Archive for the ‘Jabá na cara dura’ Category

Preview: Put’z: quadrinhos de péssimo gosto

Ao som de: The Northern_Alexisonfire_Old Crows, Young Cardinals

Bom, deixe-me contar uma história:

Era uma vez…em um tempo esquecido por homens, árvores pedras e pipoqueiros de missa de domingo, dois jovens impetuosos (e que não tinham nada pra fazer) pensaram que seria legal produzir uma história em quadrinhos. Eles caminharam pelos charcos da falta de grana pra impressão, pelo deserto da preguiça de escrever um roteiro ou de desenhar e pelo inferno do descrédito por parte dos pais, que sempre mandavam algo do tipo “vc precisa é estudar e nãoficar fazendo essas historinhas bestas”. Encontraram valorosos guerreiros pelo caminho (os inesquecíveis Catuamen e seu lider Ryunoken e os Lordes do Unmei) e enfrentaram o pior inimigo de todos os tempos: um público otaku sedento por fanzines de mangá.

E eles triunfaram.

Mas o destino de guerreiros valorosos é tombar no campo de batalha. E as responsabilidades acadêmicas, namoradas, trabalhos chatos e tudo o que há de ruim fizeram com que sua glória se perdesse no tempo.

Mas agora, o destino os reuniu para uma nova façanha. Mais do que nunca Márcio, the Marmote Man e Lucas, o Bonachovski se preparam para mais uma desventura missão: o novo, o fantástico, o clichezento revolucionário zine…

Put’z: quadrinhos de péssimo gosto.

Tá, depois dessa baboseira toda, fica ai uma pequena página preview do novo zinezinho, a ser lançado domingo, dia 25.

Sábado, maiores informações e quem sabe até um download…sempre aqui, no velho Bonachos Experience!!!

bom e quando faz mal def

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Porão do Rock 2009_sábado: um breve balanço…

Ao som de: Lunático_Cachorro Grande_Cachorro Grande (2001)

mad_7026

Mais um ano de Porão, mais um ano de cansaço, tênis sujo e ônibus cheio na volta. Mas mesmo assim, continuamos firmes por lá, sacando o que de melhor rolou nas apresentações.

Esse ano, em local diferente e com estrutura modificada, o Porão do Rock ocorreu na Esplanada dos Ministérios e rolou na faixa, de grátis pro populacho. Se alguem estava preocupado com a relação entre entrada gratúita e baixaria e criminalidade, podia ficar descansado: esse porão foi um dos mais tranquilos que eu já tive o prazer de ir. A única notícia que eu vi sobre algum incidente foi a de um maluco breacão que se recusou a entregar uma garrafa de birita para o policial que o abordou. Entre perder seu precioso liquido alcoolico e quebrar a garrafa na cabeça do ‘seu policia’, imagina o que ele escolheu?É, “porcos imundos”, foi o que ele deve ter pensado…

Mas agora, vamos ao que interessa. Chegamos um pouco atrasados, eu e o camarada João Mário, e tivemos alguns entraves relacionados a não poder entrar na área vip com as Stella Artois que haviamos levado na famosa bolsa térmica do Gato Félix…mas isso foi resolvido com um pouco de jogo de cintura cênico da nossa parte (até por que os roadies do Orgânica não podiam deixar a banda sem sua cerveja né???Sim…sagacidade é meu segundo nome, perto de patético…rsrsrsrs).

Deu tempo de ouvir um pouco do “El mato a un policia motorizado”…indie, e chato. Não me empolgou muito não, mas teve gente blasse o suficiente pra se amarrar e muito. E sim, não estava no meu dia mais indie pra me animar com o som da banda argentina. Não foi de todo ruim, quem sabe outra hora.

A próxima banda a subir no Palco foi o o Orgânica, de São Paulo. Mina no vocal, vestindo uma roupinha provocante. Possivelmente um cover blefe de Pitty pra adolescentes que confundem hormonios com depressão, eu pensei. Estava enganado…a banda fez uma boa apresentação, mesmo com problemas técnicos. A vocalista gatinha ( e tbm baiana, tal como sua conterrânea blefe, dona Pitty) consegue empolgar o público, que naquele momento, estava esperando qualquer coisa pra se animar. Enfim, banda com grande apelo comercial, logo estará na MTV e no MP3 das crianças, com suas músicas revoltadinhas…Ponto para o oportunismo da banda: tocaram um cover de Geração Coca-Cola, o que causou uma comoção coletiva por parte da juventude ‘legionária’ do Distritinho Federal (não me inclua nesse grupo, por favor…)

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Próxima:  Cachorro Grande. Pensei em fazer uma piadinha clichê do tipo “é, os caras realmente se tornaram uma das bandas ‘Cachorro Grande’ do cenário musical nacional”, mas como iria me arrepender, desisti dessa besteira. Sejamos francos, diretos e escrotos como o som dos caras: a apresentação do Cachorro Grande foi do caralho. É fantástica a presença fanfarrônica de palco que Beto Bruno imprime em suas apresentações. E o restante da banda não fica devendo, com aquela pegada sessentona que imprime um sorrisão besta na cara de qualquer sujeito na platéia (inclusive, e ainda mais, nos “highers” que nem eu…), Mesmo com problemas técnicos, a banda fez o melhor mais do mesmo que eu já vi em uma apresentação: tocou, xingou a produção, tocou mais, se divertiu, divertiu a platéia e terminou pagando um bundão pro populacho. Tão Rock’n Roll esses meninos…rs.

cachorro_grande051

Aproveitei o momento “pós Cachorro Grande” pra sair um pouco da VIP e ver os amigos que não tiveram a mesma sorte que eu. E me arrependi, minutos depois. Não pelos amigos, claro. Faltou iluminação, pra tentar ver alguem perdido no meio daquele breu. Depois de mais desencontros que encontros, e achados os amigos, assisti a um pouco do ‘Ludov’, mas não consegui me concentrar em duas coisas ao mesmo tempo. Já o Elffus, banda de Brasília, nunca me empolgou mesmo, logo nem dei muita atenção ao barulho que faziam, ainda mais cantando em português agora (seria uma tentativa de chegar aos ouvidos pop dos brasilienses?).

No entanto as duas próximas bandas justificariam toda a terra vermelha na cara e ter que deixar meus dois sanduiches de mortadela bolonha com cheddar na entrada da áera VIP. Um combo com Black Drawing Chalks e Eagles of Death Metal…não é todo dia que temos essa oportunidade.

O Black Drawing Chalks (que a partir de agora chamaremos de BDC, para fins de economia de teclado) fez o que eu já esperava dos caras: uma apresentação fodástica. Os caras que fazem uma mistura de stoner, hard rock e um tanto de punk já mostraram em Brasília que sabem o que estão fazendo no palco, e, ao vivo, os caras soam ainda mais rockers. Tirando o fato da banda ainda ser hiper gente boa (tive a chance de trocar idéia com o baterista e com o guitarrista, dando rolê na vip). Enfim, depois do Wolfmother, em termos rockers, o BDC tem mesmo muito futuro, e to acompanhando com certa alegria bocó de fanzinho feliz cada apresentação ou trabalho novo dos caras (sim, eu tenho mesmo uma camiseta da banda…bocó, eu falei).

black_drawing_chalks_011

Depois de um encontro muito fortúito, mas muito breve (pena…), era a hora da verdade: encarar a apresentação tão alardeada do Eagles of Death Metal. Não me preocupava com a apresentação dos caras em si, já sacava o som hiper fanfarrão de Jesse Hugues e Josh Homme. Mas imaginava toda uma penca de galera que não sabia o que tava acontecendo ali (tal como o Bellrays em 2007, se eu não me engano…puta banda boa, mas sem animação da galera).

Só que Jesse Hugues (infelizmente, sem a presença de Josh Homme, que devia estar tomando uma com Dave Grhol e Joh Paul Jones pra coversar sobre o Them Crooked Vultures) conseguiu algo muito legal de se ver: botou o populacho pra dançar, headbangear, marcar a música com pé…enfim, colocou o povo pra cima mesmo. Mandando músicas conhecidas do primeiro e do segundo album, como “Only Want You”, “Cherry Cola” e a divertida “Wanabee in LA”, o show teve como ponto alto a macarrônica “Boys Bad News”, com direito a coro da galera e eu derrubando a ultima lata de Antarctica do pobre JM, que sofreu com minha empolgação musical.

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Enfim, mesmo desconhecida, a banda conseguiu calar as vaias da galera, que reclamava do atraso da mesmapara entrar em palco, e ainda mostrou que rock combina com cerveja, minas tatuadas, mais cerveja, guitarras bem altas e muita risada. Desculpe-me movimento emotional hardcore…nada de lencinhos umidecidos pra enxugar essas lágrimas ai.

Não sei bem o que aconteceu, mas creio que Mindflow e Dynahead foram limadas do sábado, por que não ouvi nada desse povo. Tocou ainda uma tal de Mugo, que tal como o nome, não fez nada bonito, com uma barulheira chata e ensurdecedora. E eu, que achava que o Porão do Rock havia acabado depois do Eagles of Death Metal, tomei um soco na cara quando o roadie da bateria do Sepultura começou a machucar o pobre bumbo. Me prontifiquei a ouvir na hora: aquilo seria interessante.

E aqui pra nós, Sepultura ainda é Sepultura. Tá, não é a mesma coisa sem os Cavallera, diriam os puristas. Mas hits como Arise, War for Territory, Roots e por ai vai ainda empolgam o povo que responde cantando e se estapeando em slans. Pra quem não é familiarizado com todo o trabalho do Sepultura o show pode parecer um pouco estranho (como sempre é pra mim). Mas isso não é mesmo sinônimo de falta de qualidade. Andreas Kisser ainda é um legítimo Guitar Hero nacional e a voz cavernosa de Derrick Greene ainda me assusta ( e me faz rir quando ele fala em português embromation).

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Pra acabar, Angra: tá, não vou descascar com os caras. Já ouvi muito Angra na minha vida, e por incrível que pareça, lembrei a maior parte da letra do medley de Carry On + Nova Era. E sim, me diverti quando os caras tocaram Angels Cry. Mas como dependente de transporte público, tive que apertar o passo pra pegar o último Gama Leste lotado. E graças aos deuses do Rock, consegui um lugar pra sentar, enquanto ouvia, cada vez mais distante, o Angra e a fantástica Nothing to Say…é, acho que sou um perdido mesmo.

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No fim, um balanço do Porão desse ano, pelo menos do Sábado: a produção, quando não está desviando verbas para fins escusos, tem tato para produzir um festival com ótimas bandas. Shows bem balanceados, bandas muito esperadas, bandas que foram boas surpresas inesperadas. Enfim, continua valendo o esforço de sair de casa e aguentar aquele monte de gente. E esperamos o AC/DC agora…

PS: pros pouquíssimos que devem ter ficado preocupados com meu sanduiche de mortadela bolonha com cheddar, não se preocupem…consegui resgatá-los, intáctos, da mão da gordinha da entrada da área vip.

PS2: Todos os créditos das imagens aos ótimos profissionais que tramparam no sábado, postaram as fotos no site oficial do evento…e não bloqueram a cópia das imagens, por parte dos esquecidos que deixam suas camêras em casa.

Top Chef…ou como se conter para não matar alguem com um zester*.

Ao som de: Frank Sinatra_Cake_Fashion Nugget

topcheflogo copy

Se lhe perguntassem agora qual o local mais perigoso para se trabalhar, qual seria sua resposta?

Uma mina de carvão na Austrália?Uma estação espacial internacional?Um bar de motociclistas?Uma casa de stripper para velhinhas?

Enfim, existem um sem fim de locais muito perigosos para se trabalhar. Mas em minha opinião, com certeza um dos locais mais perigosos para se ganhar a vida é uma cozinha de um restaurante.

O lugar é cheio de objetos perfurocortantes, coisas quentes, coisas muito geladas e egos descomunais de cozinheiros cheios de manias. Agora imagine esse ambiente hostil servindo com espaço para uma disputa entre chefs. Essa é a premissa de “Top Chef”, o melhor (e único) reality show que eu tive o prazer de assistir.

Acompanhei a segunda temporada na Sony, e esse ano, para minha surpresa, vi que estrearia a terceira. Fiquei empolgadaço e não é por nada: é muito bom ver vários malucos e malucas dentro de uma cozinha, concorrendo a 100 mil dólares e uma série de outros prêmios, e quase usando o coração dos outros concorrentes em suas receitas mirabolantes. Mas não só por colocar a maldade humana em evidência que o programa se destaca em meio a tantos outros programas péssimos: a cada episódio, os concorrentes precisam se reinventar para se adequarem aos desafios mais absurdos, tal como cozinhar em uma praia, para surfistas famintos ou criar um restaurante em apenas um dia, pensando não só o menu principal, mas todo o conceito para o cardápio e para a decoração. É criatividade e inventividade sendo colocada a prova a todo momento.

E para avaliar o talento (ou falta de talento) dos competidores, estão no jurí alguns dos mais renomados chefs e especialistas americanos: Tom Colicchio (famoso chef de Nova York) que conduz os participantes durantes as provas, Gail Simmons (crítico culinário da Food & Wine Magazine) e do especialista em vinhos Ted Allen (Queer Eye for the Straight Guy). Sem esquecer do principal elemento do programa: Padma Lakshmi, a super giga blaster gatíssima ex-modelo e produtora de vários livros de culinária.

Tom Colicchio e Padma Lakshmi

Tom Colicchio e Padma Lakshmi

Outro ponto importante são os pratos produzidos. Dude, cada lance mirabolantemente delicioso, pratos preparados com os ingredientes mais variados, dos mais comuns aos mais  insanos (hoje rolou uma prova com proteínas  de todos os buracos do mundo, tipo uma galinha preta,  ouriços, carne de cobra, e um tal de Geoduck, que está me incomondando até agora, pela sua estranheza.

Bom, já fiz propaganda demaia, de graça pro canal da Sony…quem tiver tv a cabo (ou tv a gato) em casa, assita, todas as quartas, as 21:00, com reprise no sábado a tarde.

PS: Pros que ainda estão perguntando, Zester é um aparelho utilizado para extrair raspas da casca de limão, ou laranja, que são utilizadas em variadas receitas. Alguem muito especial me explicou isso uma vez (isso e milhares de outras informações gastronômicas de extrema importância…você sabe descascar um tomate só utilizando água quente? Eu sei…haha!!!)

PS 2: Pooooooooooooooooooorra, sem querer, procurando as imagens para esse post, descobri que vence a disgreta dessa edição que está passando agora no Brasil…xoxotas me mordam…

Padma Lakshimi...essa mina é charmosa até comendo churrasquinho ou torresmo e uma dose de cachaça no boetco copo sujo da esquina.

Padma Lakshimi...essa mina é charmosa até comendo churrasquinho ou torresmo e uma dose de cachaça no boetco copo sujo da esquina.

Lucas Bonachovski, que não é chef de cozinha, mas faz uma ótima carne moída com quiabo e um frango gratinado razoável…

Post Hiper Rápido: Watchmen (na verdade, um jabázinho)

Ao som de:   The times they are a changin’_Bob Dylan_The times they are a changin’ (que está na trilha sonora do filme…esse Zack Snyder é mesmo um maladrão)

Watchmen, o filme...Hã???

Watchmen, o filme...Hã???

Não, não farei aqui nenhuma crítica a adaptação de Watchmen para o cinema. Só adianto que não sou totalmente Alan Moore, pra criticar e odiar o filme. Pelo contrário, gostei muito…mas o Alan tem toda a moral do mundo pra criticar o que fazem com suas criações…(não sabe quem é Alan Moore, clique aqui…e saia da net e vá ler quadrinhos mané).

Também não vou comentar nada por que alguem já o fez com qualidade. O grande amigo e colega blogueiro/fanzineiro/tintureiro/desenheiro e rotereiro/axézeiro (não, isso não)…enfim, o brother Ryunoken.

Clique no logo do Espada do Dragão, abaixo, para ler as impressões desse velho leitor de quadrinhos banguela das colinas do Tennesse…

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Lucas Bonachovski (fazendo um jabá na cara dura…mas o Ryunoken merece)