Archive for the ‘Quadradinhos…’ Category

Marvel, DC e suas novas animações: novo campo de batalha

Ao som de: Lunasa_Karen Elson_The Ghost Who Walks (2010)

Marvel e DC a tempos estão se degladiando para arrebatar o bolso coração dessa raça mais ou menos que é o bom nerd quadrinheiro.

Novas sagas (geralmente de gosto e qualidade duvidosas), no cinema e agora, nas novas séries animadas que estreiam (ou continuam) nesse ano.

Então, sem mais delongas, analisando The Avengers e Young Justice, as duas novas animações para TV da Casa das Ideias e da Distinta Concorrente Continue lendo

Listas, listas, listas_2009_parte 1

"Top 5das cinco pessoas que devo matar por vingança pela tentativa de assassinato contra minha pessoa, usando uma espada Hatori Hanzo"

Bom, o que seria de um blog no final do ano, sem listas das mais variadas?

Seja dos melhores clipes, bandas, seriados…até das melhores cervejas, vinhos, doces de abóbora feitos artesanalmente, pra todo lado pululam listas e mais listas.

Nesse sentido, o Bonachovski Brothers Experience não ficou pra trás. A partir desse Natal (que não é mais uma festa pagã, infelizmente…queria ver umas virgens dançando nuas em volta de fogueiras, pra variar um pouquinho…) vamos listar o que foi considerado o melhor e o pior desses ultimos dez anos do século 21.

Dez anos não é pouco tempo. Depois de ameaças das mais variadas, do fim do mundo ao bug do milênio, podemos dizer que sobrevivemos. Não muito bem claro, ainda temos o Didi aos domingos, sinal de que o mundo ainda precisa achar um rumo.

Então, antes que 2012 chegue, ai vão, as listas para vo6, três leitores se divertirem(os outros três estão agora de férias, em lugares paradisíacos e não tem o mínimo interesse em ficar discutindo listas…).

Bora então…

Os 10 melhores álbuns internacionais da década, por Braseiro.

Eis ai, o meliante…

Bom, conhecendo meu bom e velho amigo Leonardo “The Brasas Man Vibration” Braseiro e todo seu conhecimento, não dava pra esperar uma lista diferente. Levando em consideração os mais importantes aspectos para escolher os albuns (inovação, referências, propostas musicais) Brasas  mandou dez albuns que já estão no rol dos clássicos dessa década.

Então, sem mais delongas…eis suas escolhas. Agora, cabe a você julgar…(caramba, isso foi intenso…”cabe a vc julgar”…poderoso mesmo…)

10-Heartbreaker-Ryan Adams


Não é pela onda retro country-folk que anda em voga,não é porque ele fez parte do Whiskeytown e não é porque “Come pick me up” é a canção mais arrasa-quarteirão da década.Heartbreaker possui aquela honestidade e pureza que só se encontrava nos discos de Nick Drake e Gram Parsons.Em pleno ano 2000 um álbum soar tão country-folk e ao mesmo tempo tão atual é coisa realmente pra se notar.Quando a cozinheira quer cozinhar em panela de barro é uma coisa;quando ela faz um arroz com pequi maravilhosamente bem nela aí já é outra história completamente diferente.

09-Franz Ferdinand-Franz Ferdinand


Como dizia Jorge Ben:”Senta,…dança…tem que dançar dançando!…Dançando!”.O rock nestas últimas décadas se tornou um ritmo que se apreciava mais com a cabeça do que com os músculos.Bandas dançantes a partir de então se tornaram vulgares,primitivas e obsoletas.Vide o Radiohead,Strokes e Oasis só por via de  comparação.O Rithm and Blues de Brineys,Beyonces e quejandos ditava a onda das pistas.E eis que surge de repente um bando de escoceses loucos que emulavam The Fall e The Jam com uma pegada que inerentemente vai te fazer remexer os quadris.Quem aew nunca remexeu ao som de “Take me out” que atire a primeira pedra.

08-Return to Cookie Mountain-TV on the Radio


Se eu tivesse que escolher um álbum pra representar a década 00 esse álbum seria Return to Cookie Moutain.Denso,movimentado,brutal e vazio.Exatamente como nossa última década.Barulho e silencio se misturam como nunca aqui.Rock e soul,eletrônico e elétrico,Jesus and Mary Chain e Smokey Robinson.”É o fim do mundo como nós o conhecemos…e eu me sinto bem.”

07-In Rainbows-Radioead


Patenteia isso:O Radiohead é a maior banda do mundo,ponto.Tanto por questões musicais e artísticas quanto também criativas e tecnológicas.Lançar um álbum com a possibilidade de pagar o quanto voce quiser pra poder baixa-lo é mesmo uma tacada de gênio.Fora toda essa conversa os caras ainda me lançam um discaço soberbo cheio de melodias quebradas,novos timbres e novas possiblidades.Sacanagem né?

06-Sounds of Silver-LCD Soundsystem


Um disco bruto,mas extremamente dócil.Underground,porém singelamente pop.De batidas duras e secas,em contrapartida facilmente dançante.Em certos momentos você acha que está em alguma discoteca em 1984 mas então percebe também que soar retro é só parte do jogo.É um paradoxo musical cheio de nuances dançantes e pasmem…belas.”New York i love you but you freak me out”

05-Rated R-Queens of Stone Age


De tempos em tempos o rock é dado como morto ou esvaziado.E de tempos em tempos aparece alguém pra faze-lo ressurgir das cinzas como uma fênix enfurecida.Rated R é a fênix dos anos 00.Josh Homme que depois do influente e lendário Kyuss, andava meio sumido nos mostra, nesse segundo álbum toda sua potência para compor riffs turbinados,letras escatológicas e um peso absurdamente acachapante.Tá aí “Fell good hit of the summer”,”Monster in parasol” e “The lost art of  keeping secret” que não me deixam mentir.Disseram na época que eles seriam o novo Nirvana.Cobain pode se remexer no túmulo pois eles são melhores,bem melhores.

04-Modern Times-Bob Dylan


O rock sempre foi um gênero musical relacionado com a juventude,sua rebeldia latente e espontaneidade de viver.Robert Zimmerman tinha 65 anos quando lançou Modern Times.Sim amigos o rock também tem seus momentos de arte pura.Como bem definiu o jornalista paulista Marcelo Costa “Modern Times” é “um disco que não é para a molecada dançar na balada urrando as letras… …. muito menos para ser ouvido enquanto se passa manteiga no pão no café da manhã. Dylan precisa de mais atenção. “Modern Times” é um disco de temática quase antagônica, falando sobre sexo e morte. E também sobre amor. E também sobre um mundo que está se desintegrando na frente dos nossos olhos. Ou será tudo a mesma coisa? É um disco para se ouvir em um bar acompanhado de luzes que se misturam com a fumaça de cigarro num balé melancólico. Seu autor ousa relembrar que mesmo tendo vivido mais de seis décadas de vida, o mundo continua um lugar imperfeito, solitário e vazio. Mas o próprio, em entrevista ao jornal USA Today, atesta que não há nada de nostálgico no álbum. Nostalgia, quem diria, é objeto de culto muito mais juvenil.” Um minuto de silêncio!

03-Funeral-Arcade Fire


Uma obra prima.Como uma tela de Picasso ou um filme de Bergman.Tem a morte como tema predominante e o amor como fuga inescapável.Com a utilização de instrumentos nada convencionais ao universo pop como xilofone,acordeon e violinos o Arcade Fire tira beleza da melancolia em forma de músicas tão doces e tristes que em alguns momentos chegamos a aceitar que a vida é sim dura,triste e curta,mas curta demais.”Crown of Love” e “Rebellion(lies)” estão entre as músicas mais devastadoramente belas da história da música pop.

02-Is this it-The Strokes


Sim eles são playboys endinheirados.Sim suas roupas são meticulosamente desajustadas e seus cabelos milimetricamente desarrumados.Sim suas músicas são releituras conteporanêas de Velvet Underground,Television e MC5.Mas porra,é um som bom pracaralho.Inspirado,bem executado e de letras acimas da média.É verdade quase tudo o que dizem sobre“Is this it” e os Strokes inclusive que lançaram um dos melhores discos da década.Difícil de explicar mano.

01-Yankee Hotel Foxtrot-Wilco


“Você precisa  aprender a morrer se quiser continuar vivo”.Em minha modesta visão se trata de uma obra conceitual onde os finais de uma música se definham no começo da canção seguinte;mas sem uma idéia ou conceito fixo que amarre conceitualmente o albúm inteiro.Mas detalhes a parte, o que chama a atenção em “Yankee Hotel Foxtrot” é a simbiose perfeita entre melodias agridoces folk-country-pop e uma incômoda experimentação eletrônica que permeiam todas as músicas, transformando a audição do álbum num enorme  mosaico musical em que se misturam emoções,timbres,medos,solos,tristezas,ruídos e corações partidos.É a sensação plena confirmada pelo presente atual e pela década que passou; de que por mais que a tecnologia e a técnica estejam mais avançadas do que nunca, nossas emoções ainda continuam baratas,mesquinhas e individualistas como sempre.”I’ve got reservations/About so many things/But not about you”.

Comentários hiper rápidos sobre diversões passageiras…

Ao som de: Botafogo X Palmeiras, na CBN, quase passando mal do coração, torcendo pra não caírmos…

Minha inspiração para esse post

Depois de ouvir um comentário do lendário Vilson, sobre eu escrever demais, resolvi escrever um post muito breve sobre vários assuntos aleatórios dessa semana. Então, sem mais delongas, vamos lá:

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Pouca coisa se salva de interessante nesse filme do Harry Potter. A Emma Watson é uma delas, mas nem é tanta coisa assim...

Chato. O filme todo serve como uma desnecessária introdução para os dois (!) últimos filmes (uma manobra safadinha dos produtores para ganhar mais dinheiro com os fãs do Bruxo); lento, sem graça. Mas a Emma Watson tá ficando cada dia mais bonitinha como Hermione; o climão sombrio dos ultimos filmes, tem deixado essa história mais interessante,mas mesmo assim, não me pilhou pra ler os livros. Vejamos os próximos.

Transformers 2: Revenge of The Fallen.

Tá, você queria MESMO ver os robozões gigantes, tendo a Megan Fox como principal atração desse novo filme?

O filme mais power action de 2009, sem sombra de dúvidas. Explosão, explosão, explosão, piadinha boba, explosão, porrada, porrada, piadinha, um pouco de roteiro, explosão, explosão, explosão, Optimus Prime falando pra todos os robozões do mundo. O filme inteiro é isso; mas é divertido, nada que vai mudar o mundo, mas divertido. (ah, e tem a Megan Fox, vestida em roupas de coura, shortinhos, decotes e correndo em câmera lenta…)

Wolverine vs. Hulk_Marvel Milenium

Tá mandei um Spoiler...me processe agora...

Cara, se vc achava que o Wolverine não podia ser quebrado ao meio, repense. Damon Lindelof coloca polêmica e humor, nessa já clássica releitura do encontro do Carcaju com o Verdão (não, não é o Palmeiras). Os roteiros desses caras do “Lost” são no mínimo, inovadores. Vale a pena, ainda mais pelo ótimo traço de Leinil Francis Yu. Vale a pena gastar dinheiro nessa série, em três edições.

Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino.

Quentin fucking Tarantino e os malucos dos Bastardos Inglórios.

Clássico, clássico desde já. Tarantino criou uma nova obra prima tarantinesca ao mostrar a sua versão da vingança dos Judeus contra os Nazistas. Diálogos tensos, muita cinefilia, muita violência, mas nunca gratuíta. Sem outras palavras: um clássico. (pensando bem, acho que esse aqui merece um texto mais completo…breve)

Ufa, acho que é isso. Descobri que é foda deixar de ser verborrágico.

Lucas Bonachovski…sucinto…só…

Put’z, edição especial Matanza…ou, a triste história do fanzine que nunca existiu

Ao som de: Árvore do Reggae_Reggae a Vida com Amor_Ponto de Equilíbrio (bom Jah, a voz desse vocalista é horrível, mas o instrumental desses caras é mesmo bom…)

Era uma vez…

Era uma vez um show de uma puta banda fodaça, que aconteceria em Brasília em um fim de semana qualquer desses…dois jovens, que são muito fãs da banda, pensaram que seria legal fazer um zine homenageando essa banda, já que eles produzindo um zine de quadrinhos mesmo…

Foi assim que surgiu o  primeiro”Put’z: quadrinhos de péssimo gosto”…fazendo uma homenagem a uma das mais fodaças bandas brasileiras contemporânea, os motherfuckers do MATANZA.

Eis ai nosso menininho:

Só houve um “pequeno” probleminha: A PORRA DO SHOW NÃO ROLOU. Possivelmente por questões referentes a organização do evento, o show foi cancelado um dia antes de acontecer, deixando apenas a frustração e a quase morte por excesso de alcool de Vilson, que bebeu quase uma garrafa de Jack Daniels (que estava reservada para o show já…).

Enfim, falando um pouco desse pequeno serelepe, o Put’z é o mais novo empreendimento quadrinístico da dupla de sucesso Márcio “The Marmote man” e de Lucas, o Bonachovski. Você já deve nos conhecer de um dia de um passado esquecido, quando produzíamos um eterno “UNânime”, zine que nos rendeu ao menos uma coleção de Samurai X completa, e que infelizmente morreu na quinta edição por falta de tempo e das dificuldades da vida adulta que se aproximavam de forma implacável. Anos depois, estamos aqui de novo.

O Put’z não é uma publicação regular, dados os prazos bem apertados em que nos vivemos nos envolvendo, mas sempre que pudermos, lançaremos uma ediçãozinha especial aqui, para vo6, meus fiéis 5 leitores (pai, você não conta…pais devem apoiar os filhos de qualquer forma…mas mesmo assim, valeu…)

No mais, espero que se divirtam e apreciem essa pérola da nona arte…ainda mais homenageando essa banda tão foda…

Valeu, eis ai o link para download…

http://rapidshare.com/files/310239527/Put_z_edi____o_especial_Matanza.rar

 

Lucas Bonachovski…danadinho, com vários planos engrenados para esse ano e o próximo…

Preview: Put’z: quadrinhos de péssimo gosto

Ao som de: The Northern_Alexisonfire_Old Crows, Young Cardinals

Bom, deixe-me contar uma história:

Era uma vez…em um tempo esquecido por homens, árvores pedras e pipoqueiros de missa de domingo, dois jovens impetuosos (e que não tinham nada pra fazer) pensaram que seria legal produzir uma história em quadrinhos. Eles caminharam pelos charcos da falta de grana pra impressão, pelo deserto da preguiça de escrever um roteiro ou de desenhar e pelo inferno do descrédito por parte dos pais, que sempre mandavam algo do tipo “vc precisa é estudar e nãoficar fazendo essas historinhas bestas”. Encontraram valorosos guerreiros pelo caminho (os inesquecíveis Catuamen e seu lider Ryunoken e os Lordes do Unmei) e enfrentaram o pior inimigo de todos os tempos: um público otaku sedento por fanzines de mangá.

E eles triunfaram.

Mas o destino de guerreiros valorosos é tombar no campo de batalha. E as responsabilidades acadêmicas, namoradas, trabalhos chatos e tudo o que há de ruim fizeram com que sua glória se perdesse no tempo.

Mas agora, o destino os reuniu para uma nova façanha. Mais do que nunca Márcio, the Marmote Man e Lucas, o Bonachovski se preparam para mais uma desventura missão: o novo, o fantástico, o clichezento revolucionário zine…

Put’z: quadrinhos de péssimo gosto.

Tá, depois dessa baboseira toda, fica ai uma pequena página preview do novo zinezinho, a ser lançado domingo, dia 25.

Sábado, maiores informações e quem sabe até um download…sempre aqui, no velho Bonachos Experience!!!

bom e quando faz mal def

A primeira vez é inesquecível…

Ao som de: sem som algum nesse momento…estou escrevendo no automático, depois de uma conversa horrível pelo telefone…

Dói muito, é desconfortável, mas no fim você sai todo satisfeito…pensou que eu estava falando sobre sexo né, seu mente poluida…que nada manés…eis ai, minha primeira tatuagem!!!

Algumas coisas que você deve saber sobre tatuagem:

1 – Dói

2 – Quando vc achar que a dor está acabando, não se preocupa, irá doer mais ainda.

3 – Quando o tatuador disser “tá quase acabando”, é mentira…

4 – Apesar de tudo isso, é algo tão fantástico que, mesmo um pouco doloroso, vc já pensa em fazer outra, e outra, e outras…

Então, eis ai, minha primeira tatuagem:

DSC01576

Pra quem ainda não sacou, trata-se da Mulher Maravilha, no traço de Darwin Cooke, desenhista do DC: A Nova Fronteira. Esse desenho tem um valor todo especial pra mim: primeiro, foi o da primeira tatuagem; segundo, putz, é uma homenagem óbvia a algo que, nas palavras de uma amiga, é algo que me define em vários aspectos; e por fim, mas não menos importante, foi uma homenagem a um conjunto de mulheres importantes na minha vida, mulheres que sempre batalharam muito, sem perder seus charmes, beleza, ternura…

Creio que seja isso…espero que, brevemente, possa postar minha próxima tatuagem por aqui…

Bomb News: a volta do UNânime???

Ao som de: Superstition_Steve Wonder_Motown 50 anos (2009)

Será mesmo? O segundo fanzine mais fanfa de Gama City (depois do Catuamangá) pode voltar???Teremos novas aventuras dos sagazes xique xique boys ou dos fuleiros Capitão Doidão e SuperTição???

Bom, ainda é cedo pra dizer. Mas podemos adiantar que a dupla menos talentosa do mundo dos quadrinhos está de volta a ativa. Depois de muita insistência da ambas as partes, Márcio, The Marmote Man, Rocha e Lucas, Atomic  Bonachovski, de Oliveira (tbm conhecido por “eu mesmo” ) resolveram botar a cachola pra funcionar.

Logo, teremos algumas tiras curtinhas aqui no Bonachovski Brother Experience. Mas nada de fanzine, pelo menos por enquanto.

Fica ai o preview de uma das tiras: Aderbal Almeida: Detetive, Maloqueiro, Sofredor.

Tá, a imagem ficou pequena...mas logo teremos mais novidades, ok dude???

Tá, a imagem ficou pequena...mas logo teremos mais novidades, ok dude???

Mas qual será o intúito desse retorno? Simples prazer de trabalhar com quadrinhos? Ou seria uma conclamação aos fanzineiros do Gama, Sítio de Gama e afins pra voltar a trabalhar com zines…Fanzineiros das Antigas: Uni-vos???

rsrsrsrsrs…é isso então!!!

Lucas Bonachovski, animadão com as histórias novas saindo de sua cabeça lesionada…

Bomb News: Putz, a Disney comprou a Marvel!!!

Ao som de: Aline Calixto_Faz o Seguinte_Aline Calixto (2009)

Pobre Capitão América...ficou desconsolado com essa notícia.

Pobre Capitão América...ficou desconsolado com essa notícia.

É meu povo, é mesmo o fim dos tempos. A temperatura do mundo subindo, o Vilson tem uma namorada e agora, pra acabar de lascar com tudo, a Disney, o maior empreendimento do mundo do entretenimento fofinho comprou a sagrada Marvel Comics, berço das principais lendas da nossa infãncia.

O que está acontecendo com esse mundo, meu deus? Será que teremos um encontro entre Tarzan e Ka-Zar? Ou agora teremos na House of Mouse as visitas ilustres do Cabeça de Teia ou do Quarteto Fantástico???

Esperar pra ver…

“O Omelete” já produziu uma análise do impacto que essa notícia teve no mundo do entretenimento, e quais poderão ser os desdobramentos dessa união. Leia aqui!

Devemos ter medo? Comente ai!

Cool Things dessa Semana (01 a 07 de Junho)

Por Lucas Bonachovski, com vontade de acelerar o carro ao máximo e cair em um precípicio, ao som de Queens of the Stone Age
Ao som de: Go with the Flow_Songs for the Deaf_Queens of the Stone Age

Sessão nova estreando hoje, mostrando o que de melhor rolou esses últimos dias. Quadrinhos, livros, novas bandas, e o que mais caiu na minha mão e que tive tempo de aproveitar (o tempo é tão escasso, oh god). Pra começar, um clássico de John Constantine pelas mãos do incrível Garth Ennis; Adrenalina 2: High Voltage, a continuação de um dos mais insanos filmes dos últimos tempos; e a descoberta de Death, uma das melhores bandas de proto-punk de todos os tempos. Então vamos lá:

Jonh Constantine – Hellblazer: Hábitos Perigosos

capa_hellblazer_hp_baixasmall

Se John Constantine não for o personagem de quadrinhos mais cool de todos os tempos, sou uma vaca voadora marciana. Criado em meados dos anos 80, pelo grande Alan Moore, Constantine se firmou como um ícone do selo Vertigo, de quadrinhos adultos, da DC comics.

Sagaz, inteligente, sacana, malandro.Esses são alguns dos adjetivos que servem para se ter um pequeno vislumbre desse grande figura. E em Hábitos Perigosos, John mostra todo seu jogo de cintura em relação a assuntos místicos para sair da maior enrascada de toda sua vida. Como místico trambiqueiro, Constantine já driblou demônios, magos, skinheads malucos e toda sorte de inimigos estranhos. Mas agora, seu maior inimigo é algo muito, muito próximo (pra ser sincero, bem no bolso se seu puído sobretudo bege). Após fumar 30 cigarros Silk Cut por dia durante quase toda a vida, Constantine se depara com um câncer terminal no pulmão. Após tentar várias possibilidades, e nesse meio tempo conseguir tretar com um dos principais lideres das legiões do Inferno, John Constantine resolve apelar para seu plano mais audacioso, e mais arriscado. E, sobrevivendo, sua vida nunca mais seria tranqüila como ele gostaria que fosse.

 Garth Ennis, o maluco por trás das doentes ‘Preacher’, ‘The Boys’ e uma das melhores fases de Justiceiro, na Marvel, assumiu a batuta dos roteiros de Hellblazer, com uma bomba em sua mão: o que fazer com um personagem tão foda que fosse chocante o suficiente. Sejamos francos: Constantine não era uma história de super heróis com a cueca por cima da calça, era uma história de pessoas comuns se relacionando com o sobrenatural. Mas, além disso, era a história de pessoas comuns, mostrando como o que escondemos no mais sujo dos recantos de nossa mente pode ser bizarro. E as possibilidades eram infinitas. Eis que o maluco Ennis resolve que seria uma boa matar o nosso personagem sacana preferido.

 E não é que deu certo. Garth Ennis consegue transformar bizarrice em poesia de uma maneira singular. E nesse processo, escreveu uma das histórias mais icônicas de todos os tempos. Sensibilidade, violência, cerveja feita de água benta, amizade, operações infernais e o que mais de estranho e chocante podia acontecer com Constantine, Ennis conseguiu fazer. E o final não poderia ser mais surpreendente.

Coisas que você não deve mostrar pro diabo...ou deve???

Coisas que você não deve mostrar pro diabo...ou deve???

Essa edição de luxo da editora Pixel saiu em meados de 2008, e têm prefácio escrito pelo próprio Ennis, além da colaboração de vários conhecedores e fãs do mago mais sacana de todos os tempos. Vale a pena pelo ótimo cuidado gráfico (a ilustração da capa é sublime, desenhado por Glen Fabry, companheiro de Ennis das épocas de Preacher) e para mostrar pro seu pai que quadrinhos também é sinônimo de leitura seria, e mais importante, divertida.

PS: Habitos Perigosos foi an história que influenciou o roteiro da fraca adaptação de HellBlazer nos cinemas (ainda preferia o Sean Penn como Constantine…seria perfeito) 

Adrenalina 2: Alta Voltagem

Crank-2-poster

Tá, não me orgulho nem um pouco do que fiz e peço desculpas desde já. Adrenalina 2 ainda não saiu oficialmente no Brasil, e passando por uma banca dos famigerados piratas, me deparei com essa insólita surpresa. E se você por um acaso assistiu o primeiro filme da série, vai entender o por que da minha agonia em assistir essa continuação.

Adrenalina conta à história de Chev Chelios (Jason Statham, o novo queridinho dos filmes de ação Hollywoodanos), um assassino da máfia mexicana (!) que por motivos de vingança, foi inoculado com um veneno que inibe seus receptores de adrenalina. Ou seja: caiu a taxa de adrenalina em seu corpo, Chelios bate as botas. E segue-se então uma perseguição implacável de vingança, envolvendo a máfia chinesa, sua namorada, Eve (Amy Smart, de Efeito Borboleta), e a mais bizarras loucuras que alguém pode fazer para o coração continuar batendo, o que inclui sexo ao vivo em pleno bairro oriental de Los Angeles, um injeção de efedrina direto no coração, um choque de desfibrilador, e por ai vai.

Quais as chances de isso dar certo?

Quais as chances de isso dar certo?

 Em Adrenalina 2, Chelios e ressuscitado após cair de um helicóptero (!!), para a um fim ainda mais bizarro: seu coração é retirado para servir a um chefe matusalém da máfia chinesa que estava morrendo. E no lugar de seu coração, colocam um aparelho que funciona a base de eletricidade, utilizado em transplantes, que substitui momentaneamente as funções do coração. E aqui recomeça a correria característica do primeiro filme. Porém, nesse filme, os diretores Mark Neveldine e Brian Taylor resolveram surtar ainda mais, extrapolando as possibilidades de sobrevivência de Chelios: ele literalmente se esfrega em uma senhora (afinal, fricção também gera carga elétrica…), faz sexo com Eve em pleno hipódromo e encosta em fios de alta tensão. Além disso, o filme mostra cenas hilárias em que Chelios, ou por falta de energia ou por excesso dela, acaba sofrendo com alucinações, como a já clássica cena da luta de gigantes, estilo Godzila, na central de distribuição elétrica da cidade, em que eles destroem tudo tal como em um filme de monstros japonês.

Enfim, a versão que eu assisti, gravada do cinema, não mostra toda a qualidade de som e de imagem que o filme tem de fato. E o filme não supera o original em termos de criatividade. Mas não rola de julgar o filme como apenas uma seqüência caça-níquel, afinal, Chev Chelios já entrou no rol de personagens bizarros e clássicos da nossa década, e os dois ‘Adrenalina’ lançados até agora serão daqui a uns anos, clássicos dos filmes de ação sem pé nem cabeça. Só espere o original, please.

PS: Adrenalina 2 foi um dos ultimos filmes no qual podemos ver a participação de David Carradine, que morreu essa semana, interpretando o chefe da máfia Poon Dong…hilário mesmo.

Death_…For The whole World to See

DC387 COVER

 Nunca um nome de album foi tão propício para um album. Realmente, ‘Para todo o mundo ver’ cai bem para essa banda fantástica. O Death, que não é a banda de death metal, tem uma história no mínimo engraçada: formada pelos Hacney, 3 irmãos de Detroit que ouviram mais do que deveriam do som negro e de proto punk que rolava nos Estados Unidos em meados da década de 70, começaram a compor quando o mais velho tinha uns 19 anos apenas. Produziram ótimas canções que misturavam influencias de MC5, Jimi Hendrix e o melhor do soul e do funk americano daquela época.

Hackney Brothers

Hackney Brothers

O problema é que, por uma questão burocrática, o Death não lançou as sete músicas que haviam gravado por uma grande gravadora. O que aconteceu: quando o produtor viu o nome da banda, achou que não seria comercialmente viável lançar uma banda com o nome de ‘Morte’, e por isso impôs que mudassem o nome. Só que os irmãos Hackney não aceitaram, romperam com a gravadora, e deixaram sua demo tape arquivada em um porão sujo por anos. Até que em 2009, essa fita foi encontrada e finalmente pode chegar aos nossos ouvidos.

Contendo clássicos do proto punk, como o mezzo soul/mezzo punk ‘let the world turn’, a stoogestica ‘Freakin Out’ e a linda ‘Politicians in my eyes’ (nunca uma música de protesto foi tão legal e viciante de se ouvir), o Death já se estabeleceu como um dos melhores álbuns desse momento musical americano, e com certeza, já está minha lista de melhores de ano.

Pra terminar, o hit dançante da semana vai para a banda Mando Diao, com ‘Dance With Somebody’. Veja o gordinho do clipe e tente se segurar para não dançar enquanto ouve esse som. A música já rivaliza com ‘Ulysses’, do Franz Ferdinand, como ‘músicas pra dançar loucamente no quarto’ desse ano!

Meu dia do Orgulho Nerd_parte 04: O Manicômio do Coringa.

 Por Lucas Bonachovski

Ao som de: It’s coming Down_Cake_Fashion Nugget (o Cake definitivamente tem se tornado minha banda preferida de todos os tempos…)

 coringa

Bom, um dia de Orgulho Nerd não seria o mesmo pra mim se não tivesse um bom quadrinho envolvido. Nesse Caso específico, um ótimo quadrinho: O Manicômio do Coringa.

A galeria de vilões do Batman definitivamente possui os melhores vilões já criados para HQ, simplesmente por serem os personagens mais insanamente coerentes que eu já tive o prazer de conhecer. E, tendo o Coringa como mestre de cerimônias, O Manicômio do Coringa apresenta alguns contos ora irônicos, ora terrivelmente perturbadores estrelados pela nata dos inimigos do cavaleiro das trevas.

De cara, temos na abertura o Coringa em um show (bizarro) de perguntas e respostas, em uma história que, por fim, acaba nos fazendo refletir sobre a televisão e a (falta de) ética, quando o interesse é a audiência total. Quantas vezes tivemos que nos submeter a Big Brother’s (e agüentar o Bial com aqueles poemas e crônicas chatíssimos) ou novelas sem lógica alguma, (vide a novela da Índia e sua imagem deturpada de toda uma cultura milenar). Vale ressaltar dois aspectos técnicos dessa história e de toda revista: os roteiros são realmente muito bons, confirmando a máxima “dê-me um bom roteirista e te direi quem és”; todas as histórias, mesmo que curtas, conseguem prender a atenção a cada pequeno detalhe, cada pequeno fragmento de diálogo, apresentando os personagens em seus conflitos e seus próprios distúrbios de comportamento. Além disso, me parece que os desenhistas foram escolhidos as dedo, por apresentarem um traço único: do Coringa, desenhado em um traço sujo, poluído e mesmo assim lindo (os closes no olhar insano lembram muito o de outro Coringa, Heath Ledger em Batman: O cavaleiro das Trevas) ao traço estilizado da história do Espantalho, lembrando um cartoon.

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Os outros contos apresentam importantes vilões da mitologia de Batman: Hera Venenosa, assumindo sua postura de vingadora (e sexy, em um traço que remete ao mangá) do meio ambiente em um bem arquitetado plano de vingança; Oswald Coblepot, o Pingüim, mostrando como o amor pode ser lindo…e cruel; Duas-Caras, em uma história magistral sobre como corromper um bom coração; e por fim, o Espantalho, mostrando como o medo, esse sentimento tão incomodo e fascinante ao mesmo tempo, pode ser perigoso e convidativo. Em minha humilde opinião, a melhor história dessa compilação.

It's a Geek Dream!!!

It's a Geek Dream!!!

Enfim, vale a pena gastar cada centavo com essa HQ fantástica.

Lucas Bonachovski, com medo de palhaço, desde que Jack Nicholson interpretou o Coringa no Batman, de Tim Burton.