Archive for the ‘Loucuras, devaneios e coisas afins’ Category

De volta aos trabalhos…de novo.

Ao som de: Mister Niterói_Black Alien_O ano do Macaco (2004)

estagiario066

Tremei, ó infiel…ele retornou…diretamente do mundo dos sem net, Lucas Bonachovski, o incansavelmente sonolento, está de volta.

Desculpe todos os três leitores (principalmente minha amiga Elisa Beth, que tanto puxou minha orelha nesses dias). A Lei de Murphy trabalhou de maneira intensa esse ultimo mês: término de bimestre na escola, com direito a produção e correção de provas e a famigerada reunião de pais mais a ‘ajuda’ da GVT, que esqueceu de me mandar um modem novo, depois que mudamos de plano levaram a esse período de inanição do blog.

Mas agora..ah, agora estamos com 10 mega de velocidade de hiper espaço…ou ié beibe.

No mais, muitas coisas loucas aconteceram nesse meio tempo em que estive sumido: amigos que viraram tios e eu não fiquei sabendo; casais se separaram, casais se juntaram…e alguns casais separaram-se de novo…pesssoas distantes se aproximaram e pessoas muito próximas aos poucos se distanciam…(suspiro)

Enfim, de volta, de preto…com poucas novidades, muitas inspirações e vontade de falar besteira…como sempre.

Meu dia do Orgulho Nerd_parte 01

Ao som de: Free from Desire_Black Drawing Chalks_Big Deal_2008

 

Até Megan Fox, considerada acelebridade mais sexy do ultimo ano, se amarra em Star Wars...Nerd Pride, ou ié!!!!

Até Megan Fox, considerada acelebridade mais sexy do ultimo ano, se amarra em Star Wars...Nerd Pride, ou ié!!!!

Possivelmente alguns não acreditem, mas no dia 25 de Maio, comemora-se pelo mundo afora, o dia do Orgulho Nerd.A data foi escolhida por ter sido o dia da estréia do primeiro Star Wars. É incrível a capacidade da humanidade em inventar datas comemorativas estranhas (sim, ainda temos o dia do Orgulho Zumbi, comemorado no dia quatro de fevereiro, em homenagem ao nascimento de George Romero). Visto essa data tãããão importante, e aproveitando que ainda tinha uma sobrinha do meu salário, resolvi me dar um presente especial: o meu próprio dia do Orgulho Nerd.

O plano começou quando tive que, de qualquer forma, ir ao Pátio Brasil pagar minhas contas de cartão de crédito (esses sanguessugas do capital arranjam várias formas para arrancar meu pobre dinheirinho). É engraçado is r a esse shopping, pois toda as vezes que chego na entrada, imagino que algum ouvinte exagerado de emotional hardcore vai cair lá de cima (quem mora em Brasília, sabe do que estou falando). Sem conseguir respirar normalmente, devido a uma crise de rinite alérgica (ainda não sei qual a relevância dessa informação, mas minha escrita espontânea é assim mesmo) resolvi que era hora de eu fazer algo que não fazia a um tempão. Fui então assistir a uma sessão dupla de cinema: um Star Trek, seguido de X-Men Origins: Wolverine. Como não poderia faltar, comprei uma HQ que estava namorando há um mês, mais ou menos: a fodônica “O manicômio do Coringa”, uma compilação de histórias de terror e suspense contadas pelo próprio palhaço do crime.

Por fim, mais não por isso menos importante, comprei o livro que , até agora, tem resumido minha vida social, audiovisual, amorosa e gastronômica. Há anos queria encontrar o Alta Fidelidade, de Nick Hornby. Advinha o que encontrei?Ta dá…

Pra não escrever um post gigante sobre todas essas coisas, vou dividi-lo em algumas partes e postarei no decorrer dessa semana estranha.

Até daqui a um pouco…

Back to the works…

Ao som de: I will Survive_Cake_Fashion Nugget

 Dilbert%202

De volta, de Preto…ou ié. Depois de quase um mês longe do meu passatempo sério mais divertido, estava com crise de abstinência devido a falta de escrever besteiras.

Depois de algumas gripes (sério, ainda estou gripado, faz um mês…seria gripe suína?), muita correria no trampo (ser professor é PERECER no paraíso) e outras milhares de tarefas se acumulando em minha caixa de tarefas que eu um dia terminarei, aqui estamos, de volta, com computador novo (agora posso escrever enquanto estou na cama, debaixo de edredon, beeeem quentinho) e várias idéias na cabeça.

Pra começar, os principais acontecimentos do mês de maio que merecem ser citados: Heaven and Hell em Brasília; Star Trek e X-Men Origins: Wolverine; dia do Orgulho Nerd (sério, não imaginava que isso existia…me divirto com esse mundo Nerd); paguei minhas contas todas (isso é mesmo histórico)…e outras coisas que me lembrarei aos poucos.

Bom, é um prazer estar de volta…e aos nossos dez leitores cativos, não se desesperem, estamos aqui, de volta

 

Lucas Bonachovski, com saudade de toda essa besteirada

Eu, Tony Stark e aquele maldito telefonema…

Ao som de: Pode me Chamar_carnaval no Inferno (2008)_Eddie

Quem nunca passou por uma situação parecida, atire a primeira pedra…ou, envie um primeiro coment. Eis ai, as crônicas de uma desventura ao telefone…

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É, essa está sendo uma noite daquelas.

Olhando agora até acho graça de certas coisas. Como o caderno com o Iron Man na capa, desenho clássico, da década de 70. No início, seria apenas um caderno para guardar receitas fáceis, dessas que vem no verso das embalagens de lasanha pronta, de microondas. Mas agora, o Homem de Ferro tem sido meu companheiro de solidão nessas noites estranhas, quando escrevo essas histórias sobre minha vida. Posso até visualizar o próprio Tony Stark (imortalizado, pelo menos pra mim, na figura de Robert Downey Jr.), sentado em frente ao computador, me falando em tom reprovador:

– Você não deveria ter ligado pra ela.

Bom Tony, infelizmente agora é tarde demais.

Até pouco tempo atrás, tentava utilizar o argumento de que “ninguém é capaz de entender as mulheres”, para justificar meus erros em relação a minha história com ela. Ficava mais fácil de me isentar de qualquer culpa em relação as minhas faltas enquanto estávamos juntos.

No entanto, admito que foi breve esse período. É difícil sustentar uma mentira por muito tempo, principalmente para si mesmo.

E é ainda mais difícil achar uma lógica no modo como agi nos últimos seis fatídicos meses.

Medo de me relacionar?Possivelmente sim. Preso as experiências do passado, me vejo condenado a uma eterna espiral de erros e sofrimento em relação a uma possível vida a dois. Um tanto dramático, enquanto argumento, mas talvez haja ai certo tom de verdade.

Ou talvez fosse apenas o medo de perder a liberdade que a vida de solteiro nos proporciona. Não, devo repensar esse argumento. Não dá pra tentar continuar seguindo em frente com uma mentira, de novo. Nunca fui um grande bom vivant, adepto dos grandes prazeres da solteirice. Sempre fui o cara que se despedia antes de todos e voltava pra casa mais cedo, com a sensação de ser uma engrenagem que não se encaixava no relógio, mas que o dono ficou com pena de jogar fora, por algum motivo desconhecido.

Chego a pensar que, ao contrário do que se pensa, sou um grande carola, besta mesmo, daqueles que acredita em um amor romântico, desses de ficar em casa sábado a noite, tomando sorvete, assistindo a um filme qualquer na TV ou ouvindo músicas juntos, até o beijo de boa noite.

Posso ficar aqui a noite inteira, mas ainda não conseguirei justificar o por que de ter ligado pra ela. Pode ser que eu goste mesmo de me torturar. Infelizmente, ainda acho que a conheço a tempo suficiente pra imaginar o que ela pode estar fazendo. Bebendo com amigos, após uma noite cansativa de aula, em algum bar underground de uma cidade distante. Pessoas divertidas vêm e vão, cabelo novo, alguém aparece, faz uma piada. E nessa hora nossas cabeças já explodiram, ao perceber que a dedicação exclusiva acabou faz tempo, e que todos estão abertos a novas possibilidades, menos eu, e talvez o Tarcísio Meira e a Glória Menezes. Mesmo assim, ainda acredito que esse casal 20 da TV tenha uma vida mais animada que a minha, nesse sábado à noite.

Enfim, a neuroquímica do cérebro de um apaixonado até pode explicar uma atitude idiota como essa. Mas pensando bem, meus neuroreceptores pedindo pela endorfina produzida pela sensação boa de pensar nela não me fazem sentir melhor por causa do uso inadvertido do telefone.

Sábado, madrugada, teclo os números de seu telefone.

– Alô. (barulho de bar; sensação de estar no palco e esquecer todos os diálogos)

– Oi, como vão as coisas? Estava aqui, sonhando com você. (mentira, o primeiro sinal de desespero).

– Sério? Cortou mesmo o cabelo, na altura da nuca? (ei, eu dei essa sugestão a um tempo atrás. Ele deve estar mesmo linda)

– Desculpe, não devia estar te ligando essa hora. Estou te atrapalhando né? (auto-indulgência visando atenção… que patético).

– Então tá, depois nos falamos então. Como assim? Você tem mesmo que desligar? Então ta. (desligo o telefone; sensação de ver seu time perdendo na final do campeonato após fazer uma ótima campanha no decorrer do ano inteiro).

Teclando os números novamente.

– Oi. Sou eu de novo. Tenho pensado em você constantemente e queria muito que você estivesse aqui agora (pronto, o avião carregando sua auto-estima e amor próprio acaba de perder duas turbinas e está em plena queda livre).

– Você faz falta, mas devo compreender que essa foi sua escolha (sou um personagem loser do Ben Stiller em alguma comédia romântica chata).

– Como assim?Tudo bem, fui que terminei três vezes enquanto você queria que ficássemos juntos, eu admito. Mas só liguei pra dizer que estou com saudades, não quero brigar.

– O que? Você bebeu e não quer se chatear agora? Então vai, vá se divertir então.

Então ela desliga o telefone enquanto ainda estou falando. Mesmo sozinho no quarto, fico com aquela sensação de embaraço, de quando se sonha que estamos apenas de roupa de baixo na escola.

Logo após fechar o famigerado caderno, olho de novo em direção a escrivaninha. Ele ainda continua lá, impassível, após o sétimo ou oitavo copo de uísque. Toma mais um gole e como quem se prepara pra atirar em algo, diz:

– Eu bem que avisei, bem que avisei.

É, mas agora já e tarde demais Tony.

Lucas Bonachovski, com crise de megalomania, achando que seria um bom cronista como O Luís Fernando Veríssimo…

 

Apagões

Escutando “Debaser”_ Pixies_Doolittle

Estava eu em minha pré-folga semanal da escola (engraçado como as coisas estranhas da minha vida só acontecem nessa bendita pré-folga de quarta feira), assistindo a “Como enlouquecer seu chefe” na TV, as cinco da tarde. Geralmente não me dou a esse luxo, mas estava esperando algo mais nobre: terminar de baixar a discografia completa do Pixies.

O filme muito divertido, a tensão por esperar a barrinha do download ficar toda cheia, a expectativa de preparar um suco de goiaba com laranja e comer algumas bolachas água e sal com margarina. Tudo junto, um mix de emoções fortíssimas (ta, nem tanto). Do nada, um apagão geral de energia (o qual eu saberia posteriormente, acometeu todo o Distrito Federal e entorno). Tinha que ser bem no final do filme, se lamenta o projeto de cinéfilo. Foi quando me toquei que estava não só sem TV a cabo, mas tbm não via mais meu profile de Orkut piscando hipnoticamente na tela do computador. Também não via mais minha barrinha de download, muito menos a lâmpada acima da minha cabeça. Banho quente e suco batido no liquidificador, nem pensar.

Foi quando percebi, depois de todos esses anos, que eu sofro de síndrome de falta de energia elétrica.

Ah tá, já vi o Luis Fernando Veríssimo escrever isso, ou outro ótimo cronista, muito melhor que você, seu grande blefe. Mas você já parou prá perceber o quanto é terrível estarmos tão subjugados a ditadura infame dos eletro-eletrônicos. Eu não, dirá o leitor atento. Eu desligo minha TV e leio, como a propaganda da MTV mandou. Mas onde vimos a maldita propaganda mesmo. Falando nisso, quantos recados você tem hoje, quantos e-mails você leu. Chegou em casa, comida fria.Onde você a esquentou: fogão ou microondas?Seja sincero.

A anos ouço o mantra do uso consciente da energia elétrica. Mas fazer o que, sou um desvirtuado, sou um caçador/coletor domesticado, que quando sente fome, liga para o primeiro folder de tele-entrega que encontrar perdido pela sala. Desculpe Tyler Durden, ainda não sou um evoluído, ainda estou preso, ainda preciso ser libertado das amarras as quais eu me prendi.

No entanto, não me julguem tão apressadamente. Ainda existe um resquício de humanidade nessa casca quase eletrônica que me tornei. Descobri isso minutos depois do apagão. Minha avozinha, que não perde todas as novelas que passam entre seis e dez da noite, sem ter como assistir a Malhação nossa de cada dia, foi a cozinha,e ao começar a lavar as louças (tarefa inglória, que para ela funciona como terapia, além de cozinhar), me falou com aquele arzinho cheio de ternura só dela:

– Como pode. Na minha época, na roça, quando acabava a energia é que ficávamos felizes. Dava pra ouvir o barulho do silencio.

Nesse momento, o menino da tribo sentou em volta de sua fogueira imaginária e ficou ouvindo a velha xamã contar histórias de tempos passados, de heróis, de amores passados. Ouviu as queixas de alguém que já passou por vários apagões, não só de energia, mas apagões de vida. E o menino se deixou levar pela voz quase mística.

Até a luz falsa, a enganadora, a que ajuda a mão do explorador fazendo o trabalhador labutar até altas horas…retornou.

O jovem (agora não tão jovem, sentindo o peso de uma manhã de aulas intensas) se levanta, volta ao quarto, liga o computador e volta a sua rotina. Mas algo ficou, do momento mágico no escuro. Agora me esforço pra ouvir o barulho do silencio. Ou o barulho ensurdecedor do caos na minha cabeça. A caixinha de imagens, a grande rede, tudo faz com eu deixe tudo guardado em uma caixa escura. Mas o ritual funcionou. Algo veio a tona, algo novo, que, depois de anos sendo apenas uma mentira contada pra se tornar verdade, se transforma em algo concreto. Posso lutar contra eu mesmo, e os subterfúgios que criei pra me defender da minha própria mente, que quer pensar, que quer criar, que quer se divertir. Que merece um ar renovado, depois de um dia cansativo. Que não quer ser enganada pelo “velho azul marinho” ou pelo “homem do baú”. Eagles fly free, já dizia um velho heavy metal. Agora, acho que posso fazer isso também, mesmo depois de tanto tempo.

Mas, que ao menos eu possa me permitir ligar o computador de vez em quando, pra ouvir minha dose diária de “Deabaser” do Pixies, e me deixar levar um pouco pela inebriante enganação. Por que ninguém é totalmente de ferro.

O primeirão, ou “Que merda é essa de Bonachovski Brothers Experience?”.

Quanta emoção. Dizem que o primeiro post a gente nunca esquece. Esse aqui, nem se fala.Depois de meses pensando em colocar em prática uma idéia arquivada a muito tempo, resolvemos bater a poeira dos jalecos, tirar as calculadoras das gavetas, compramos uma vodka de qualidade e, eita nós, aqui estamos.

Mas o que mesmo significa essa parada toda.Vamos lá então. O Bonachovski Brother Experience é uma junção do melhor que duas pessoas podem ter: falta do que fazer, mente criativa pra coisas inúteis (não espere um blog que vai salvar sua vida…para isso leia auto-ajuda ou ligue para o CVV) e uma vontade insana de mostrar pra todo mundo que…(pausa dramática)…, pensando bem, não temos muito o que mostrar pro mundo. No final das contas, se alguem pagar uma cerveja por ter dado alguma risada ou se informado com isso aqui, nos aceitamos.

Hã…como pegou hiper mal dizer que só estamos aqui pra tentar ganhar uma cerveja, vou tentar melhorar nossa imagem. Sendo cientistas russos que chegaram ao Brasil fugindo da Guerra Fria, estamos aqui em busca de terminar um experimento para alcançar a resposta crucial da pergunta que sempre afligiu a humanidade: por que um bêbado fica tão chato no ápice da bebedeira?

Para isso, nos lançamos a campo para conhecer os melhores ( e os piores lugares) de Brasília para um sujeto se alcoolizar. E, tal como um Vigotisky fazendo seus experimentos xaropes com os macacos e as bananas, vamos descobrir o que faz o bêbado tão bêbado. Se conseguirmos não chegar ao estado de nossos objetos de estudo, podemos considerar que tivemos sorte nessa missão.

Nesse meio tempo, vamos discutir sobre outros assuntos de grande relevância para a ciência micro-molecular e a filosofia do átomo intrinseca a idéia do elétron sócioreligioso: ou seja, falaremos sobre filmes, música, futebol mulher e rock’n roll, como diria a infame música do Dr. Sin. Ah, e quadrinhos, muitos quadrinhos. Tanto que teremos surpresas logo, logo, caríssimo leitor que caiu acidentalmente aqui, pensando que iria encontrar algum tipo de pornografia russa. Coisa feia.

Bom, é isso. Ainda acha estranho um blog com nome tão feio assim? Então vá ao flordocamporosaeamarelarepresentameuamorpovc.com e seja feliz. Ou fique por aqui, e veja onde essa experiencia vai dar.