Archive for the ‘Escurinho do Cinema’ Category

movies, movies, move: It’s All Gone Pete Tong

Ao som de: A Letra A_Nando Reis e os Infernais_Ao Vivo MTV

Fim de ano é uma época foda pra quem é professor. Acompanhar as férias escolares é canseira, você sai de um ritmo corridíssimo pra um maramos chapante. O que fazer nessa situação: assistir muito, muitos filmes.

E foram vários, uns bons, outros mais ou menos, outros inesperados. Mas vamos lá, falar (mais) sobre filmes. Aliás, tá ficando preocupante minha situação de morgação extrema. Ao ponto de um grande amigo me mandar “praticar produção de bebês”. Enquanto não chega o ano novo, e minhas promessas de diversão extrema ( que nunca coloco em prática), vamos aos filmes.

It’s all gone Pete Tong (2004)

Aqui na Brasaslandia, o fime foi chamado de “Ritmo Acelerado”, mas como odeio essas traduções de títulos estrangeiros (que quase nunca acertam na transição para um título melhor) fiquemos com o original, que por sí só já fala bastante sobre a temática do filme. O título faz  um jogo de palavras em cima do nome de um D.J. inglês, Pete Tong, mas na verdade quer dizer  it´s all gone wrong – vai dar tudo errado. E é o que acontece.

O filme/ documentário  conta a história do famoso DJ Frankie Wilde, uma lenda viva que tocou nas melhores boates de Ibiza. Sucesso, dinheiro, mulheres e as melhores drogas eram rotina para Wilde. Até que, por causa de um problema de  congênito, Wilde passa a perder gradativamente sua audição. E um D.J. que não ouve nada, bom, está com problemas sérios. Nesse momemto, Wilde vai do auge a derrocada na mesma velocidade em que aprecia uma carreira de pó. Sua esposa o abandona, seus contratos com as gravadora são cancelados e suas apresentações também. Frankie Wilde entra em desespero total, tenta suicídio, mas encontra forças para sobreviver ao conhecer Penelope, sua professora de leitura labial. E nesse momento, Wilde descobre também que, atráves de seus outros sentidos, ele poderia voltar a produzir seu som, ao perceber as vibrações das caixas de som e a parte gráfica das frequencias, emitida pelo computador.Logo, Wilde faz sua ultima apresentação no Pacha, um dos mais famosos clubes de Ibiza. E ao voltar para o ápice de novo, Wilde desaparece sem deixar vestígios.

"Eta Vidinha mais ou menos..."

Esta é uma história linda, de superação e esperança. Só tem um problema: a porra do Frankie Wilde nunca existiu!!! O filme na verdade é um mockumentary, um falso documentário. Mas os produtores foram tão inteligentemente sacanas que colocaram renomados DJ’s, do naipe do Tiesto, para fazer declarações sobre como Wilde influenciou toda a geração de dj’s dos anos 90 e 00.

Isso no nariz dele é...hã...é...saca aquele lance...hã...ah, deixa pra lá...

Resumindo: o filme é legal “bagarai”, tem uma das melhores representações sobre o vício sobre drogas que eu já vi no cinema (o ursão de pelúcia gigante, com o nariz sujo de pó e forçando Wilde a usar a farinha que sua vó não usa no bolo é hilário), tem uma trilha sonora pra cima, se vc curte dance music dos anos 90, além de ser um exemplo de que uma mentira  bem feita pode se tornar sim uma verdade. E eu como fã de música eletrônica pré trance pop pra playboy (Chemical Brothers e Daft Punk, ow fucking íe), me diverti…aprovado!

Listas, listas, listas_2009_parte 1

"Top 5das cinco pessoas que devo matar por vingança pela tentativa de assassinato contra minha pessoa, usando uma espada Hatori Hanzo"

Bom, o que seria de um blog no final do ano, sem listas das mais variadas?

Seja dos melhores clipes, bandas, seriados…até das melhores cervejas, vinhos, doces de abóbora feitos artesanalmente, pra todo lado pululam listas e mais listas.

Nesse sentido, o Bonachovski Brothers Experience não ficou pra trás. A partir desse Natal (que não é mais uma festa pagã, infelizmente…queria ver umas virgens dançando nuas em volta de fogueiras, pra variar um pouquinho…) vamos listar o que foi considerado o melhor e o pior desses ultimos dez anos do século 21.

Dez anos não é pouco tempo. Depois de ameaças das mais variadas, do fim do mundo ao bug do milênio, podemos dizer que sobrevivemos. Não muito bem claro, ainda temos o Didi aos domingos, sinal de que o mundo ainda precisa achar um rumo.

Então, antes que 2012 chegue, ai vão, as listas para vo6, três leitores se divertirem(os outros três estão agora de férias, em lugares paradisíacos e não tem o mínimo interesse em ficar discutindo listas…).

Bora então…

Os 10 melhores álbuns internacionais da década, por Braseiro.

Eis ai, o meliante…

Bom, conhecendo meu bom e velho amigo Leonardo “The Brasas Man Vibration” Braseiro e todo seu conhecimento, não dava pra esperar uma lista diferente. Levando em consideração os mais importantes aspectos para escolher os albuns (inovação, referências, propostas musicais) Brasas  mandou dez albuns que já estão no rol dos clássicos dessa década.

Então, sem mais delongas…eis suas escolhas. Agora, cabe a você julgar…(caramba, isso foi intenso…”cabe a vc julgar”…poderoso mesmo…)

10-Heartbreaker-Ryan Adams


Não é pela onda retro country-folk que anda em voga,não é porque ele fez parte do Whiskeytown e não é porque “Come pick me up” é a canção mais arrasa-quarteirão da década.Heartbreaker possui aquela honestidade e pureza que só se encontrava nos discos de Nick Drake e Gram Parsons.Em pleno ano 2000 um álbum soar tão country-folk e ao mesmo tempo tão atual é coisa realmente pra se notar.Quando a cozinheira quer cozinhar em panela de barro é uma coisa;quando ela faz um arroz com pequi maravilhosamente bem nela aí já é outra história completamente diferente.

09-Franz Ferdinand-Franz Ferdinand


Como dizia Jorge Ben:”Senta,…dança…tem que dançar dançando!…Dançando!”.O rock nestas últimas décadas se tornou um ritmo que se apreciava mais com a cabeça do que com os músculos.Bandas dançantes a partir de então se tornaram vulgares,primitivas e obsoletas.Vide o Radiohead,Strokes e Oasis só por via de  comparação.O Rithm and Blues de Brineys,Beyonces e quejandos ditava a onda das pistas.E eis que surge de repente um bando de escoceses loucos que emulavam The Fall e The Jam com uma pegada que inerentemente vai te fazer remexer os quadris.Quem aew nunca remexeu ao som de “Take me out” que atire a primeira pedra.

08-Return to Cookie Mountain-TV on the Radio


Se eu tivesse que escolher um álbum pra representar a década 00 esse álbum seria Return to Cookie Moutain.Denso,movimentado,brutal e vazio.Exatamente como nossa última década.Barulho e silencio se misturam como nunca aqui.Rock e soul,eletrônico e elétrico,Jesus and Mary Chain e Smokey Robinson.”É o fim do mundo como nós o conhecemos…e eu me sinto bem.”

07-In Rainbows-Radioead


Patenteia isso:O Radiohead é a maior banda do mundo,ponto.Tanto por questões musicais e artísticas quanto também criativas e tecnológicas.Lançar um álbum com a possibilidade de pagar o quanto voce quiser pra poder baixa-lo é mesmo uma tacada de gênio.Fora toda essa conversa os caras ainda me lançam um discaço soberbo cheio de melodias quebradas,novos timbres e novas possiblidades.Sacanagem né?

06-Sounds of Silver-LCD Soundsystem


Um disco bruto,mas extremamente dócil.Underground,porém singelamente pop.De batidas duras e secas,em contrapartida facilmente dançante.Em certos momentos você acha que está em alguma discoteca em 1984 mas então percebe também que soar retro é só parte do jogo.É um paradoxo musical cheio de nuances dançantes e pasmem…belas.”New York i love you but you freak me out”

05-Rated R-Queens of Stone Age


De tempos em tempos o rock é dado como morto ou esvaziado.E de tempos em tempos aparece alguém pra faze-lo ressurgir das cinzas como uma fênix enfurecida.Rated R é a fênix dos anos 00.Josh Homme que depois do influente e lendário Kyuss, andava meio sumido nos mostra, nesse segundo álbum toda sua potência para compor riffs turbinados,letras escatológicas e um peso absurdamente acachapante.Tá aí “Fell good hit of the summer”,”Monster in parasol” e “The lost art of  keeping secret” que não me deixam mentir.Disseram na época que eles seriam o novo Nirvana.Cobain pode se remexer no túmulo pois eles são melhores,bem melhores.

04-Modern Times-Bob Dylan


O rock sempre foi um gênero musical relacionado com a juventude,sua rebeldia latente e espontaneidade de viver.Robert Zimmerman tinha 65 anos quando lançou Modern Times.Sim amigos o rock também tem seus momentos de arte pura.Como bem definiu o jornalista paulista Marcelo Costa “Modern Times” é “um disco que não é para a molecada dançar na balada urrando as letras… …. muito menos para ser ouvido enquanto se passa manteiga no pão no café da manhã. Dylan precisa de mais atenção. “Modern Times” é um disco de temática quase antagônica, falando sobre sexo e morte. E também sobre amor. E também sobre um mundo que está se desintegrando na frente dos nossos olhos. Ou será tudo a mesma coisa? É um disco para se ouvir em um bar acompanhado de luzes que se misturam com a fumaça de cigarro num balé melancólico. Seu autor ousa relembrar que mesmo tendo vivido mais de seis décadas de vida, o mundo continua um lugar imperfeito, solitário e vazio. Mas o próprio, em entrevista ao jornal USA Today, atesta que não há nada de nostálgico no álbum. Nostalgia, quem diria, é objeto de culto muito mais juvenil.” Um minuto de silêncio!

03-Funeral-Arcade Fire


Uma obra prima.Como uma tela de Picasso ou um filme de Bergman.Tem a morte como tema predominante e o amor como fuga inescapável.Com a utilização de instrumentos nada convencionais ao universo pop como xilofone,acordeon e violinos o Arcade Fire tira beleza da melancolia em forma de músicas tão doces e tristes que em alguns momentos chegamos a aceitar que a vida é sim dura,triste e curta,mas curta demais.”Crown of Love” e “Rebellion(lies)” estão entre as músicas mais devastadoramente belas da história da música pop.

02-Is this it-The Strokes


Sim eles são playboys endinheirados.Sim suas roupas são meticulosamente desajustadas e seus cabelos milimetricamente desarrumados.Sim suas músicas são releituras conteporanêas de Velvet Underground,Television e MC5.Mas porra,é um som bom pracaralho.Inspirado,bem executado e de letras acimas da média.É verdade quase tudo o que dizem sobre“Is this it” e os Strokes inclusive que lançaram um dos melhores discos da década.Difícil de explicar mano.

01-Yankee Hotel Foxtrot-Wilco


“Você precisa  aprender a morrer se quiser continuar vivo”.Em minha modesta visão se trata de uma obra conceitual onde os finais de uma música se definham no começo da canção seguinte;mas sem uma idéia ou conceito fixo que amarre conceitualmente o albúm inteiro.Mas detalhes a parte, o que chama a atenção em “Yankee Hotel Foxtrot” é a simbiose perfeita entre melodias agridoces folk-country-pop e uma incômoda experimentação eletrônica que permeiam todas as músicas, transformando a audição do álbum num enorme  mosaico musical em que se misturam emoções,timbres,medos,solos,tristezas,ruídos e corações partidos.É a sensação plena confirmada pelo presente atual e pela década que passou; de que por mais que a tecnologia e a técnica estejam mais avançadas do que nunca, nossas emoções ainda continuam baratas,mesquinhas e individualistas como sempre.”I’ve got reservations/About so many things/But not about you”.

Movies, Movies, Move: O Grande Lebowski

Ao som de: La Posada de Los Muertos_Mago de Oz_Gaia II La Voz Dormida

É comum, nesse mundão pop em que vivemos, alguma obra se tornar maior do que seus criadores esperaram. Tais obras se tornam quase religiões, com seguidores fiéis, que defendem seus filmes, livros, bandas preferidas como se defendensem a honra de suas mães. Já conheci trekkers (fãs de Star Trek) , excers (os paranóicos fãs de Arquivo X) e por ai vai. Mas os mais engraçados, e por incrível que pareça, mais coerentes nessa época niilista em que vivemos são os Dudeístas. Mas, nas palavras do velho sábio Platão: what a fuck is this?

Segue, em algumas poucas palavras, um trecho pra entender um pouco do dudeísmo:

…não se pode cometer o erro frequente de confundir dudes com hippies!
Hippies são meros bandos ingénuos de sentimentalistas que fumam demasiada ganja.
Dudes de mochila às costas, por outro lado, são independentes, bem informados, e suficientemente cínicos para saberem que as pessoas e as coisas não são intrinsecamente “todas boas”. Muitos deles também fumam demasiada ganja, mas isso é outro assunto. Pode-se dizer que os dudes são realistas que se revoltam contra idealismo excessivo, enquanto que os hippies são idealistas que se revoltam contra realidade excessiva. Assim, o mandamento dude é o mesmo que o de Voltaire, o de Samuel Johnson e o de Thoreau: Tende para o teu próprio pequeno jardim e conserta a vedação do teu vizinho.
Os
hippies, por outro lado, pensam que o mundo inteiro é um jardim sem vedações, e depois ficam desapontados quando as pessoas disparam contra eles por invasão de propriedade. Esta seria uma excelente época para convocar Adão e Eva, mas os dudeistas não acreditam que essa treta tenha alguma vez acontecido.

Mas o que diabos levou ao surgimento de uma filosofia tão interessantemente maluca?

O Grande Lebowski, claro.

O filme de 1998, só demonstra algo que eu tenho sacado no passar dos ultimos meses: os irmãos Cohen acertaram mais uma vez.

No filme, Jeff Bridges intepreta Jefrey Lebowski, um desempregado convicto que, por escolha própria, resolveu levar sua vida sem maiores preocupações com coisa sem importância como contas de energia, aluguel, impostos e outras miúdezas. Sua maior preocupação é ouvir em seu walkman a coletânea do Creedence enquanto fuma um do bom, além de ter sempre a mão um White Russian, um drink escroto feito a base de vodka e leite! (!). Nas horas vagas (ou seja, quase sempre) Lebowski se dedica ao seu esporte favorito, o boliche. Na companhia de seus dois melhores amigos, Walter, um veterano surtado do Vietnã, recém separado da esposa (um dos melhores papéis de John Goodman, hilário) e Donny, o sempre censurado companheiro do time de boliche ( um Steve Buscemi extremamente normal, mas não por isso menos engraçado do que de costume).

losers...but happy...

Lebowski leva uma vida que todos considerariam patética. Mas em sua perspectiva de vida, aquela é a melhor das vidas. Tranquila, se aporrinhações e encheções. O “The Dude” (como ele se auto denomina) leva a risca a filosofia do “deixa a vida me levar”, desenvolvida pelo nosso “Cara” nacional, Zeca Pagodinho.

Até que um dia, sem mais nem menos, Lebowski tem sua casa invadida por bandidos que o confundem com um outro Lebowski ( o rico) e, como forma de extravazar a frustração por terem confundido dois sujeitos totalmente distintos, mijam no tapete do nosso Dude. E, em busca de um tapete pra chamar de seu, Lebowski, o pobretão, se vê envolvido em uma trama de violência, mentiras e boliche, junto de alemães niilistas, a industria pornô, uma artista contemporânea performática e toda sorte de malucos simplórios da fauna típica estadunidense.

Os irmãos Cohen conceberam uma fábula sobre a busca pela tranquilidade. The Dude, o patético, as vezes é mais coerente que qualquer um de nós, levando uma vida simplória. Mas será que precisamos mesmo viver em função de dinheiro, poder, status e esses outros detalhes aos quais a sociedade dá tanto valor?

No fim das contas, terminei de assistir ao filme com uma baita inveja do Dude. Por que a vida que ele escolhe levar simplesmente foge de todas as regras aos quais somos forçados a conviver, muitas das vezes, acreditando que não temos alternativa a não ser nos render. Negar o Status Quo, é isso que o Dude faz. Alguem ai lembrou de um outro Dude? Talvez, um cara chamado…Jesus?

Não me espanta uns malucos terem criado uma “religião”. Sempre terá alguem precisando de algo pra seguir, as vezes, ate nós mesmos. Na falta de algo melhor, por que não ser um pouco “Dude”. Fica ai a sugestão.

E pra acabar, mais uma vez, a constatação do óbvio: esses irmãos Cohen sabem o que estão fazendo mesmo.

PS: não ia citar todos os ótimos atores do elenco do filme, mas percebi que era preciso. O filme conta com a participação da sempre charmosíssima Juliane Moore, além de Philip Seymour Hoffman, a gata Tara Reid (eterna mina do American Pie), Peter Stormare e uma ponta muito engraçada de Flea, baixista do Red Hot Chilli Pepers, além do sempre, sempre fodaço John Turturro. E ele é simplesmente o coadjuvante que rouba a cena como Jesus, o jogador de boliche latino cheio de trejeitos. Tem como ser menos engraçado?

PS2 etílico: vou deixar a receita do White Russian, pra quem quiser se arriscar. Se der certo, avise-me…

Seu preparo é simples. Em um copo de uísque, coloque:

  • 1 dose de vodca,
  • 3/4 de licor de café (Kahlúa, por exemplo)
  • Adicione um pouco de leite ou creme de leite
  • Misture com pedras de gelo no próprio copo ou bata em uma coqueteleira

Lucas Bonachovski, querendo uma vida mais tranquila…

Comentários hiper rápidos sobre diversões passageiras…

Ao som de: Botafogo X Palmeiras, na CBN, quase passando mal do coração, torcendo pra não caírmos…

Minha inspiração para esse post

Depois de ouvir um comentário do lendário Vilson, sobre eu escrever demais, resolvi escrever um post muito breve sobre vários assuntos aleatórios dessa semana. Então, sem mais delongas, vamos lá:

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Pouca coisa se salva de interessante nesse filme do Harry Potter. A Emma Watson é uma delas, mas nem é tanta coisa assim...

Chato. O filme todo serve como uma desnecessária introdução para os dois (!) últimos filmes (uma manobra safadinha dos produtores para ganhar mais dinheiro com os fãs do Bruxo); lento, sem graça. Mas a Emma Watson tá ficando cada dia mais bonitinha como Hermione; o climão sombrio dos ultimos filmes, tem deixado essa história mais interessante,mas mesmo assim, não me pilhou pra ler os livros. Vejamos os próximos.

Transformers 2: Revenge of The Fallen.

Tá, você queria MESMO ver os robozões gigantes, tendo a Megan Fox como principal atração desse novo filme?

O filme mais power action de 2009, sem sombra de dúvidas. Explosão, explosão, explosão, piadinha boba, explosão, porrada, porrada, piadinha, um pouco de roteiro, explosão, explosão, explosão, Optimus Prime falando pra todos os robozões do mundo. O filme inteiro é isso; mas é divertido, nada que vai mudar o mundo, mas divertido. (ah, e tem a Megan Fox, vestida em roupas de coura, shortinhos, decotes e correndo em câmera lenta…)

Wolverine vs. Hulk_Marvel Milenium

Tá mandei um Spoiler...me processe agora...

Cara, se vc achava que o Wolverine não podia ser quebrado ao meio, repense. Damon Lindelof coloca polêmica e humor, nessa já clássica releitura do encontro do Carcaju com o Verdão (não, não é o Palmeiras). Os roteiros desses caras do “Lost” são no mínimo, inovadores. Vale a pena, ainda mais pelo ótimo traço de Leinil Francis Yu. Vale a pena gastar dinheiro nessa série, em três edições.

Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino.

Quentin fucking Tarantino e os malucos dos Bastardos Inglórios.

Clássico, clássico desde já. Tarantino criou uma nova obra prima tarantinesca ao mostrar a sua versão da vingança dos Judeus contra os Nazistas. Diálogos tensos, muita cinefilia, muita violência, mas nunca gratuíta. Sem outras palavras: um clássico. (pensando bem, acho que esse aqui merece um texto mais completo…breve)

Ufa, acho que é isso. Descobri que é foda deixar de ser verborrágico.

Lucas Bonachovski…sucinto…só…

Movies, movies, MOVE – edição extraordinária:Terminator: Salvation

Ao som de: Falling Behind_Rise Again_Alabama Thunderpussy

Aos pouquíssimos leitores do blog, minhas sinceras desculpas. Fiz uma lista de cinco filmes fodaços que queria assistir, mas nesses pouquíssimos dias de quase férias, caíram nas minhas mãos inocentes 4 filmes giga blosckbusters que queria muito ver. Por isso, prometo que a medida que eu tiver tempo, assisto os benditos outros filmes e posto algo por aqui (será que estou fazendo essa promessa pra vo6 ou pra mim mesmo, o rei da eterna enrolação). Bom, vamos as impressões sobre um dos dois filmes mais power action de 2009:  Terminator: Salvation.

“Terminator: Salvation” ou como o Cristian Bale está se dando bem com filmes de ação.

Christian Bale já se tornou um ator icônico para essa ultima década de nossa história, uma das mais prolíferas para a nerdice universal. O cara interpretou de maneira fodástica as duas recentes incursões do cinema pelo universo de Batman, trazendo o herói de volta pro jogo, contra todos os bons filmes que a Marvel tem lançado nos ultimos anos. E pra acabar de lascar tudo, o cara assumiu a responsa de interpretar John Connor. Pra quem não se situou, por morar em uma bolha durante todo o fim do século passado,  Connor é o personagem central de toda a série do Exterminador do Futuro, o cara que seria o responsável por salvar todo o nosso futuro das garras opressoras da Skynet.

Ok, deve ter sido muita informação em pouco tempo. Vamos com calma. Primeiro: se você não entendeu nada, vá olhar as informções sobre Terminator no Wikipédia. Agora, no caso do senhor ou da sehorita já estar devidamente familiarizado com os robozões assassinos vindos do futuro, vamos voltar ao início de tudo.

Ou melhor, ao final. Por que nesse filme, finalmente podemos ver como ficou o futuro após o domínio do planeta pela Skynet, uma rede de defesa militar que tomou toddynho demais e criou consciência própria. E acredito que qualquer máquina que consiga  superar as leis de asimov (ou superinterpretar essas leis, mas ai já é uma discussão geek demais) vai perceber que a humanidade é mesmo um vírus de destruição rápida. Logo, ela decide acabar com a humanidade, devastando o mundo com um explosão nuclear cabulosíssima, apelidada gentilmente de “Dia do Juízo Final”. E é nessa muvuca pós apocalíptica que conhecemos o John Connors do futuro, sobrevivente da explosão e de anos aguentando piadas sobre o horrível cabelo de sua mãe,  nos idos dos anos 80.

John Connor mostrando todo seu amor pelas máquinas…

Cara, eu adoro filmes de futuro pós-apocalíptico. Sério, aquela destruição, o caos, os sobreviventes se agarrando as coisas mais básicas, como combustível e comida. Mad Max é até hoje um dos meus filmes de pós apocalipse nuclear preferido. Logo assisitr a esse Terminator foi como voltar um pouco a minha infância. Aquela coisa inocente de ter um Interceptor V6 tunadaço, me encher de armas e sair por ai, sozinho, on the road (cara, minha infância foi mesmo estranha). Mas enfim, voltando para o filme: é nesse cenário desolado que vemos como John Connors tem tentado junto a “resistência” derrotar as máquinas do Skynet. E é também nesse contexto que vemos aparecer o misterioso Marcus Wright, um sujeito que aparentemente surgiu do passado, mas que não faz a mínima idéia como isso aconteceu. E não tarda muito pra que Wright e Connor topem um com o outro e role aquele velho esquema de segredos revelados (que eu não contarei, por que odeio spoilers).

Bom, se falar muito, acabo estragando as surpresas do filme. Em uma avaliação geral, o filme se sai mesmo bem. Claro que futuros pós apocalípticos dominados por máquinas assassinas não tem mais o mesmo charme das já saudosas décadas de 80/90. Matrix, e toda sua mitologia, já imprimiu no inconsciente coletivo nerd uma imagem bem trabalhada de como será esse futuro terrível. Mas o filme tem seu mérito ao se apoiar em uma bem estabelecida franquia, que é essa de Terminator. Isso fica bem claro nas constantes referências aos filmes anteriores, como na cena em que toca “You could be Mine” do Gun’s and Roses, da trilha do segundo filme da série ou (e essa foi a melhor referencia de todas) na aparição breve do Mestre Arnold (tbm conhecido como o “Governador do Futuro”), interpretando o papel do robô assassino T-800, que lhe rendeu sucesso e muita grana na década de 80.

E vale a pena um download ou uma locação? Vale, demais mesmo. Exterminador do Futuro é um clássico, isso é indiscutível. E, mesmo que pareça datada, qualquer tentativa de revisitar esse universo faz com que apareça um sorriso de alegria nesse rosto nerd que vc tem. O filme tem lá suas falhas, e como todo bom american movie, termina com uma lição de moral sobre redenção e perdão. Mas, quando um filme termina, e fica a vontade de ver mais coisas sobre aquele universo, isso e sinal de que alguma coisa boa ainda pode ser extraída daquilo ali. E essa sensação é bem intensa no fim de Terminator: Salvation.

Ah, só pra completar: rola um quase peitinho, tem a presença da belíssima Bryce Dallas Howard e uma presa da maluca Helena Boham Carter, a senhorita Tim Burton.

Lucas Bonachovski, esperando pelo futuro pós-apocalíptico (e torcendo para que ele seja cheio de emos assassinos esperando ser trucidados ao som de Motörhead…)

movies, movies, move_edição extraordinária: A Mulher Invsível

Ao som de: Evil Urges_Evil Urges_My Morning Jacket (porra, simplesmente não dá pra definir essa banda…ora country, meio folk, um pouco de indie, e um tanto de funkeado…vai entender…mas em essência, é bom…).

O amor é uma dessas coisas esquisitas quando paramos pra tentar entender. Ele é fantástico, mas é cheio de armadilhas complicadas de se perceber. E quando se percebe, geralmente é tarde demais.

Uma dessas armadilhas, eu costumo chamar de sindrome de Tolkien. Bom, sabe quando parece que tudo está a mil maravilhas, mas do nada a pessoa com quem você está começa a dar claros sinais de insatisfação. Isso ocorre, em essência, por que somente pra VOCÊ as coisas parecem felizes, alegres e contentes. Infelizmente algumas pessoas costumam criar em suas cabecinhas apaixonadas um mundo ideal onde os relacionamentes são perfeitos e as companheiras (os) não pedem pra você lavar louça, ou não te fazem esperar preocupado durante uma hora a mais do que o normal. Ou seja, você cria essa mundo perfeito, que começa a ruir a partir do momento em que, somente pra você aquilo faz sentido. As pessoas querem ser surpreendidas, querem discutir, querem que as coisas sejam simplesmente…normais, e não esse pequeno “condado” onde todos os hobbits vivem felizes suas vidinhas morando em tocas confortáveis.

Seguindo esse argumento, chegamos a história de Pedro (Selton Melo). Pedro é um sujeito apaixonado e dedicado a Marina (Maria Luisa Mendonça), sua atual namorada. O problema é que nosse herói, coitado, sofre dessa terrível sindrome de Tolkien. E é ai que seus problemas começam.

Abandonado pela namorada,  Pedro entra em depressão profunda, por ter dedicado X anos de sua vida a uma mulher que o trocou por uma aventura germânica. E quando você força muito essa máquina cheia de defeitos que é sua mente, os resultados podem ser catastróficos.

Eis que surge na vida de pedro a fabulosa Amanda (Luana Piovani). Linda, inteligente, charmosa e ainda comenta a rodada da terceira divisão do brasileirão como se fosse seu melhor amigo de boteco. Seria a mulher perfeita, se ela não tivesse um único problema: Amanda só existe na cabeça de Pedro.

Isso causa uma série de presepadas na vida do personagem, o que leva a ótimas cenas de humor, principalmente pela atuação sempre “hilariamente” convincente de Selton Mello ( a cena do cinema, com participação de Marcelo Adnet e Gregório Duvivier, dos “Buchas” é hilária). Luana Piovani…bom, essa é um caso a parte: ela continua sendo minha sex symbol da época da malhação, mas sua atuação não é algo lá muito convincente. Mas ver aquela semi-deusa em trajes mínimos me faz pensar que foi uma ótima escolha para o papel da mulher imaginária de Selton Mello.

Enfim…mesmo terminando com uma mensagem de auto ajuda do tipo “você tem o poder de mudar sua vida, acredite na força, Luke” o filme leva a pensar em como, no fim das contas, levamos em frente nossas relações com outras pessoas. Algumas vezes achamos que o ultimo namoro foi o lance de nossas vidas, que depois dela(e) nunca encontraremos a pessoa perfeita, aquela que melhor se encaixa em seu braço, na cama, ao dormir. Tá, as vezes você custa a esquecer aquela pessoa tão amada, ainda mais quando você sabe que fez besteira.

No entanto, esse auto-suplício só gera uma consequencia: ele corta praticamente todas as oportunidades de conhecer alguem que também goste de Fringe, como você. Nunca sabemos como está a cerveja no próximo boteco. As vezes ela é melhor que a skol quente desse bar de fim de noite, que é o sofrer por outra pessoa.

Por isso, fica o convite: quem quiser saber como é o próximo bar, to indo nessa.

Ah, sobre o filme. Nada de demais, no fim das contas. Uma ótima diversão, com direito a um Selton Mello inspirado. O filme, no fim, se perde no clichê das comédias romanticas pasteurizadas, com aquela velha lição de moral. Mas quem nunca se emocionou ao perceber que essas comédias romanticas são mais parecidas com nossas vidas do que imaginávamos? Então, deixe essa vergonha de lado, e vá dar risada com o clichê que é o amor.

Lucas Bonachovski…agora, tentando aprender a esperar com uma certa esperança idiota, o que está por vir além da próxima curva.

movies, movies, move: E ai, meu irmão, cadê você?

Ao som de: Methamphetamine_Tennessee Pusher_Old Crow Medicine Show

Existem dois recortes temporais que me fascinam: um deles é o Rio de Janeiro em fins do século XIX, ainda antiga capital do Brasil, com seus cortiços lotados, um clima de mudanças políticas cada vez mais intenso e uma malemolência carioca legítima, que não se encontra em qualquer boteco do cruzeiro (piada brasiliense, desculpas aos que não entenderam…)

O outro, são todos os estados caipiras do US and A. Tennessee, Alabama, Kentucky, e todos esses lugares onde, nos filmes, a vida parece passar com muito mais vagareza e tranquilidade que nos lugares comuns.

Agora imagine um filme que tem como pano de fundo um Mississipi abalado pela quebra da bolsa de 1929, onde três malandros recém fugidos de uma fazenda criminal saem em busca de seu tesouro escondido, buscando melhorar a vida tão complicada daquele período.

Essa é a premissa básica de “E ai, meu irmão, cadê você”, filme de 2000, dirigido por Joel Cohen. Básica, por que o filme segue em um rumo fantásticamente inesperado.

A começar pelo roteiro, que é uma adaptação baseada na obra clássica de Homero, “A Odisséia”. De uma maneira bem bizarra, Ulisses, o mítico herói grego que lutou em Tróia ao lado de Aquiles, se transforma em Everett Ulysses McGill, interpretado fodasticamente por George Clooney, um trambiqueiro falastrão, de conversa fácil e viciado em goma para o cabelo. Ao seu lado, o sempre mal-humorado Pete (John Turturro, sempre ótimo) e o inocente Delmar (Tim Nelson Blake). Após a fuga da prisão, os três sujeitos conseguem se enfiar em tudo quanto é tipo diferente de enrascadas para encontrar um dinheiro roubado antes que Ulysses fosse preso.

The Soggy Botom Boys...e a fanfarronice de George Clooney...

Nesse meio tempo, o trio se junta ao guitarrista Tommy, que conheceram em uma encruzilhada, após ter vendido sua alma ao Diabo para aprender a tocar violão (uma das mais famosas lendas do universo do Blues americano). E nesse encontro, sem imaginar, os quatro produzem sem querer o maior sucesso musical daquele período: Man in a Constant Sorrow.

Já aproveitando o gancho, “E ai, meu irmão, cadê você” possui uma das melhores trilhas sonoras que eu já tive o prazer de ouvir. Casando de maneira fantástica com o contexto histórico do filme, as músicas vão dos clássicos do blues e do country e folk americanos, interpretados por músicos fodaços da cena musical americana, tal como Alisson Krauss (que recentemente gravou um album cheio de prêmios com Robert Plant).

Os três Soggy Botton Boys (ou traseiros encharcados…como ficou conhecida a banda de Ulysses) seguem a vida por uma América pobre, aproveitadora e politicamente suja, mas ao mesmo tempo, com uma cultura e valores interessantíssimos.

E o fator comédia não deixa a desejar: George Clooney, pra mim, é um dos grandes atores da minha geração. Mesmo com aquele jeito fanfarrão de sempre, ele fica engraçadíssimo quando assume peronagens caricatos como Ulysses. E nem preciso falar de John Turturro. O cara é sempre magnífico em suas interpretações de personagens cômicos. A cena em que os três encontram uma reunião da Klu Klux Klan, é impagável.

No fim, terminei de assistir o filme com uma certeza: definitivamente, esta já está no meu top dez de melhores comédias. Com um humor rebuscado, ora sútil e ora “trespatetamente” escrachado, o filme mostra que novamente música e cinema se completam muito bem.

Fica ai, de bandeija, o Dan Tyminski Band, ou o original Soggy Botom Boys, que interpreta a versão de “Man in a constant sorrow” cantada no filme.

Lucas Bonachovski…é um homem em constante lamento, que já enfrentou difculdades, a vida inteira…