Archive for the ‘Escurinho do Cinema’ Category

movies, movies, moves

Ao som de: Foundations_Made of Bricks_Kate Nash (2007)

 

Devo terminar o dia dessa maneira...

 

Como alguns já devem saber, nas horas vagas, quando não estou escrevendo ou pensando besteiras para esse blog, costumo me disfarçar como professor de história. Eta profissão divertida(!!!). O problema é que, nesse fim de ano, o disfarce acabou me tomando mais tempo do que deveria, e as responsabilidades escolares se sobressaíram ante minha vontade de passar o dia inteiro lendo quadrinhos e ouvindo bandas obscuras da década de 90.

E mais além…não consegui assistir a nenhum dos filmes que tanto queria nesse mês de novembro. Bom, como sempre, meu nada convencional gosto cinematográfico me levou a propor uma lista dos cinco filmes que eu precisava muuuuuito assistir, com urgência. Logo, os escolhidos foram:

Jogos, trapaças e dois canos fumegantes, por que surtei com Snatch: porcos e diamantes ( um dos primeiros filmes que eu assisti como menininho independente que ia pro cinema sozinho assistir filmes não convencionais para meus doze anos) e eu curto muito as desventuras de gangsters naquela Londres underground que o Guy Richie conhece muito bem.

E ai, meu irmão, cadê você: comédia com George Clooney; tem o John Turturro; dirigida pelos irmãos fucking Cohen; e a trilha sonora é composta por clássicos do folk e do Blues americano. Nem precisa justificar muito né?

Buba Ho-tep: Bruce Campbell interpretando Elvis idoso, lutando contra uma múmia egípcia vestida como um vaqueiro texano, ajudado pelo velhote presidente JFK, negro (!!!) Nem precisa justificar muito né?2 …

Bastardos Inglórios: baixado de maneira criminosa, em uma versão horrível, que só o desespero humano pra assistir a um Tarantino, por ter perdido o longa no cinema, pode justificar.

Ghost Dog, o caminho do samurai: dirigido por um dos diretores mais divertidos que eu tive o prazer de conhecer: Jim Jamursch…e não sei, mas espero mesmo que tenha uma participação do Bill Murray…Hey Bil Murray (quem já assistiu sobre cafés e cigarros, vai sacar essa internazinha…rsrsrs).

Então, sem mais delongas, irei me enfurnar na frente deste pc, com um pacote de rufles e uma caixa de suco de maçã. Se sair vivo, comento esses filmes por aqui…

Abrass a todos…e esperem…

Lucas Bonachovski…acreditando que vai conseguir essa façanha de assistir a 5 filmes, com várias provas para terminar…mas ele é brasileiro, e não desiste nunca…pelo menos eu acho…

Bomb News: Putz, a Disney comprou a Marvel!!!

Ao som de: Aline Calixto_Faz o Seguinte_Aline Calixto (2009)

Pobre Capitão América...ficou desconsolado com essa notícia.

Pobre Capitão América...ficou desconsolado com essa notícia.

É meu povo, é mesmo o fim dos tempos. A temperatura do mundo subindo, o Vilson tem uma namorada e agora, pra acabar de lascar com tudo, a Disney, o maior empreendimento do mundo do entretenimento fofinho comprou a sagrada Marvel Comics, berço das principais lendas da nossa infãncia.

O que está acontecendo com esse mundo, meu deus? Será que teremos um encontro entre Tarzan e Ka-Zar? Ou agora teremos na House of Mouse as visitas ilustres do Cabeça de Teia ou do Quarteto Fantástico???

Esperar pra ver…

“O Omelete” já produziu uma análise do impacto que essa notícia teve no mundo do entretenimento, e quais poderão ser os desdobramentos dessa união. Leia aqui!

Devemos ter medo? Comente ai!

Combo Zombie_parte2: Fome Animal

Ao som de: Misterious Mose_R. Crumb and his Cheap Suit Serenaders_Chasin Rainbows  (1976)…Robert Crumb mandando ver no Jazz, Blues e Folk americano da década de 40…sublime, praticamente a trilha sonora do pica-pau das antigas

fome-animal-poster01

Violento, nojento, sem noção, ultrajante…FANTÁSTICO!!!!

Geralmente esses adjetivos não combinariam muito bem em uma frase vinda de uma pessoa séria. Mas o que esperar de alguem que curte assistir filmes de zumbi…(eu sou um caso perdido mesmo…)

Enfim…Peter Jackson é um maluco, todos sabemos disso. Mas um maluco genial. Encarar assumir a direção  da trilogia nerd suprema o Senhor dos Anéis já seria um indicativo de sua loucura. Mas é em Fome Animal que vemos o lado mais divertido de Jackson em ação.

O filme é tão gore, mas tão gore que chega a dar mesmo embrulho no estômago (curiosidade: em alguns lugares da Europa, o filme era acompanhado de sacos pra vômito quando locados). É uma nojeira sem fim, e o filme tem como único objetivo…ser nojento!!!Pra que melhor.

A história é mais rasa que um pires. Paquita, atendente latina em uma loja na Nova Zelândia se apaixona por Lionel, que é manipulado constantemente pela sua mãe. Certo momento, em uma visita de Lionel e Paquita ao zoo da cidade, a mãe de Lionel é mordida por um macado rato de Sumatra (exportado diretamente da ilha da caveira…será a mesma do King Kong?). E é a partir dai que os problemas começam. O ratto carrega uma maldição/infecção que transforma as pessoas em zumbis comedores de carne humana. E a partir de agora,  esqueça a história e preste atenção somente a nojeira generalizada.

E o mais engraçado do filme nem são as cenas bizarras com os zumbis, são os diálogos sem pé nem cabeça. Tal como Paquita encontrando a mãe zumbizona de Lione e após perceber que ela havia comido seu cachorrinho, perguntar:

– Lionel, sua mãe comeu meu cachorro?

Lionel, sua mãe comeu meu cachorro?

Lionel, sua mãe comeu meu cachorro?

Ou o melhor de todos, padre Mcgruder, socando os zumbis como um Jet Li do senhor e gritando “eu dou porrada em nome do senhor” (no original em inglês, “I kick as for the lord”)…puta, muito bom.

As enrascadas de Lionel com os zumbis são dignas de um Ash, de Uma noite Alucinante…mas quando ele resolve se rebelar…nunca um cortador de grama foi tão bem utilizado para destruir uma pá de zumbis como nesse filme.

Enfim, nem me focarei na parte doentia, sádica e ultrajantemente nojenta dos zumbis…deixo sua força de vontade e coragem te levar a assistir o filme pra ver…mas eu aviso: cuidado com seu jantar, ele pode voltar mais rápido do que você imagina…

Lucas Bonachovski…tentando manter o sanduiche nos estomago, depois de assistir ao Fome Animal.

Combo Zoombie_parte 01: Diário dos Mortos

Ao som de: Sobre o Frio_Supercordas_Seres Verdes ao Redor (2006)

Putz…sexta-feira, você está uma pilha de stress devido as várias aulas ministradas na semana, monografia nas costas, falta de dinheiro pra tomar aquele chopp. O que você faz?Passa na locadora e pega altos filmes de zumbi, claro.

Eu sei…é meio patético, mas nada melhor que assistir uns bons filmes de zumbi pra ver que sua vida ainda pode melhorar (ou pra desistir da vida de vez, vendo que estamos fadados a um apocalipse zumbizístico iminente).

Enfim, a esse singelo programa dei o nome de…COMBOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO  ZOOMBIE (mas tem que ser dito assim mesmo, gritando…é, é idiota mesmo, mas muito relaxante…tente em casa, de preferência longe de seus familiares pra evitar um momento ‘vergonha alheia’).

Sem mais delongas, vamos as podreiras escolhidas. Pra começar, o novo de George Romero, ‘Diário dos Mortos’ e um clássico absoluto em termos de zumbizologia…Fome Animal, de Peter Jackson.

Diário dos Mortos: clichê, homenagem ou reciclagem de um gênero?

diario-dos-mortos

Durante todo o filme, fiquei me fazendo a pergunta do título acima. Qual foi o objetivo do mestre Romero ao produzir esse filme? Creio que no fim dos post, e do filme, vo6 também poderão tirar suas conclusões.

Diário dos Mortos, a princípio, se classificaria no estilo ‘filme dentro do filme’, muito em voga nos filmes de terror dos ultimos anos, vide o exemplo de ‘Cloverfield: Monstro” de J.J Abrams e o estilosão “REC”, terrorzaço zumbizesco dos espanhois Jaume Balagueró e Paco Plaza, além do já consagradíssimo “A Bruxa de Blair” (meio que um pioneiro nesse tipo de filmes).

O filme conta a história de alguns estudantes de cinema, que se encontram gravando um filme de terror dos mais xumbregas, para um projeto de conclusão de curso. Eis que no meio das gravações eles ouvem notícias de acontecimentos estranhos acontecendo em várias localidades, envolvendo mortos que se levantam e atacam outras pessoas. Logo, todos resolvem que o melhor e voltar a suas respectivas casas, por via das dúvidas. E e ai que a sanguinolencia começa.

Mas como não é só a zumbizada mandando ver nos pobres pescoços alheios, Romero acerta a mão mais uma vez na crítica social e política acerca os Estados Unidos. Mas dessa vez, Romero mira sua acidez na sociedade da tecnologia e da informação que nós mesmo criamos. Com o youtube, myspaces  e blogs se reproduzindo mais rápido do que podemos acompanhar, fica difícil saber qual o nível de ‘verdade’ a que estamos submetidos quando vemos uma notícia acontecer. Tal como na morte de Michael Jackson (nosso zumbi preferido) , por exemplo: antes de notícias oficiais afirmarem o óbito do velho Jacko, blogs e twitters do mundo inteiro já faziam essa cobertura extra oficial, que ora pode ser boa, ora muito ruim. E é nesse sentido que os personagens do filme seguem, buscando mostrar a verdade ‘nua e crua’ do infestação de zumbis que está ocorrendo nos US and A (lembrando do Borat agora…).

'Diretamente de...um minuto por favor, tem um zumbi querendo me devorar. Mais notícias no jornal das 7 horas"

'Diretamente de...um minuto por favor, tem um zumbi querendo me devorar. Mais notícias no jornal das 7 horas"

Mas no fim de tudo, o diretor se perde um pouco nessas divagações acerca a velocidade e a necessidade que criamos de tecnologia e de informações. Não tanto pelos questionamentos em si, mas por causa das questões serem formuladas pela narradora em terceira pessoa, típico de filmes nacionais (cá pra nós, quem aguentou quase duas horas de capitão Nascimento chorando as mágoas por causa do BOPE?).

O filme também perde um pouco por usar dessa formula ‘filme no filme’. Pode até ser que ter assistido ao REC algumas horas antes possa ter interferido nesse meu julgamento, mas Diário dos Mortos não passa a autenticidade de REC, muito menos a de Cloverfield ( e olha que comparado aos zumbis, é muito mais difícil ter atuações autenticas dos atores que estão sendo atacados por um MONSTRO GIGANTE que destruiu Nova York). O filme não me convenceu muito, e todos pareciam que estavam atuando pras camêras (bom, eles estão atuando, mas não era pra parecer que estavam atuando, deu pra entender…acho que até eu fiquei confuso).

Agora, sejamos sinceros: no aspecto zumbizagem, Romero continua imbatível como sempre. E nesse filme podemos dizer que houveram algumas novas surpresas. Primeiro, Romero brinca com todos os clichês de filmes de zumbis, clichês que ele mesmo criou. Dos personagens estereotipádos (o casal descerebrado, o mal-humorado, o brincalhão e até um professor com diálogos sheaksperianos) as cenas clássicas de fimes de terror ( a piada com a mina reclamando do  papel dela, de correr e mostra os seios, é impagável).

Além disso, as mortes desse filme também estão ótimas. O filme é um guia atualizado de como matar zumbis de jeitos divertidos: fritando o cérebro com um desfibrilador, jogando ácido na cabeça do zumbi e ficar observando ele torrar o cérebro do coitado ou, e essa é a melhor: no caso de você ser um amish eremita e ser mordido por trás por um zumbi, não pestaneje, fure sua própria testa com uma foice gigante para matar também o Zumbi em questão.

Criatividade e adaptação é isso ai...nem McGyver faria melhor...

Criatividade e adaptação é isso ai...nem McGyver faria melhor...

No final das contas, vale a pena assistir ao ‘Diário dos Mortos’? Claro que sim, afinal é um Romero legítimo. Mesmo deslizando nos clichês dos filmes de terror contemporâneos, o filme ainda contem o que faz de Romero um dos grandes cineastas de Holywood: a crítica social está lá, os conflitos entre os personagens e é claro, os zumbis magistrais. Sendo assim, tranque as portas, pegue suas armas de fogo, mire sempre na cabeça e espere que a invasão está começando…

Estilo Amish de matar zumbis...rsrsrsrsrs

Estilo Amish de matar zumbis...rsrsrsrsrs

Lucas Bonachovski está tentando responder até agora pra sua avó o por que de gostar tanto desses filmes esquisitos do povo ‘se comendo’, como ela diz…rsrs

Justiceiro: zona de guerra

Ao som de: 0 We Are What You Say_Sufjan Stevens_A Sun Came (2000)

punisher war zone

Uma das maiores sacadas da editora Marvel dos ultimos tempos foi começar a produzir os próprios filmes de seus personagens. Com o boom dos filmes de hérois, a partir dos primeiros X-Men e Homem Aranha (talvez até um pouco antes, com Blade: o Caçador Vampiros), filmes que geram milhões e milhões de doletas para as produtoras, nada melhor do que lucrar com a próprias criações, ao invés da venda de direitos. Bom para Marvel, bom para os fãs espalhados pela galáxia, que não são obrigados a aturar adaptações tão ruins, como Homem Aranha 3, Elektra e a pior de todas…O Demolidor (maldito Ben Afleck, maldito filme, malditos sejam por terem estragado a história de meu personagem preferido)

No entanto, após assumir a cozinha e produzir os próprios filmes, a Marvel nos apareceu com ótimos presentes para os fãs de quadrinhos, como Iron Man (um dos melhores filmes de super heróis já produzidos…e mostrando que Downey Jr. ainda entende da coisa) e O Incrível Hulk (Edward Norton, fantástico como Bruce Banner+Liv Tyler+Tim Roth só poderia dar coisa boa).

E por fim, mas não menos importante, veio esse novo Justiceiro. Antes de mais nada, melhor adiantar: esse filme está longe, longe mesmo da qualidade dos filmes citados acima, em relação ao roteiro, intepretações memoráveis e tudo o mais. Mas nem por isso é um filme ‘inassistível’. Pra começar, qualquer filme que colocasse um sujeito atirando a torto e a direito seria melhor que o filme anterior, de 2004. O novo filme é violento e sujo, mostrando um Frank Castle muito mais próximo ao das melhores fases do anti-herói nos quadrinhos.

Você convidaria esse sujeito para um jantar, se fosse um grande mafioso?

Você convidaria esse sujeito para um jantar, se fosse um grande mafioso?

Zona de Guerra é baseado no arco de histórias de mesmo nome, escrito pelo doentaço (no bom sentido) Garth Ennis. E no filme, é perceptível a influência do conceituado roteirista: o Justiceiro continua com seu senso de honra e justiça apurados, mas não perde a chance de dar uma sacaneada, com um humor razoavelmente negro, caracteristica essa muito bem utilizada pelo malucão do Ennis, nos quadrinhos.

Além disso, finalmente vimos um vião de verdade no filme. Retalho (interpretado por Dominic West, de 300) é um dos mais alucinados vilões de quadrinhos que eu já vi, e ficou muito bem caracterizado no filme (sério, a cena em que o vilão, um mafioso italiano, consegue as cicatrizes que justificam seu codinome, é agoniante…de dar embrulhos em estômagos mais fracos). Outro vilão que faz sua aparição e Loony Bin Jim, irmão de retalho, e um maluco de marca maior, tão violento e sádico quanto o outro da família. Além disso, outros famosos coadjuvantes também fazem suas aparições Microchip (Wayne Knight, de Seinfeld) o quase parceiro de Frank Castle, fornecedor de armas e de outras traquitanas tecnológicas e Detetive Soap (Dash Mihok), originado das HQs escritas por Garth Ennis, perfeito tanto no visual quanto no “jeito abobalhado de ser”.

Pequena família, alto desvio de comportamento

Pequena família, alto desvio de comportamento

Mas faltou falar do mais importante: Frank Castle. Ray Stevenson, que já havia participado do seriado Roma, caiu como uma luva no papel do Justiceiro. O cara é grande, tem cara de mau e ainda conseguiu mandar (quase) bem como ator nos poucous momentos em que a história exigiu uma atuação dramática mais elaborada (a saber, no momentos em que Frank se lembra ou se relaciona com a lembrança de sua família assassinada). Ele chora?Sim, mas logo depois descarega um pente de uma semi-automática nas fuças de algum meliante que esteja em sua frente.

E no fim das contas, esse filme é mais Justiceiro que qualquer outras das adaptações pelo simples fato de que, as escrotidões causadas por Castle são muito próximas as dos quadrinhos. E não são poucas: de acabar com um jantar da máfia italiana, com direito a afundar narizes com uma espécie de “cuz cuz” do E. Honda (quem se lembra desse golpe clássico do gordinho do sumô do ‘street fighter’?) até mesmo quebrar o pescoço de uma velha chiliquenta mulher de mafioso, passando por execuções sumárias com tiros de calibre 12 no rosto a destruir trocentos sujeitos integrantes da máfia que estavam em seu encalço.

Justiceiro: Zona de Guerra não é um dos melhores filmes de heróis produzidos pela editora Marvel, mas colocou o personagem nos eixos novamente, mostrando que mesmo com dificuldades (o filme pegou censura máxima nos Estados Unidos, para maiores de 18 anos, o que pode ter sido um dos motivos da baixa renda nos cinemas) é possível sim mostrar um filme quase tão fidedigno as origens quadrinescas. Lexi Alexander, a diretora desse longa tem sim méritos por esse filme, agora é esperar que ainda saiam outros, melhores. E que venham novos filmes…e que os direitos do Demolidor finalmente saiam da Sony e voltem para a Marvel, para termos um filme decente do Homem sem Medo.

Lucas Bonachovski, que é pacifista, mas se amarrou em ver o Justiceiro destruindo aquele monte de mafiosos com todo tipo de arma que encontrava pela frente.

As versões mais zoadas de Star Wars

A great metal band!!!

A great metal band!!!

Tá, não vou me alongar aqui falando sobre como Star Wars se tornou um ícone da cultura nerd pop mundial. Se você nunca parou para assistir a um filme da série, deveria realmente repensar sobre como está levando sua vida nesse plano de existência. E olha que nem sou tãããããão fã assim…um fã de verdade iria querer arrancar seus braços com um sabre de luz.

Enfim. Temos a Força, temos duelos de sabre de luz e batalhas entre naves no espaço (não me pergunte como dava pra ouvir o barulho das explosões no vácuo…)…tem romance, vingança e redenção. George Lucas criou todo um universo mítico em que facilmente se reconhecem os arquétipos mais antigos da humanidade, tal como a saga do héroi, que é presente na cultura de vários povos espalhados pelo mundo. Isso tudo fez com que se construísse uma aura de clássico absoluto em torno dessa saga cinematográfica que é mesmo boa ‘bagarai’.

E além de tudo…temos a presença onipresente e fodástica de um dos melhores vilões de todos os tempos: o mestre, o inenarrável, o prospopédico Darth Vader.

Um exemplo a ser seguido

Um exemplo a ser seguido

Cara, quer sujeito mais delicado que o Vader?general do exercito do império fez merda…sufoca e mata o cara com o poder da Força…Tá lutando com sabre de luz, corta a mão do próprio filho…e depois fala que é o pai. Dude, this is Vader!!!!

E nesse meio tempo, várias foram as versões estranhas e/ou engraçadas e/ou descabidas de nexo que satirizaram essa saga e esse vilão tão querido (vilão querido? Isso devia ser incoerente né?).

Então segue uma listinha básica sobre algumas versões zoadas de Star Wars.

Space Balls ou S.O.S – tem um louco solto no espaço

spaceballs_1987_poster

Clássico absoluto da sessão da tarde, Space Balls é umas das melhores sátiras aos grandes épicos espaciais já produzidas, por vários motivos: primeiro, tem a mão do midas da comédia dos anos 80, Mel Brooks; segundo, por reunir alguns dos melhores atores de comédia de Holiwood (a saber, John Candy e Rick Moranis, caras que só de olhar dá vontade de rir, além da participação do mestre Mel Brooks); e por fim…tem o poder da “Farsa”, zoação direta a “Força”, poder místico da saga de Star Wars.

O filme mostra a saga de Lone Starr e Barf (Bill Pullman e John Candy), uma dupla de Han Sollo e Chewbacca de araque, que tem que salvar todo o universo e a Princesa Vespa (Daphne Zuniga) das garras do império do mal de Dark Helmet (Rick Moranis). Dando rolê em seu ‘trailer’ espacial, os heróis descobrem que precisam de mais do que poder de fogo para enfrentar o poder de Dark Helmet. Por isso, apelam para o poder da Salsicha (!), ensinado pelo mestre baixote e estranho, Yogurt (paródia óbvia de vo6 sabem quem né…Mestre Yoda, pros desavisados).

Em resumo, vale cada minuto de risadas… e a interpretação de Rick Moranis, com um capacete imenso, que nem ele conseguia segurar direito, torna a série ainda mais engraçada.

Hilário

Hilário

PS: recentemente, começou a ser transmitido nos canais de tv a cabo Sony e Animax o SpaceBalls: a série animada, que é tão engraçado ou mais que o original, zoando sem dó todo o mundo pop atemporal e contemporâneo, como GTA, Matrix e por ai vai.

Family Guy _ episódio especial “Blue Harvest”

family_guy_star_wars_poster_blue_harvest-724580

Family Guy é com certeza uma das séries mais controversas já produzidas até hoje. A animação consegue multiplicar o nível de crítica e zoação que os ‘Simpsons’ imprimaram nos caretas anos 90, se utilizando dos maiores absurdos comportamentais para causar risadas…e eles conseguem (ou então eu sou muito doente pra dar risada daquele lance…)

A Familia Griffin, modelo torto de american way of life, passa pela mais bizarras situações em cada episódio, sempre com a participação de personagens de comportamentos questionáveis. No entanto, não se assuste (muito): o desenho vale mesmo uma parada em frente ao sofá, principalmente esse episíodio especial.

Ora desvirtuando totalmente a versão original do primeiro filme da série, ora transcrevendo literalmente os diálogos, Blue Harvest coloca essa família disfuncional em pleno Tatooine, planeta em que conhecemos Luke Skywalker, pra contar a história torta de Star Wars, com um Obi Wan interpretado pelo vizinho velhote e pedófilo dos Griffin, Peter e o cachorro falante (!) Brian como Han e Chewie…e o melhor, o moleque boca suja e anti-social Stewie como o velho Darth Vader. Piadas sujas, preconceituosas e absurdas…tendo Star Wars como fundo…por incrível que pareça (e uma dose razoável de falta de noção de quem estiver assistindo) fazem desse episódio um dos melhores da série, colocando Family Guy um pouco mais perto do status quase mitólogico que os Simpsons conseguiram nessas trocentas temporadas.

Chad Vader_The Day Shift Manager

192844020_171f897a63

Guardando o melhor pro final, eis o inenárravel…Chad Vader!!!

Chad, é o irmão mais novo do conhecido Darth, que ao contrário do irmão, caiu em um vulcão (!) enquanto dava um rolê de bike (!!), por isso ganhou o traje de sobrevivência igual ao do outro famoso. Sem um grande império para controlar, Chad leva a vida trabalhando como gerente de um pequeno mercado americano (!!!), gerenciando o empreendimento com punhos de ferro. Para isso, não teme usar o poder da força para ameaçar funcionários que não trabalham direito, além de outras escabrosidades maléficas dignas de sua contraparte séria, por assim dizer.

Chad Vader usando a "Força" para xavecar a mina co caixa...

Chad Vader usando a "Força" para xavecar a mina co caixa...

A série tem momentos hilários, tal como o convite de jantar feito a balconista, com o intuito de discutir planos para um ‘laser leitor de códigos de barra’ mais potente, ou o duelo de sabre de luz com o gerente noturno, que acaba com Chad escorregando em uma casca de banana e deitado no chão pedindo ajuda para levantar…um dos piores momentos de vergonha alheia da história.

A série foi produzida a principio, para um canal de tv americano, e mesmo sendo cancelada no segundo episódio, os produtores da série deram continuidade aos trabalhos e lançaram o restante da série através do youtube e do myspace. A série deu tão certo que já está na segunda temporada e o primeiro episódio já alcança a marca cabulosíssima de quase 9 milhões de visualições.

Melhor sátira a Star Wars, sem sombra de dúvidas.

Fica ai o primeiro episódio, legendado, pra dar um gostinho da série.

Lembrou de outras zoações com Star Wars?Não se acanhe menino (a)…deixe um comentário ora pois.

Cool Things dessa Semana (01 a 07 de Junho)

Por Lucas Bonachovski, com vontade de acelerar o carro ao máximo e cair em um precípicio, ao som de Queens of the Stone Age
Ao som de: Go with the Flow_Songs for the Deaf_Queens of the Stone Age

Sessão nova estreando hoje, mostrando o que de melhor rolou esses últimos dias. Quadrinhos, livros, novas bandas, e o que mais caiu na minha mão e que tive tempo de aproveitar (o tempo é tão escasso, oh god). Pra começar, um clássico de John Constantine pelas mãos do incrível Garth Ennis; Adrenalina 2: High Voltage, a continuação de um dos mais insanos filmes dos últimos tempos; e a descoberta de Death, uma das melhores bandas de proto-punk de todos os tempos. Então vamos lá:

Jonh Constantine – Hellblazer: Hábitos Perigosos

capa_hellblazer_hp_baixasmall

Se John Constantine não for o personagem de quadrinhos mais cool de todos os tempos, sou uma vaca voadora marciana. Criado em meados dos anos 80, pelo grande Alan Moore, Constantine se firmou como um ícone do selo Vertigo, de quadrinhos adultos, da DC comics.

Sagaz, inteligente, sacana, malandro.Esses são alguns dos adjetivos que servem para se ter um pequeno vislumbre desse grande figura. E em Hábitos Perigosos, John mostra todo seu jogo de cintura em relação a assuntos místicos para sair da maior enrascada de toda sua vida. Como místico trambiqueiro, Constantine já driblou demônios, magos, skinheads malucos e toda sorte de inimigos estranhos. Mas agora, seu maior inimigo é algo muito, muito próximo (pra ser sincero, bem no bolso se seu puído sobretudo bege). Após fumar 30 cigarros Silk Cut por dia durante quase toda a vida, Constantine se depara com um câncer terminal no pulmão. Após tentar várias possibilidades, e nesse meio tempo conseguir tretar com um dos principais lideres das legiões do Inferno, John Constantine resolve apelar para seu plano mais audacioso, e mais arriscado. E, sobrevivendo, sua vida nunca mais seria tranqüila como ele gostaria que fosse.

 Garth Ennis, o maluco por trás das doentes ‘Preacher’, ‘The Boys’ e uma das melhores fases de Justiceiro, na Marvel, assumiu a batuta dos roteiros de Hellblazer, com uma bomba em sua mão: o que fazer com um personagem tão foda que fosse chocante o suficiente. Sejamos francos: Constantine não era uma história de super heróis com a cueca por cima da calça, era uma história de pessoas comuns se relacionando com o sobrenatural. Mas, além disso, era a história de pessoas comuns, mostrando como o que escondemos no mais sujo dos recantos de nossa mente pode ser bizarro. E as possibilidades eram infinitas. Eis que o maluco Ennis resolve que seria uma boa matar o nosso personagem sacana preferido.

 E não é que deu certo. Garth Ennis consegue transformar bizarrice em poesia de uma maneira singular. E nesse processo, escreveu uma das histórias mais icônicas de todos os tempos. Sensibilidade, violência, cerveja feita de água benta, amizade, operações infernais e o que mais de estranho e chocante podia acontecer com Constantine, Ennis conseguiu fazer. E o final não poderia ser mais surpreendente.

Coisas que você não deve mostrar pro diabo...ou deve???

Coisas que você não deve mostrar pro diabo...ou deve???

Essa edição de luxo da editora Pixel saiu em meados de 2008, e têm prefácio escrito pelo próprio Ennis, além da colaboração de vários conhecedores e fãs do mago mais sacana de todos os tempos. Vale a pena pelo ótimo cuidado gráfico (a ilustração da capa é sublime, desenhado por Glen Fabry, companheiro de Ennis das épocas de Preacher) e para mostrar pro seu pai que quadrinhos também é sinônimo de leitura seria, e mais importante, divertida.

PS: Habitos Perigosos foi an história que influenciou o roteiro da fraca adaptação de HellBlazer nos cinemas (ainda preferia o Sean Penn como Constantine…seria perfeito) 

Adrenalina 2: Alta Voltagem

Crank-2-poster

Tá, não me orgulho nem um pouco do que fiz e peço desculpas desde já. Adrenalina 2 ainda não saiu oficialmente no Brasil, e passando por uma banca dos famigerados piratas, me deparei com essa insólita surpresa. E se você por um acaso assistiu o primeiro filme da série, vai entender o por que da minha agonia em assistir essa continuação.

Adrenalina conta à história de Chev Chelios (Jason Statham, o novo queridinho dos filmes de ação Hollywoodanos), um assassino da máfia mexicana (!) que por motivos de vingança, foi inoculado com um veneno que inibe seus receptores de adrenalina. Ou seja: caiu a taxa de adrenalina em seu corpo, Chelios bate as botas. E segue-se então uma perseguição implacável de vingança, envolvendo a máfia chinesa, sua namorada, Eve (Amy Smart, de Efeito Borboleta), e a mais bizarras loucuras que alguém pode fazer para o coração continuar batendo, o que inclui sexo ao vivo em pleno bairro oriental de Los Angeles, um injeção de efedrina direto no coração, um choque de desfibrilador, e por ai vai.

Quais as chances de isso dar certo?

Quais as chances de isso dar certo?

 Em Adrenalina 2, Chelios e ressuscitado após cair de um helicóptero (!!), para a um fim ainda mais bizarro: seu coração é retirado para servir a um chefe matusalém da máfia chinesa que estava morrendo. E no lugar de seu coração, colocam um aparelho que funciona a base de eletricidade, utilizado em transplantes, que substitui momentaneamente as funções do coração. E aqui recomeça a correria característica do primeiro filme. Porém, nesse filme, os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor resolveram surtar ainda mais, extrapolando as possibilidades de sobrevivência de Chelios: ele literalmente se esfrega em uma senhora (afinal, fricção também gera carga elétrica…), faz sexo com Eve em pleno hipódromo e encosta em fios de alta tensão. Além disso, o filme mostra cenas hilárias em que Chelios, ou por falta de energia ou por excesso dela, acaba sofrendo com alucinações, como a já clássica cena da luta de gigantes, estilo Godzila, na central de distribuição elétrica da cidade, em que eles destroem tudo tal como em um filme de monstros japonês.

Enfim, a versão que eu assisti, gravada do cinema, não mostra toda a qualidade de som e de imagem que o filme tem de fato. E o filme não supera o original em termos de criatividade. Mas não rola de julgar o filme como apenas uma seqüência caça-níquel, afinal, Chev Chelios já entrou no rol de personagens bizarros e clássicos da nossa década, e os dois ‘Adrenalina’ lançados até agora serão daqui a uns anos, clássicos dos filmes de ação sem pé nem cabeça. Só espere o original, please.

PS: Adrenalina 2 foi um dos ultimos filmes no qual podemos ver a participação de David Carradine, que morreu essa semana, interpretando o chefe da máfia Poon Dong…hilário mesmo.

Death_…For The whole World to See

DC387 COVER

 Nunca um nome de album foi tão propício para um album. Realmente, ‘Para todo o mundo ver’ cai bem para essa banda fantástica. O Death, que não é a banda de death metal, tem uma história no mínimo engraçada: formada pelos Hacney, 3 irmãos de Detroit que ouviram mais do que deveriam do som negro e de proto punk que rolava nos Estados Unidos em meados da década de 70, começaram a compor quando o mais velho tinha uns 19 anos apenas. Produziram ótimas canções que misturavam influencias de MC5, Jimi Hendrix e o melhor do soul e do funk americano daquela época.

Hackney Brothers

Hackney Brothers

O problema é que, por uma questão burocrática, o Death não lançou as sete músicas que haviam gravado por uma grande gravadora. O que aconteceu: quando o produtor viu o nome da banda, achou que não seria comercialmente viável lançar uma banda com o nome de ‘Morte’, e por isso impôs que mudassem o nome. Só que os irmãos Hackney não aceitaram, romperam com a gravadora, e deixaram sua demo tape arquivada em um porão sujo por anos. Até que em 2009, essa fita foi encontrada e finalmente pode chegar aos nossos ouvidos.

Contendo clássicos do proto punk, como o mezzo soul/mezzo punk ‘let the world turn’, a stoogestica ‘Freakin Out’ e a linda ‘Politicians in my eyes’ (nunca uma música de protesto foi tão legal e viciante de se ouvir), o Death já se estabeleceu como um dos melhores álbuns desse momento musical americano, e com certeza, já está minha lista de melhores de ano.

Pra terminar, o hit dançante da semana vai para a banda Mando Diao, com ‘Dance With Somebody’. Veja o gordinho do clipe e tente se segurar para não dançar enquanto ouve esse som. A música já rivaliza com ‘Ulysses’, do Franz Ferdinand, como ‘músicas pra dançar loucamente no quarto’ desse ano!