Archive for the ‘A caixa de alienação…TV para os íntimos’ Category

O Capa…ou, boas séries para 2011!

Ao som de: Long Time_Cake_Showroom of Compassion (2011)

 

Direto e reto: The Cape e Todd and the book of pure evil(sobre essa, falo daqui a pouco) já são duas séries bem interessantes nesse início de ano.

E olha que eu não acreditava que uma série sobre héroi coxinha de capa e tudo o mais e outra sobre satanismo e adolescentes pudesse fazer tanto sucesso.

Depois de Heroes, tudo que abordasse o tema “super héroi com poderes” na tv me causava ânsia de vômito. Estava traumatizado mesmo.

Eis que em minhas andanças pela net, vejo essa tal de “The Cape”… senti o frio na espinha, mas resolvi seguir em frente e assistir. E não é que é bem legal. Continue lendo

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Marvel, DC e suas novas animações: novo campo de batalha

Ao som de: Lunasa_Karen Elson_The Ghost Who Walks (2010)

Marvel e DC a tempos estão se degladiando para arrebatar o bolso coração dessa raça mais ou menos que é o bom nerd quadrinheiro.

Novas sagas (geralmente de gosto e qualidade duvidosas), no cinema e agora, nas novas séries animadas que estreiam (ou continuam) nesse ano.

Então, sem mais delongas, analisando The Avengers e Young Justice, as duas novas animações para TV da Casa das Ideias e da Distinta Concorrente Continue lendo

Listas, listas, listas_2009_parte 1

"Top 5das cinco pessoas que devo matar por vingança pela tentativa de assassinato contra minha pessoa, usando uma espada Hatori Hanzo"

Bom, o que seria de um blog no final do ano, sem listas das mais variadas?

Seja dos melhores clipes, bandas, seriados…até das melhores cervejas, vinhos, doces de abóbora feitos artesanalmente, pra todo lado pululam listas e mais listas.

Nesse sentido, o Bonachovski Brothers Experience não ficou pra trás. A partir desse Natal (que não é mais uma festa pagã, infelizmente…queria ver umas virgens dançando nuas em volta de fogueiras, pra variar um pouquinho…) vamos listar o que foi considerado o melhor e o pior desses ultimos dez anos do século 21.

Dez anos não é pouco tempo. Depois de ameaças das mais variadas, do fim do mundo ao bug do milênio, podemos dizer que sobrevivemos. Não muito bem claro, ainda temos o Didi aos domingos, sinal de que o mundo ainda precisa achar um rumo.

Então, antes que 2012 chegue, ai vão, as listas para vo6, três leitores se divertirem(os outros três estão agora de férias, em lugares paradisíacos e não tem o mínimo interesse em ficar discutindo listas…).

Bora então…

Os 10 melhores álbuns internacionais da década, por Braseiro.

Eis ai, o meliante…

Bom, conhecendo meu bom e velho amigo Leonardo “The Brasas Man Vibration” Braseiro e todo seu conhecimento, não dava pra esperar uma lista diferente. Levando em consideração os mais importantes aspectos para escolher os albuns (inovação, referências, propostas musicais) Brasas  mandou dez albuns que já estão no rol dos clássicos dessa década.

Então, sem mais delongas…eis suas escolhas. Agora, cabe a você julgar…(caramba, isso foi intenso…”cabe a vc julgar”…poderoso mesmo…)

10-Heartbreaker-Ryan Adams


Não é pela onda retro country-folk que anda em voga,não é porque ele fez parte do Whiskeytown e não é porque “Come pick me up” é a canção mais arrasa-quarteirão da década.Heartbreaker possui aquela honestidade e pureza que só se encontrava nos discos de Nick Drake e Gram Parsons.Em pleno ano 2000 um álbum soar tão country-folk e ao mesmo tempo tão atual é coisa realmente pra se notar.Quando a cozinheira quer cozinhar em panela de barro é uma coisa;quando ela faz um arroz com pequi maravilhosamente bem nela aí já é outra história completamente diferente.

09-Franz Ferdinand-Franz Ferdinand


Como dizia Jorge Ben:”Senta,…dança…tem que dançar dançando!…Dançando!”.O rock nestas últimas décadas se tornou um ritmo que se apreciava mais com a cabeça do que com os músculos.Bandas dançantes a partir de então se tornaram vulgares,primitivas e obsoletas.Vide o Radiohead,Strokes e Oasis só por via de  comparação.O Rithm and Blues de Brineys,Beyonces e quejandos ditava a onda das pistas.E eis que surge de repente um bando de escoceses loucos que emulavam The Fall e The Jam com uma pegada que inerentemente vai te fazer remexer os quadris.Quem aew nunca remexeu ao som de “Take me out” que atire a primeira pedra.

08-Return to Cookie Mountain-TV on the Radio


Se eu tivesse que escolher um álbum pra representar a década 00 esse álbum seria Return to Cookie Moutain.Denso,movimentado,brutal e vazio.Exatamente como nossa última década.Barulho e silencio se misturam como nunca aqui.Rock e soul,eletrônico e elétrico,Jesus and Mary Chain e Smokey Robinson.”É o fim do mundo como nós o conhecemos…e eu me sinto bem.”

07-In Rainbows-Radioead


Patenteia isso:O Radiohead é a maior banda do mundo,ponto.Tanto por questões musicais e artísticas quanto também criativas e tecnológicas.Lançar um álbum com a possibilidade de pagar o quanto voce quiser pra poder baixa-lo é mesmo uma tacada de gênio.Fora toda essa conversa os caras ainda me lançam um discaço soberbo cheio de melodias quebradas,novos timbres e novas possiblidades.Sacanagem né?

06-Sounds of Silver-LCD Soundsystem


Um disco bruto,mas extremamente dócil.Underground,porém singelamente pop.De batidas duras e secas,em contrapartida facilmente dançante.Em certos momentos você acha que está em alguma discoteca em 1984 mas então percebe também que soar retro é só parte do jogo.É um paradoxo musical cheio de nuances dançantes e pasmem…belas.”New York i love you but you freak me out”

05-Rated R-Queens of Stone Age


De tempos em tempos o rock é dado como morto ou esvaziado.E de tempos em tempos aparece alguém pra faze-lo ressurgir das cinzas como uma fênix enfurecida.Rated R é a fênix dos anos 00.Josh Homme que depois do influente e lendário Kyuss, andava meio sumido nos mostra, nesse segundo álbum toda sua potência para compor riffs turbinados,letras escatológicas e um peso absurdamente acachapante.Tá aí “Fell good hit of the summer”,”Monster in parasol” e “The lost art of  keeping secret” que não me deixam mentir.Disseram na época que eles seriam o novo Nirvana.Cobain pode se remexer no túmulo pois eles são melhores,bem melhores.

04-Modern Times-Bob Dylan


O rock sempre foi um gênero musical relacionado com a juventude,sua rebeldia latente e espontaneidade de viver.Robert Zimmerman tinha 65 anos quando lançou Modern Times.Sim amigos o rock também tem seus momentos de arte pura.Como bem definiu o jornalista paulista Marcelo Costa “Modern Times” é “um disco que não é para a molecada dançar na balada urrando as letras… …. muito menos para ser ouvido enquanto se passa manteiga no pão no café da manhã. Dylan precisa de mais atenção. “Modern Times” é um disco de temática quase antagônica, falando sobre sexo e morte. E também sobre amor. E também sobre um mundo que está se desintegrando na frente dos nossos olhos. Ou será tudo a mesma coisa? É um disco para se ouvir em um bar acompanhado de luzes que se misturam com a fumaça de cigarro num balé melancólico. Seu autor ousa relembrar que mesmo tendo vivido mais de seis décadas de vida, o mundo continua um lugar imperfeito, solitário e vazio. Mas o próprio, em entrevista ao jornal USA Today, atesta que não há nada de nostálgico no álbum. Nostalgia, quem diria, é objeto de culto muito mais juvenil.” Um minuto de silêncio!

03-Funeral-Arcade Fire


Uma obra prima.Como uma tela de Picasso ou um filme de Bergman.Tem a morte como tema predominante e o amor como fuga inescapável.Com a utilização de instrumentos nada convencionais ao universo pop como xilofone,acordeon e violinos o Arcade Fire tira beleza da melancolia em forma de músicas tão doces e tristes que em alguns momentos chegamos a aceitar que a vida é sim dura,triste e curta,mas curta demais.”Crown of Love” e “Rebellion(lies)” estão entre as músicas mais devastadoramente belas da história da música pop.

02-Is this it-The Strokes


Sim eles são playboys endinheirados.Sim suas roupas são meticulosamente desajustadas e seus cabelos milimetricamente desarrumados.Sim suas músicas são releituras conteporanêas de Velvet Underground,Television e MC5.Mas porra,é um som bom pracaralho.Inspirado,bem executado e de letras acimas da média.É verdade quase tudo o que dizem sobre“Is this it” e os Strokes inclusive que lançaram um dos melhores discos da década.Difícil de explicar mano.

01-Yankee Hotel Foxtrot-Wilco


“Você precisa  aprender a morrer se quiser continuar vivo”.Em minha modesta visão se trata de uma obra conceitual onde os finais de uma música se definham no começo da canção seguinte;mas sem uma idéia ou conceito fixo que amarre conceitualmente o albúm inteiro.Mas detalhes a parte, o que chama a atenção em “Yankee Hotel Foxtrot” é a simbiose perfeita entre melodias agridoces folk-country-pop e uma incômoda experimentação eletrônica que permeiam todas as músicas, transformando a audição do álbum num enorme  mosaico musical em que se misturam emoções,timbres,medos,solos,tristezas,ruídos e corações partidos.É a sensação plena confirmada pelo presente atual e pela década que passou; de que por mais que a tecnologia e a técnica estejam mais avançadas do que nunca, nossas emoções ainda continuam baratas,mesquinhas e individualistas como sempre.”I’ve got reservations/About so many things/But not about you”.

Sobre Elffus, VMB e o “novo rock” brasileiro…

Ao som de:  Conflitos Existenciais_Cachorro Grande_Todos os Tempos (2007)

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Banda Cine...a "salvação" do rock nacional...e pensar que uma época dessas tivemos Legião Urbana e Mutantes...

A um tempinho atrás, recebi um coment, em um dos posts aqui do blog,  que me deixou bastante feliz. Foi uma crítica ao meu texto sobre o Porão do Rock, mas especificamente sobre a crítica ao show do Elffus, banda aqui do DF.

O trecho comentado em questão foi esse aqui:

“Já o Elffus, banda de Brasília, nunca me empolgou mesmo, logo nem dei muita atenção ao barulho que faziam, ainda mais cantando em português agora (seria uma tentativa de chegar aos ouvidos pop dos brasilienses?”

O Rafael, fã da banda, defendeu o som dos caras de maneira muito inteligente e respeitosa…e pra minha surpresa, o Alberto, vocalista do Elffus, também apareceu por lá, pra comentar meu texto. Fiquei feliz por ambas as respostas devido o respeito e compreensão de ambos.

Continuo aqui defendendo minha idéia sobre o Elffus, mas gostaria de complementá-lo, principalmente após assistir, a uns dias atrás, o Video Music Brasil, ou VMB, uma das maiores (mas não melhores, com certeza) premiações de música aqui nesse Brasilsão velho de Deusi.

O VMB esse ano premiou uma série de novas categorias interessantes, mostrando que o novo som produzido no Brasil não se resume só a bandas de emotional hardcore pra adolescentes que confundem hormônios em excesso com depressão…pensando bem, repensemos este ultimo comentário.

Os prêmios menos divulgados foram os para as novas categorias e mesmo considerando que o novo tem aparecido com cada vez mais força e frequencia, a cena musical nacional ainda está presa a alguns dogmas contemporâneos que não consigo compreender.

Vejamos alguns exemplos de premiados: artista do ano…Fresno (!); hit do ano, NX Zero, com “Cartas pra Você” (!!); revelação do ano, Banda Cine (!!!); e por fim, e um dos que eu mais me diverti, dando risada…banda de rock, FORFUN (!!!!!!!!!!!!!!!!!).

A partir dessas informações, queria propor uma reflexão: uáta fuqui is dis??? Ou as coisas estão fora dos eixos, ou qual a resposta para o Forfun ganhar como melhor banda de rock…

Os paradigmas musicais no Brasil, e quiçá, no mundo, seguem uma tendencia de mercado que me causa engulhos. Graças a bandas estrangeiras como My Chemical Romance ou Fallout Boy’s (que nem são de todo ruins, visto o cover de Desolation Row, do MCR, para a trilha sonora de Watchmen…), temos produtos de linha de montagem, como NX Zero, banda Cine ou Fresno. Nada contra a sonoridade das bandas, não é isso. O que me incomoda é o fato de que, simplesmente, essas bandas NÃO me convencem, não passam uma imagem autêntica.

Ao que parece, tais bandas passaram pelo crivo do industrial da música Rick Bonadio…rostinhos bonitos, cabelos milimetricamente cortados para parecerem bagunçados…roupas escolhidas por estilitas para parecerem rock’n roll o suficiente e o pior de tudo: músicas pré programadas para serem acessíveis a um público que está pré programado a aceitar esse som. E o ciclo está completo. Lei de mercado: se tem quem consuma, vamos produzir em massa…

Veja o caso de Pitty, que alguns consideram meu alvo preferido de zoação. Até quando tocava no Incoma, um de seus primeiros trabalhos, a baiana era mais convincente. Hoje em dia, com uma ótima banda de apoio, Pitty parece estar presa a uma poça de lama mercadológica na qual ela aprendeu a conviver, mesmo que ora ou outra, ela tenha um arroubo de criatividade.

Nesse sentido, mesmo não compartilhando do mesmo sentimento pelo Elffus que o Rafael tem, admito com todas as letras que a banda do DF tem algo que ainda é admirável: personalidade. Com suas referências admitidas claramente a vista, o Elffus absorveu o que pôde e produz um som novo e diferente, respeitando sua origem.

Mas a pergunta é: você já ouviu Ellfus? Possivelmente não.

E quantas vezes você, mesmo sem querer, foi obrigado a ouvir “entre razões e emoções a sáida é fazer valer a pena” (ou, sei lá, como se chama essa música mesmo???) Do NX Zero.

E Black Drawing Chalks, de Goiânia, quantos já ouviram. Ou Garotas Suecas, do Rio de Janeiro?E a mega fodaça Móveis Coloniais de Acajú???

O ponto onde quero chegar é: as ótimas bandas de rock que temos atualmente no Brasil tem o espaço merecido, no meio de péssimas bandas pré construídas para fazer sucesso?

E qual seria a alternativa para divulgação dessas bandas, além da famigerada MTV Brasil.

Hoje a internet faz com velocidade milhares de vezes maior o que o fanzine underground fazia nas décadas de 80 e 90: divulgação rápida e barata. Mas será suficiente? Até quando os produtores de shows só apostaram nos cavalos vencedores, sem perceber que existem milhares de pessoas apostando também nos azarões?

Enfim, fica a coceira na sola do pé ai, pra pensarmo um pouco nessas coisas. Enquanto isso, fica ai com um pouco de Tokio Hotel,  a mais nova presepada emotional hardcore dos Us and A. E salve o Borat, mostrando a merda a vista nos Estados Unidos.

(prestem atenção aos cabelinhos…o melhor…até os dreads do muleque de boné parecem que são colados…ou gódi…)

Lucas Bonachovski, tentando não parecer um chato…mas quase sempre sem conseguir…

Um bom motivo pra assistir a “Viver a Vida”

Ao som de: Alabama Thunderpussy_Man on the Silver Mountain (Black Sabath cover)_coletânea Sucking the 70’s

Bom, assistir a qualquer novela do Manoel Carlos é como pedir pra alguem chutar suas bolas por uma hora direto.

Ninguem aguenta mais aquelas Helenas chatas, que sofrem problemas de ricos e entediados, que moram no Leblon. E todos aqueles personagens ricos que sofrem de alcoolismo, por beberem muito whisky 378 anos carissimos, e aquelas ricas e chatas peruas deprimidas, curando seus males em lojas Daslu. E ainda querem me enfiar goela abaixo uma série sem fim de “denuncias sociais”…a vai a merda, Maneco, mostrando as meninas ricas de Buzios se metendo com traficate carioca…vejo essa merda todo dia, e to cansado já!

Agora, que essa nova demonstração de “pão e circo” global tem ótimas “atrações”…primeiro, Letícia Spiller, minha eterna paquita preferida; a “Helena” da vez Tais Araújo e Aline Moraes. Mas tem uma mina que me surpreendeu e que me fez parar em frente a TV: Cecília Dassi.

Pra quem não a conhece, a menina tem um curriculum extenso em novelas globais, sempre fazendo papel de menina fofinha e inocente. Talvez você se lembre dela a milhares de anos atrás (bom, na verdade, um 1997, ou 8, que parece ter sido a muito tempo) em outra novela de Manoel Carlos, em que ela era filha do personagem brecão de Paulo José. Ou, essa menininh ai:

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Eis que essa semana, conversando sobre a vida, a morte o universo e tudo o mais com minha vó, no momento da novela, vejo uma mina hipeer gatíssima, sensual dando um pega forte num cara sortudo qualquer E pra minha surpresa, eis que a menininha ali de cima, virou essa aqui:

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Bom, nem vou falar muito não, acho que esse já motivo suficiente pra ligar a tv, apertar a tecla mute e esperar a hora em que essa Cecília ai apareça na tela…

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Mais um motivo?

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Pra acabar, mais alguns argumentos…olha quanta crítica social…hum…

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(creio que uma dessas seja filha da Vera Fischer…será que ela sem amarra no “amor a natureza” da mãe…boa pergunta né???)

Bom, já fui chauvinista demais nesse post, prometo algo sério daqui a pouco…mulheres, não me odeiem muito ok???rsrsrsrsrsrsrs…

Lucas Bonachovski…com um novo amor platônico…ai Cecilia…

Top Chef…ou como se conter para não matar alguem com um zester*.

Ao som de: Frank Sinatra_Cake_Fashion Nugget

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Se lhe perguntassem agora qual o local mais perigoso para se trabalhar, qual seria sua resposta?

Uma mina de carvão na Austrália?Uma estação espacial internacional?Um bar de motociclistas?Uma casa de stripper para velhinhas?

Enfim, existem um sem fim de locais muito perigosos para se trabalhar. Mas em minha opinião, com certeza um dos locais mais perigosos para se ganhar a vida é uma cozinha de um restaurante.

O lugar é cheio de objetos perfurocortantes, coisas quentes, coisas muito geladas e egos descomunais de cozinheiros cheios de manias. Agora imagine esse ambiente hostil servindo com espaço para uma disputa entre chefs. Essa é a premissa de “Top Chef”, o melhor (e único) reality show que eu tive o prazer de assistir.

Acompanhei a segunda temporada na Sony, e esse ano, para minha surpresa, vi que estrearia a terceira. Fiquei empolgadaço e não é por nada: é muito bom ver vários malucos e malucas dentro de uma cozinha, concorrendo a 100 mil dólares e uma série de outros prêmios, e quase usando o coração dos outros concorrentes em suas receitas mirabolantes. Mas não só por colocar a maldade humana em evidência que o programa se destaca em meio a tantos outros programas péssimos: a cada episódio, os concorrentes precisam se reinventar para se adequarem aos desafios mais absurdos, tal como cozinhar em uma praia, para surfistas famintos ou criar um restaurante em apenas um dia, pensando não só o menu principal, mas todo o conceito para o cardápio e para a decoração. É criatividade e inventividade sendo colocada a prova a todo momento.

E para avaliar o talento (ou falta de talento) dos competidores, estão no jurí alguns dos mais renomados chefs e especialistas americanos: Tom Colicchio (famoso chef de Nova York) que conduz os participantes durantes as provas, Gail Simmons (crítico culinário da Food & Wine Magazine) e do especialista em vinhos Ted Allen (Queer Eye for the Straight Guy). Sem esquecer do principal elemento do programa: Padma Lakshmi, a super giga blaster gatíssima ex-modelo e produtora de vários livros de culinária.

Tom Colicchio e Padma Lakshmi

Tom Colicchio e Padma Lakshmi

Outro ponto importante são os pratos produzidos. Dude, cada lance mirabolantemente delicioso, pratos preparados com os ingredientes mais variados, dos mais comuns aos mais  insanos (hoje rolou uma prova com proteínas  de todos os buracos do mundo, tipo uma galinha preta,  ouriços, carne de cobra, e um tal de Geoduck, que está me incomondando até agora, pela sua estranheza.

Bom, já fiz propaganda demaia, de graça pro canal da Sony…quem tiver tv a cabo (ou tv a gato) em casa, assita, todas as quartas, as 21:00, com reprise no sábado a tarde.

PS: Pros que ainda estão perguntando, Zester é um aparelho utilizado para extrair raspas da casca de limão, ou laranja, que são utilizadas em variadas receitas. Alguem muito especial me explicou isso uma vez (isso e milhares de outras informações gastronômicas de extrema importância…você sabe descascar um tomate só utilizando água quente? Eu sei…haha!!!)

PS 2: Pooooooooooooooooooorra, sem querer, procurando as imagens para esse post, descobri que vence a disgreta dessa edição que está passando agora no Brasil…xoxotas me mordam…

Padma Lakshimi...essa mina é charmosa até comendo churrasquinho ou torresmo e uma dose de cachaça no boetco copo sujo da esquina.

Padma Lakshimi...essa mina é charmosa até comendo churrasquinho ou torresmo e uma dose de cachaça no boetco copo sujo da esquina.

Lucas Bonachovski, que não é chef de cozinha, mas faz uma ótima carne moída com quiabo e um frango gratinado razoável…