas armações caça níqueis para retirar o bom dinheiro e a paciência dos pais dedicados a alegrarem suas filhotas com hormônios em ebulição.

Mas zoar com os vampiros, putz…essa pegou bem mal.

Dos monstros clássicos da literatura/cinema/cultura universal, os vampiros sempre tiveram seu espaço garantido a base do derramamento de sangue, do mistério e da violência. Tudo bem, tivemos a Anne Arroz Rice com aquela “Entrevista (enjoada) com Vampiro”, mas via de regra, os sugadores sempre tiveram seu charme.

E agora? Sobraram somente vampiros brilhantes e existencialistas…vegetarianos (deus, como assim…vampiro que recusa sangue?) e chatos. Porra Edward, manda ver com essa Bella logo e sai dessa seca de sexo de trocentos anos rapaz!

Mas enfim, não é meu objetivo ficar detonando a “Saga” prepúcio Crepúsculo. O objetivo mesmo e falar sobre aquele outro livro sobre Vampiros.  É a “Trilogia da Escuridão”, escrita por Chuck Hogan e o multitarefas Guillermo Del Toro.

E ai, qual é a desse livro? Mais vampiros gays?NOT. Aqui não tem espaço pra existencialismo barato, dilemas juvenis nem essa merda toda. Por que agora, os vampiros não são mais bonitinhos e gentis. Eles são máquinas selvagens de matar, que se multiplicam aos borbotões e estão dominando a cidade de Nova York, como se fosse em uma infestação de Zumbis.

Isso, você leu isso mesmo. Eu disse, Zum-bis!

A grande sacada de Guillermo del Toro foi unir dois gêneros de sucesso quase imediato e criar uma história intrigante, onde o vampirismo se propaga como se um vírus em um pano de fundo de conspiração (ei, temos então, mais um gênero narrativo aqui…).

Bom, tudo começa em “Noturno”,  quando um avião vindo da Alemanha pousa no aeoroporto de Nova York e, ao tocar o solo, tem toda sua comunicação com a torre de controle é cessada. Ao investigarem o estranho ocorrido, as autoridades do aeoroporto descobrem que quase todos os passageiros do voô estão mortos.

Logo, entra em cena o Dr. Ephraim Goodwater, uma epidemiologista que passa a investigar o caso, tentando descobrir o que poderia ter causado tais mortes. No entanto, não tarda muito e o bom Dr. percebe que os mortos não estão bem…mortos. E ai, começa a bagaceira toda.

A narrativa se desenvolve em múltiplos locais da cidade de Nova York, apresentando personagens importantes para o desenvolvimento da trama, tal como o penhorista Abraham Setrakian, um sobrevivente do holocausto que parece saber mais sobre a epidemia de vampiros do que todos os envolvidos. Gus Elizalde, um mexicano motherfucker que sobrevive a um dos ataques dos vampiros e Eldrich Palmer, um velho ricaço com a saúde abalada, ligado diretamente ao início do surto vampiresco.

Ao abordar os vampiros como meros animais com o único instinto de sugar o sangue de seus parentes próximos e espalhar o vírus do vampirismo (que aqui, é realmente um vírus mesmo), Del Toro e Hogan apresentam uma história claustrofóbica no melhor estilo “survival horror”. Aquela sensação de que nenhum local é mais seguro, típica desse gênero de histórias, passa a acompanhar os personagens constantemente, imergindo o leitor no surto de loucura que está se iniciando.

No Brasil, já foram publicados o primeiro livro (Noturno) e o segundo, “A Queda”, que serve como uma ponte para o climáx da história…e que ponte. Sabe aquela constatação de que uma merda ficou pior quando não se achava que podia piorar? Então, é assim que me senti quando terminei de ler os dois momentos da série (com direito a Nazistas vampiros maléficos e tudo o mais…).

Enfim, mais uma dica literária, pra quando sua namorada insistir em lhe empurrar pela 656467ª vez a porqueira da Saga Prepúcio Crepúsculo. Leia, antes que seja adaptado ao cinemas…

Lucas Bonachovski…aproveitando um texto de milhares de meses atrás, mas que ainda vale a pena ser postado…nem que seja pra recomeçar com esse bendito desse blog…

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