Meus dois melhores auto-presentes de Natal_parte 1

Ao som de: I Want You To Know_Farm_Dinossaur Jr. (2009)

Como é tradicional no Natal, eu odeio (quase) todos os presentes que me dão. Calma mundo, não se culpe, sério. Não é culpa de ninguem eu ser tão chato e seletivo com o que visto/leio/ouço/uso como forma de entrar em outros estados de percepção.

Por isso, eu mesmo costumo comprar meus presentes de Natal, pra evitar o stresse e o sorriso amarelo ao dizer “nossa, era o que eu queria” ao receber uma caixa de meias ou de cuecas, ou um cd da Maria Gadú (Ximbalaiê é o caralho, só pra constar).

Então, sem mais delongas, meus dois melhores presentes desse ano foram:

Vida – a biografia de Keith Richards (editora Globo)

Tá, vai dizer que você também não quer saber mais sobre a vida de um cara que misturou as cinzas do próprio pai em uma carreira de cocaína?

Keith Richards é uma lenda, fato. O sujeito é uma das pedras fundamentais dos Stones (juro, a infâmia de pedra e “Stones” só me surgiu agora), é um dos guitarristas com mais personalidade destes tempos musicalmente infame que vivemos…e sem sombra de dúvidas já ingeriu mais drogas do que qualquer ser humano.

No entanto, descobrir aos poucos o que fez Richards se tornar tão genial é uma viagem a parte. De jovem que não se encaixava no que era imposto em uma rígida sociedade londrina pós Segunda Guerra a rock star desorientado, ocorreram muitas idas e vindas. O livro (até onde li…tá, to escrevendo mesmo sem ter acabado…) mostra um sujeito obcecado por absorver as influências e tocar como os maiores blues man norte americanos, como Muddy Waters, Bo didley e B.B King, mas que também começa a entender que o rock’n roll já estava se tornando um fenômeno cultural que mudaria o mundo. O início dos Stones, com Mick Jagger e Brian Jones em uma casa sem aquecedor em pleno inverno londrino. Charlie Watts entrando pra banda, o início do sucesso dos Stones na Inglaterra e posteriormente nos EUA/mundo…e o primeiro baseado.

Enfim, é incrível ver como o talento/esforço levaram Keith Richards ao sucesso (que nem era seu objetivo principal ao tocar com os Stones). E, mesmo sendo extremanete piegas, vale ressaltar que Richards é um exemplo de que paixão pelo que se faz pode te levar a alcançar seus objetivos (no caso dele, SÓ tocar com Muddy Waters…).

Presentão…mesmo…e agora, vou ler mais um pouquinho…

Lucas Bonachovski, querendo agora se tornar um astro do rock tocando xilofone…sim, eu posso!

Previously, on Bonachovski’s Blog…

Ao som de: Todos estão surdos_Pato Fu_Música de Brinquedo

Bom, a quase um ano atrás produzi meu último post para esse bendito repositório de textos inúteis que quase ninguem lê.

E muita, muita coisa aconteceu nesse espaço de tempo, entre o final de 2009 e agora, final de 2010.

Acabaram-se alguns traumas e entraves. Terminei a bendita monografia, meu monstro de estimação. Terminei um ano completo em sala de aula (meu karma, agora abraçado de vez). Não comecei nenhum namoro pra não correr o risco de terminar um namoro. Por via das dúvidas, me dei um tempo de prazo pra não enlouquecer, perdido no mundo dos relacionamentos. Ah, e não decidi me tornar homosexual, como um muy amigo falou que ia acontecer.

No entanto, ainda estive em completo estado de letargia para produção de inutilidades. Mas isso mudou.

O que ocorreu então? Bom, Existem poucas coisas nas quais eu me considero bom. Sério, não é drama nem trauma, nem nada. É uma constatação. Bom, eu queria mesmo ser bom em sei lá, preparar drinks ou lutar boxe. Mas nunca tentei treinar nada disso (cansa, sabe como é…). Por isso, resolvi investir onde realmente acredito que posso fazer algo útil e de qualidade…não, não é ser professor, isso é karma lembra?

Por isso, eis-me aqui novamente escrevendo sobre coisas nerds e afins. Tentei virar um “tumbleiro” mas se você, bom leitor, já acompanhava o Bonachovski das antigas, sabe que eu sou um cara verborrágico. Aquele espacinho não conteve minha torrente de informações e observações sobre o nada.

Bom, mudei o nome (a minha sociedade com o velho Marmota não tava rendendo muita coisa), mudei o tema, coloquei essa com a graminha (sei lá, afinal uso esse espaço como repositório de adubo cultural mesmo) e agora, to mais disposto a escrever novamente.

Por que? Bom, tem alguns motivos. Primeiro, a vontade de dividir com as pouquíssimas pessoas lesionadas o suficiente para ler o que escrevo minhas observações sobre o mundo cool nerd (ainda vou transformar esse conceito em algo famoso). E pra ganhar mulheres, claro…tá, eu sei que não vai rolar, mas não custa me enganar.

Então, vou parando por aqui, acho que já é informação suficiente, justificando o meu retorno.

Abraços e bom retorno pra vo6 também!

 

O Lucas Bonachovski de 2010: mais gordinho, mais sagaz...e o mesmo fanfarrão!

PS:  agradecimentos a Kyssylla e a Elisinha e o Gustavs, por (ainda) me incentivar a escrever de novo. A culpa é de vo6!

 

Listas, listas, listas_2009_parte 2_agora, a “minha” lista

Ao som de: A Modern Midnight Conversation_The Chemical Brothers_We are the Night.

Cara, é ingrato fazer uma lista de melhores bandas da década depois do Brasas. O “pequena enciclopédia musical de Caldas Novas” resumiu de maneira fodástica o top ten da década. Mas, nas palavras sábias de algum blogueiro que eu vi por ai, lista é o que existe de mais subjetivo no universo, ou em outras palavras, listas são como os “brioquetes”, cada um tem o seu. Logo, imbuído do espiríto de liberdade de expressão da intensa falta do que fazer, segue minha lista de bandas legais da década que está prestes a acabar. E um brinde ao ano que vem e a proximidade do fim dos tempos.

Os 25 melhores álbuns, da gringa e daqui, por Lucas Bonachovski (ou ié, eu mesmo!!!)

Eis ai, o meliante…se encontrar na rua, não alimente o ego do animal!!!


Bom, a lista era pra ser um top 10, mas por causa da minha terrível incapacidade de eleger somente 10 ótimas bandas boas, resolvi fazer um “top 25 putas bandas boas que ouvi nesses ultimos anos pelo mundo afora”. Bom, ao contrário do caro amigo Braseiro, o único critério que impulsionou minha escolha foi a pergunta: é bom por que? Seja pelo fator “mexa essa bunda gorda dançando” ou “músicas fofinhas pra ouvir enquanto faz sexo”, as bandas da lista tiveram algum impacto no canal auditivo deste humilde jovem que vos fala, logo mereceram entrar nesta lista tãããããão afamada. Claro, com certeza, poderia fazer um top 50 aqui, mas como o espaço é curto, vamos então as minhas bandas preferidas, que não estão em ordem de predileção, diga-se de passagem. Ah, explicação demais…Bora!

Hebron Gate – Groundation (2002)

Cá pra nós…as referências de reggae de qualidade estavam meio caídaças desde que Bob Marley foi tostar um com Jah. A não ser que buscássemos direto na fonte (que também está bem gasta, visto que na Jamaica, o que rola pesado atualmente é uma mistura de reggae com funk e sexo explícito…) nada de muito interessante apareceu por essas bandas. Teve o Matysiahu, com seu reggae judeu roots por um lado, um Natiruts e um Ponto de Equilíbrio de outro, e deus nos ajude, tivemos o mala do Armandinho, literalmente, “armando” uma presenpada que ele chamava de reggae.

Eis que me cai nas mãos esse bendito presente de Selassie. O Groundation foi beber nos primórdios do reggae, do dub…e do Jazz. É isso mesmo meu bom,  vc tá ouvindo aquele baixo presença, e logo, do nada, uma paulada de improvisãção de trompete que te faz querer ser rasta na mesma hora.  Podia ter escolhido outro album dos caras (que são americanos, detalhe), mas Hebron Gate, além de ser um poço de verdadeiras “pedras” moldadas ao som dos metais do Jazz e de influencias do Blues, conta com a participação de dois clássicos da radiolas: Don Carlos, do Black Uhuru e Cedric Myton, do The Congos. Jah, senhor dos senhores, rei dos reis…e o Groundation fazendo jus ao homem!

Songs for the Deaf_Queens of the Stone Age (2002)

Meu bom amigo Brasas que me desculpe, mas fico com o Songs for the Deaf como album mais fodaço do Queens. Rated R é bom, muito bom, mostrou pra que os caras do Queens vieram. O primeiro, homônimo, foi um soco no estomâgo dos que estavam acostumados com o nü metal do período. Mas Songs for the Deaf foi o album que levou o populacho a achar que o Queens of the Stone Age era a salvação do rock. E eles não estavam muito longe disso não.

Mas alguns fatores levaram a ocorrer essa transformação na banda. O principal foi a presença do nice guy do rock’n roll, Dave Grohl, assumindo a bateria e colocando ordem na banda. Por outro lado, temos um Nick Oliveri e um Josh Homme extremamente inspirados, compondo músicas que são verdadeiras porradas, falando de amor, desesperança, solidão, sempre de uma maneira altamente lisérgica.

Sim, música pra viajar, música pra bater cabeça, música pra dirigir a 120 km/h em direção a um abismo gritando “I can go with the flow”, ou olhando pro céu enquanto ele cai em cima de todos nós ou só ouvimos mais uma canção de amor. Intenso, bonito, pesado como um Hoffman 100 anos. Esse é o Songs for the Deaf e o por que do Queens of the Stone Age ser o que ele é hoje (aliás, volta Nick Oliveri, por favor…)

St. Elsewhere – Gnarls Barkley (2006)

Pode um disco que fala sobre morte, necrofilia, zumbis, e o bicho papão (!) ser um dos melhores albuns do ano? Pode, desde que esse album esteja na mão de um sujeito chamado Danger Mouse. O cara é um dos produtores mais inventivos dos Us and A e a outra metade, junto do rapper Cee-lo, do Gnarls Barkley, a coisa mais engraçada, dançante, criativa e loucamente pop dos ultimos tempos.

Com uma sonoridade calcada em milhares de referencias possíveis, do jazz, dance music, funk, soul,  metal… e muita, muita música da Motown, o Gnarls Barkley não apareceu pra mídia, ele explodiu com luzes brilhantes de uma discoteca dos anos 70, carregado pelo hit grudento de 2006: vai dizer que vc não ouviu Crazy 32767383 vezes naquele ano?

Mas engana-se quem acha que o Gnarls Barkley uma one hit band. Pelo contrário, os caras ainda tinham na manga ótimas músicas, pra fazer vó sair dançando na sala. Além disso, as apresentações dos caras são dignas de notas, tal como a do Grammy de 2006, onde a banda tocou Crazy, todos vestidos como personagens de Star Wars. Foda né, nem precisa dizer muita coisa. Dance, apenas…

Rebel Meets Rebel_Rebel Meets Rebel (2006)

Se tem uma vertente do rock que me agrada e o Southern Rock. Fico imaginando como deve ser legal morar no interior dos Estados Unidos, ver aqueles malucos rednecks empunhando suas guitarras e fazendo uma verdadeira bagunça country, com aqueles banjos malucos e tal. Agora, imagine o Pantera tocando com todo o peso e velocidade já típicos, tendo ao vocal uma lenda do outlaw country, David Alan Coe. Ié man, isso é Rebel Meets Rebel.

Pouco antes de empacotarem Dimebag Darrel, o que era pra ser uma participação de David Alan Coe com Phill Anselmo se transformou em um dos mais divertidos albuns daquele ano. Country bagarai, Trashzaço, rápido, pesado…e muito sacana, cheio de referências a jogo, bebidas, tiros, porradaria…e mulheres. A começar pelos gemidos danadinhos de “Nothin to Lose”, faixa que abre o album e que conta com Dimebag zoando David Alan Coe em uma partida de 21. Rebel meets Rebel, faixa que leva o nome do album, é country, com direito a violinos e um baixo endemoniado de Rex Brown e o já citado Darrel, sempre genial na guitarra. Além disso, o vocalista de mil faces Phill Anselmo dá as caras em um dueto com Alan Coe. Coisa finíssima, pra ouvir bebendo um whisky barato em brigar em bares na beira da estrada.

Toda vez que eu dou um passo, o mundo sai do lugar – Siba e a Fuloresta (2007)


Porra, anota isso ai: Pernambuco ainda é um dos maiores polos de produção musical de qualidade dessa nossa Brasilândia. Tivemos a maior revolução musical no Brasil dos ultimos tempos nascendo lá, com o manguebit da Nação Zumbi, Mundo LIvre S.A e por ai vai. E foi de uma das bandas surgidas nessa embolada de referencias pernambucanas, o Mestre Ambrósio, que nasceu a semente para esse projeto. Siba Veloso, um dos mais inventivos musicos na ativa no Brasil, saiu de São Paulo para a pequena Nazaré da Mata, pra se juntar com músicos regionais e criar essa benditan dessa Fuloresta. Voltado para as referencias regionais de Pernambuco, das lendas a musicalidade do coco, do frevo, da ciranda e por ai vai, mestre Siba monta um conjunto de histórias fantásticas, voltada para a simplicidade da música do povo sofrido, mas que encanta os ouvidos. Vale ouvir demais a faixa que dá nome ao albúm, uma verdadeira farra de metais  sobre a velocidade dos tempos modernos e, pros amantes de futebol e sofredores na segunda divisão, “Meu time”, o desabafo de um sofredor fanático justificando as falhas do seu time. Sensacional, simples e divertido…deve ter alguma coisa na água de Pernambuco, só pode…

Aha Shake Heartbreak – Kings of Leon (2004/2005)


E lá vamos nós de novo, voltar a parte mais caipira dos Estadis Unidis do Obamão. Agora, direto de Nashville pro mundo, três irmãos e um primo que começaram de maneira despretensiosa a tocar, influenciados com pelo pelo Led Zeppelin e pelo Lynyrd Skynyrd, agora começavam um plano de dominação mundial

O primeiro album dos caras já mostrava um lance totalmente novo. Uma sonoridade caipirona, mas “pra frente”, como diria minha vózinha, intercalada por baladas acústicas simples, fizeram o mundo inteiro se perguntar: “que porra é essa?”. E com Aha Shake Heartbreak os caras chutaram o balde, e mostraram que a salvação do rock não estava só em Nova York, nas mãos dos engomadinhos do Strokes. “King of Rodeo”, com um riff simplesão, uma linda de baixo simplesona e uma bateria…simples demais, aliado ao vocal afetado, mas fantástico de Caleb Followill, se transformou num hit instantâneo logo que eu a conheci. “Pistol of Fire” dá vontade de calçar as botinas e dançar batendo os pés no chão, enquanto “Day Old Blues” pede uma rede, um violão e um daquele do bom pra viajar vendo o Mississipi correr no por ai. The Bucket é tão alegre que chega a ser desconcertante. Bom, não dá pra falar muito, só ouvindo mesmo. E ai entendemos como esses irmãos e primo que queria tocar só pra arranjar umas groupies e tomar umas cervejas fáceis se tornaram os queridinhos do Bono, e dai pra frente, do mundo.

Wolfmother – Wolfmother (2006)


Fuck yé man, ainda bem que minha escolha randômica na lista das 25 chegou aqui. O Wolfmother, na minha singela opinião, é uma das poucas bandas que conseguiram de maneira perfeita mostrar que dá pra fazer rock simples e sem frescura, a moda dos antigos. Transcrevo aqui, com todo o perdão, um trecho que havia escrito anteriormente sobre a banda:

“A sonoridade da banda continua parecendo um choque entre uma camionete carregando o Led Zeppelin e um Maverick 68 com os integrantes do Black Sabbath, ao mesmo tempo em que o avião do Lynyrd Skynyrd cai por cima de tudo e os caras do ZZ Top veem a explosão em suas motos. Sonoridade sessentista, mas sem parecer anacrônica em momento algum.”

Andrew Stockdale, um dos sujeitos por trás do Wolfmother (aliado, nesse primeiro album a Chris Ross, baixo e teclados e sintetizadores, e Myles Heskett, bateria e percursão) parece ser um sujeito que caiu diretamente dos anos 60 nos dias de hoje, trazendo o que de melhor podia haver na música daquels bons anos. Um baixo do Butler? Tem. Riffs a Page? Tem também. Um vocalista que emula Robert Plant e as vezes soa como Geddy Lee? Teeeeeeeem. Aliado as temáticas das músicas (mulheres, unicórnios, gnomos e bruxas) o Wolfmother inventou o que eu considero um clássico dessa década, tocado a antiga (até os instrumentos e a gravação foram feitas como nos anos 60) mas pra mostrar pra NX Zero, Cine ou qualquer dessas porcarias enlatadas que ainda dá pra fazer música de verdade. Um salve dos novos para os antigos, e para com esse papo e me traz mais uma cerveja. Ah, não recomendei nenhuma música específica por que o album inteiro é bom, mas pra ajudar, de um youtube ai, e ouça “Colossal”, “Woman “e “Joker and the Thief”. Deve ser suficiente pra te convencer.

Super Taranta – Gogol Bordello (2007)


Eles são de todos os cantos do mundo, criaram a porra de um Punk Cigano, ou Folk Gipsy, são teatrais pra caramba, tem o visual mais legal de banda dessa década (vide o bigode e a faixa na cabeça do vocalista/ator principal, Eugene Hütz) e fazem bagunça…muita bagunça. Não dá pra falar muito, só ouvindo mesmo…

Ié dude, ISSO é Gogol Bordello, o único som no mundo que me dá vontade de tomar 3 litros de vodka e dançar sem camisa em algum festival no leste europeu.

Feels Like Home – Norah Jones (2004)

Agora, preciso pedir licença pra falar algo bem pessoal. Sim, sou apaixonado pela Norah Jones. Demais. Paixão platônica nível 10. Mas tem como não se apaixonar por ela?

E acredito que Feels Like Home foi composto com o único intúito de me fazer cair apaixonado. A voz suave, os arranjos fofinhos, a animação contida, tudo isso me faz cair de amores pela moça. Mas na época que mais ouvi esse album, estava entregue pra outra pessoa…é, música é foda, faz lembrar de cada coisa.

Cada música desse album é um pedaço de uma história apaixonada. Cada letra e interpretação de Norah Jones invoca um sentimento de bem estar que poucas músicas conseguem fazer. Saindo um pouco da linha “pequena diva do jazz” e viajando um pouco pelo country e pelo folk e por uma malandragem bem Nova York, minha pequena Norah criou um pequeno conjunto de pérolas. “Those swet words” e “What am i to you” são as fofissímas apaixonadas, que se seguem de uma “In the morning” malandra e de uma country feliz “Creepin’ In”.

E laiá, como é bom estar apaixonado…

Life Is A Big Holiday For Us – Black drawing Chalks (2009)

Tá bom, os caras arrebentaram em 2009. Melhor clipe, com “My favorite Way”, ok! Uma das melhores apresentações do Porão do Rock desse ano, ok!! Lançamento com melhores singles, hits certos em qualquer playlist de alguem de respeito, ok!!!

O Black Drawing Chalks foi a grata surpresa desse ano de 2009, e que voltou todas as atenções pra cena rocker de Goiânia, que deixou de ser uma grande fazenda esfaltada, berço das piores duplas sertanejas. O lance todo é: muita gente já sabia disso, só precisava alguem pra mostrar.

E o BDC fez isso com maestria. O primeiro album já era bom, mas com “Life Is A Big Holiday For Us” , esses senhores foram covardes. Listado entre os melhores albuns do ano em 11 a cada 10 listas de críticos musicais, o album fez com que a banda caísse nas graças da onipresente MTV, colocasse a banda no Multishow, e com que explodisse o número de download do album. Mas o que os caras tem de tão bom, fica a pergunta.

Primeiro, o BDC colocou o Brasil na fita do Stoner mundial. Músicas rápidas, viajantes, pesadas, divertidas. O show nem se fala. A cada música tocada, uma resposta em uníssono da platéia, inclusive esse jovem senhor que vos fala. Fiquei fã, de comprar camiseta nas mãos dos caras.

Além disso, os caras merecem o prêmio simpatia do ano. Porra, todo show que fui, acabei encontrando algum dos integrantes da banda e trocando uma rápida idéia…e eles são receptivos ainda.

Mas e as músicas. Porra, “My favorite Way” tem um dos melhores riffs desse ano, sem sombra de dúvidas. “My Radio” levanta defunto pra entrar em slam, “Don’t take my beer” é meu hino de bebaço desse ano e “I’m beast, i’m a gun” com certeza me fez lembrar os meus melhores momentos de Orange Goblin ou Alabama Thuderpussy.

Hoje, sem sombra de dúvidas os caras já são mais que um simples “Queens of the stone Age nacional”. Vida longa ao Black Drawing Chalks, e mais apresentações em Brasília, por favor.

Por enquanto é isso ai. Logo chego com a segunda parte da lista. No mais, feliz 201o “procês”, alegria e muita música na sua virada (ui…)

Lucas Bonachovski, desesperado, por ter que listar tantas boas surgidas nesses ultimos dez anos…foda…

movies, movies, move: It’s All Gone Pete Tong

Ao som de: A Letra A_Nando Reis e os Infernais_Ao Vivo MTV

Fim de ano é uma época foda pra quem é professor. Acompanhar as férias escolares é canseira, você sai de um ritmo corridíssimo pra um maramos chapante. O que fazer nessa situação: assistir muito, muitos filmes.

E foram vários, uns bons, outros mais ou menos, outros inesperados. Mas vamos lá, falar (mais) sobre filmes. Aliás, tá ficando preocupante minha situação de morgação extrema. Ao ponto de um grande amigo me mandar “praticar produção de bebês”. Enquanto não chega o ano novo, e minhas promessas de diversão extrema ( que nunca coloco em prática), vamos aos filmes.

It’s all gone Pete Tong (2004)

Aqui na Brasaslandia, o fime foi chamado de “Ritmo Acelerado”, mas como odeio essas traduções de títulos estrangeiros (que quase nunca acertam na transição para um título melhor) fiquemos com o original, que por sí só já fala bastante sobre a temática do filme. O título faz  um jogo de palavras em cima do nome de um D.J. inglês, Pete Tong, mas na verdade quer dizer  it´s all gone wrong – vai dar tudo errado. E é o que acontece.

O filme/ documentário  conta a história do famoso DJ Frankie Wilde, uma lenda viva que tocou nas melhores boates de Ibiza. Sucesso, dinheiro, mulheres e as melhores drogas eram rotina para Wilde. Até que, por causa de um problema de  congênito, Wilde passa a perder gradativamente sua audição. E um D.J. que não ouve nada, bom, está com problemas sérios. Nesse momemto, Wilde vai do auge a derrocada na mesma velocidade em que aprecia uma carreira de pó. Sua esposa o abandona, seus contratos com as gravadora são cancelados e suas apresentações também. Frankie Wilde entra em desespero total, tenta suicídio, mas encontra forças para sobreviver ao conhecer Penelope, sua professora de leitura labial. E nesse momento, Wilde descobre também que, atráves de seus outros sentidos, ele poderia voltar a produzir seu som, ao perceber as vibrações das caixas de som e a parte gráfica das frequencias, emitida pelo computador.Logo, Wilde faz sua ultima apresentação no Pacha, um dos mais famosos clubes de Ibiza. E ao voltar para o ápice de novo, Wilde desaparece sem deixar vestígios.

"Eta Vidinha mais ou menos..."

Esta é uma história linda, de superação e esperança. Só tem um problema: a porra do Frankie Wilde nunca existiu!!! O filme na verdade é um mockumentary, um falso documentário. Mas os produtores foram tão inteligentemente sacanas que colocaram renomados DJ’s, do naipe do Tiesto, para fazer declarações sobre como Wilde influenciou toda a geração de dj’s dos anos 90 e 00.

Isso no nariz dele é...hã...é...saca aquele lance...hã...ah, deixa pra lá...

Resumindo: o filme é legal “bagarai”, tem uma das melhores representações sobre o vício sobre drogas que eu já vi no cinema (o ursão de pelúcia gigante, com o nariz sujo de pó e forçando Wilde a usar a farinha que sua vó não usa no bolo é hilário), tem uma trilha sonora pra cima, se vc curte dance music dos anos 90, além de ser um exemplo de que uma mentira  bem feita pode se tornar sim uma verdade. E eu como fã de música eletrônica pré trance pop pra playboy (Chemical Brothers e Daft Punk, ow fucking íe), me diverti…aprovado!

Listas, listas, listas_2009_parte 1

"Top 5das cinco pessoas que devo matar por vingança pela tentativa de assassinato contra minha pessoa, usando uma espada Hatori Hanzo"

Bom, o que seria de um blog no final do ano, sem listas das mais variadas?

Seja dos melhores clipes, bandas, seriados…até das melhores cervejas, vinhos, doces de abóbora feitos artesanalmente, pra todo lado pululam listas e mais listas.

Nesse sentido, o Bonachovski Brothers Experience não ficou pra trás. A partir desse Natal (que não é mais uma festa pagã, infelizmente…queria ver umas virgens dançando nuas em volta de fogueiras, pra variar um pouquinho…) vamos listar o que foi considerado o melhor e o pior desses ultimos dez anos do século 21.

Dez anos não é pouco tempo. Depois de ameaças das mais variadas, do fim do mundo ao bug do milênio, podemos dizer que sobrevivemos. Não muito bem claro, ainda temos o Didi aos domingos, sinal de que o mundo ainda precisa achar um rumo.

Então, antes que 2012 chegue, ai vão, as listas para vo6, três leitores se divertirem(os outros três estão agora de férias, em lugares paradisíacos e não tem o mínimo interesse em ficar discutindo listas…).

Bora então…

Os 10 melhores álbuns internacionais da década, por Braseiro.

Eis ai, o meliante…

Bom, conhecendo meu bom e velho amigo Leonardo “The Brasas Man Vibration” Braseiro e todo seu conhecimento, não dava pra esperar uma lista diferente. Levando em consideração os mais importantes aspectos para escolher os albuns (inovação, referências, propostas musicais) Brasas  mandou dez albuns que já estão no rol dos clássicos dessa década.

Então, sem mais delongas…eis suas escolhas. Agora, cabe a você julgar…(caramba, isso foi intenso…”cabe a vc julgar”…poderoso mesmo…)

10-Heartbreaker-Ryan Adams


Não é pela onda retro country-folk que anda em voga,não é porque ele fez parte do Whiskeytown e não é porque “Come pick me up” é a canção mais arrasa-quarteirão da década.Heartbreaker possui aquela honestidade e pureza que só se encontrava nos discos de Nick Drake e Gram Parsons.Em pleno ano 2000 um álbum soar tão country-folk e ao mesmo tempo tão atual é coisa realmente pra se notar.Quando a cozinheira quer cozinhar em panela de barro é uma coisa;quando ela faz um arroz com pequi maravilhosamente bem nela aí já é outra história completamente diferente.

09-Franz Ferdinand-Franz Ferdinand


Como dizia Jorge Ben:”Senta,…dança…tem que dançar dançando!…Dançando!”.O rock nestas últimas décadas se tornou um ritmo que se apreciava mais com a cabeça do que com os músculos.Bandas dançantes a partir de então se tornaram vulgares,primitivas e obsoletas.Vide o Radiohead,Strokes e Oasis só por via de  comparação.O Rithm and Blues de Brineys,Beyonces e quejandos ditava a onda das pistas.E eis que surge de repente um bando de escoceses loucos que emulavam The Fall e The Jam com uma pegada que inerentemente vai te fazer remexer os quadris.Quem aew nunca remexeu ao som de “Take me out” que atire a primeira pedra.

08-Return to Cookie Mountain-TV on the Radio


Se eu tivesse que escolher um álbum pra representar a década 00 esse álbum seria Return to Cookie Moutain.Denso,movimentado,brutal e vazio.Exatamente como nossa última década.Barulho e silencio se misturam como nunca aqui.Rock e soul,eletrônico e elétrico,Jesus and Mary Chain e Smokey Robinson.”É o fim do mundo como nós o conhecemos…e eu me sinto bem.”

07-In Rainbows-Radioead


Patenteia isso:O Radiohead é a maior banda do mundo,ponto.Tanto por questões musicais e artísticas quanto também criativas e tecnológicas.Lançar um álbum com a possibilidade de pagar o quanto voce quiser pra poder baixa-lo é mesmo uma tacada de gênio.Fora toda essa conversa os caras ainda me lançam um discaço soberbo cheio de melodias quebradas,novos timbres e novas possiblidades.Sacanagem né?

06-Sounds of Silver-LCD Soundsystem


Um disco bruto,mas extremamente dócil.Underground,porém singelamente pop.De batidas duras e secas,em contrapartida facilmente dançante.Em certos momentos você acha que está em alguma discoteca em 1984 mas então percebe também que soar retro é só parte do jogo.É um paradoxo musical cheio de nuances dançantes e pasmem…belas.”New York i love you but you freak me out”

05-Rated R-Queens of Stone Age


De tempos em tempos o rock é dado como morto ou esvaziado.E de tempos em tempos aparece alguém pra faze-lo ressurgir das cinzas como uma fênix enfurecida.Rated R é a fênix dos anos 00.Josh Homme que depois do influente e lendário Kyuss, andava meio sumido nos mostra, nesse segundo álbum toda sua potência para compor riffs turbinados,letras escatológicas e um peso absurdamente acachapante.Tá aí “Fell good hit of the summer”,”Monster in parasol” e “The lost art of  keeping secret” que não me deixam mentir.Disseram na época que eles seriam o novo Nirvana.Cobain pode se remexer no túmulo pois eles são melhores,bem melhores.

04-Modern Times-Bob Dylan


O rock sempre foi um gênero musical relacionado com a juventude,sua rebeldia latente e espontaneidade de viver.Robert Zimmerman tinha 65 anos quando lançou Modern Times.Sim amigos o rock também tem seus momentos de arte pura.Como bem definiu o jornalista paulista Marcelo Costa “Modern Times” é “um disco que não é para a molecada dançar na balada urrando as letras… …. muito menos para ser ouvido enquanto se passa manteiga no pão no café da manhã. Dylan precisa de mais atenção. “Modern Times” é um disco de temática quase antagônica, falando sobre sexo e morte. E também sobre amor. E também sobre um mundo que está se desintegrando na frente dos nossos olhos. Ou será tudo a mesma coisa? É um disco para se ouvir em um bar acompanhado de luzes que se misturam com a fumaça de cigarro num balé melancólico. Seu autor ousa relembrar que mesmo tendo vivido mais de seis décadas de vida, o mundo continua um lugar imperfeito, solitário e vazio. Mas o próprio, em entrevista ao jornal USA Today, atesta que não há nada de nostálgico no álbum. Nostalgia, quem diria, é objeto de culto muito mais juvenil.” Um minuto de silêncio!

03-Funeral-Arcade Fire


Uma obra prima.Como uma tela de Picasso ou um filme de Bergman.Tem a morte como tema predominante e o amor como fuga inescapável.Com a utilização de instrumentos nada convencionais ao universo pop como xilofone,acordeon e violinos o Arcade Fire tira beleza da melancolia em forma de músicas tão doces e tristes que em alguns momentos chegamos a aceitar que a vida é sim dura,triste e curta,mas curta demais.”Crown of Love” e “Rebellion(lies)” estão entre as músicas mais devastadoramente belas da história da música pop.

02-Is this it-The Strokes


Sim eles são playboys endinheirados.Sim suas roupas são meticulosamente desajustadas e seus cabelos milimetricamente desarrumados.Sim suas músicas são releituras conteporanêas de Velvet Underground,Television e MC5.Mas porra,é um som bom pracaralho.Inspirado,bem executado e de letras acimas da média.É verdade quase tudo o que dizem sobre“Is this it” e os Strokes inclusive que lançaram um dos melhores discos da década.Difícil de explicar mano.

01-Yankee Hotel Foxtrot-Wilco


“Você precisa  aprender a morrer se quiser continuar vivo”.Em minha modesta visão se trata de uma obra conceitual onde os finais de uma música se definham no começo da canção seguinte;mas sem uma idéia ou conceito fixo que amarre conceitualmente o albúm inteiro.Mas detalhes a parte, o que chama a atenção em “Yankee Hotel Foxtrot” é a simbiose perfeita entre melodias agridoces folk-country-pop e uma incômoda experimentação eletrônica que permeiam todas as músicas, transformando a audição do álbum num enorme  mosaico musical em que se misturam emoções,timbres,medos,solos,tristezas,ruídos e corações partidos.É a sensação plena confirmada pelo presente atual e pela década que passou; de que por mais que a tecnologia e a técnica estejam mais avançadas do que nunca, nossas emoções ainda continuam baratas,mesquinhas e individualistas como sempre.”I’ve got reservations/About so many things/But not about you”.

Movies, Movies, Move: O Grande Lebowski

Ao som de: La Posada de Los Muertos_Mago de Oz_Gaia II La Voz Dormida

É comum, nesse mundão pop em que vivemos, alguma obra se tornar maior do que seus criadores esperaram. Tais obras se tornam quase religiões, com seguidores fiéis, que defendem seus filmes, livros, bandas preferidas como se defendensem a honra de suas mães. Já conheci trekkers (fãs de Star Trek) , excers (os paranóicos fãs de Arquivo X) e por ai vai. Mas os mais engraçados, e por incrível que pareça, mais coerentes nessa época niilista em que vivemos são os Dudeístas. Mas, nas palavras do velho sábio Platão: what a fuck is this?

Segue, em algumas poucas palavras, um trecho pra entender um pouco do dudeísmo:

…não se pode cometer o erro frequente de confundir dudes com hippies!
Hippies são meros bandos ingénuos de sentimentalistas que fumam demasiada ganja.
Dudes de mochila às costas, por outro lado, são independentes, bem informados, e suficientemente cínicos para saberem que as pessoas e as coisas não são intrinsecamente “todas boas”. Muitos deles também fumam demasiada ganja, mas isso é outro assunto. Pode-se dizer que os dudes são realistas que se revoltam contra idealismo excessivo, enquanto que os hippies são idealistas que se revoltam contra realidade excessiva. Assim, o mandamento dude é o mesmo que o de Voltaire, o de Samuel Johnson e o de Thoreau: Tende para o teu próprio pequeno jardim e conserta a vedação do teu vizinho.
Os
hippies, por outro lado, pensam que o mundo inteiro é um jardim sem vedações, e depois ficam desapontados quando as pessoas disparam contra eles por invasão de propriedade. Esta seria uma excelente época para convocar Adão e Eva, mas os dudeistas não acreditam que essa treta tenha alguma vez acontecido.

Mas o que diabos levou ao surgimento de uma filosofia tão interessantemente maluca?

O Grande Lebowski, claro.

O filme de 1998, só demonstra algo que eu tenho sacado no passar dos ultimos meses: os irmãos Cohen acertaram mais uma vez.

No filme, Jeff Bridges intepreta Jefrey Lebowski, um desempregado convicto que, por escolha própria, resolveu levar sua vida sem maiores preocupações com coisa sem importância como contas de energia, aluguel, impostos e outras miúdezas. Sua maior preocupação é ouvir em seu walkman a coletânea do Creedence enquanto fuma um do bom, além de ter sempre a mão um White Russian, um drink escroto feito a base de vodka e leite! (!). Nas horas vagas (ou seja, quase sempre) Lebowski se dedica ao seu esporte favorito, o boliche. Na companhia de seus dois melhores amigos, Walter, um veterano surtado do Vietnã, recém separado da esposa (um dos melhores papéis de John Goodman, hilário) e Donny, o sempre censurado companheiro do time de boliche ( um Steve Buscemi extremamente normal, mas não por isso menos engraçado do que de costume).

losers...but happy...

Lebowski leva uma vida que todos considerariam patética. Mas em sua perspectiva de vida, aquela é a melhor das vidas. Tranquila, se aporrinhações e encheções. O “The Dude” (como ele se auto denomina) leva a risca a filosofia do “deixa a vida me levar”, desenvolvida pelo nosso “Cara” nacional, Zeca Pagodinho.

Até que um dia, sem mais nem menos, Lebowski tem sua casa invadida por bandidos que o confundem com um outro Lebowski ( o rico) e, como forma de extravazar a frustração por terem confundido dois sujeitos totalmente distintos, mijam no tapete do nosso Dude. E, em busca de um tapete pra chamar de seu, Lebowski, o pobretão, se vê envolvido em uma trama de violência, mentiras e boliche, junto de alemães niilistas, a industria pornô, uma artista contemporânea performática e toda sorte de malucos simplórios da fauna típica estadunidense.

Os irmãos Cohen conceberam uma fábula sobre a busca pela tranquilidade. The Dude, o patético, as vezes é mais coerente que qualquer um de nós, levando uma vida simplória. Mas será que precisamos mesmo viver em função de dinheiro, poder, status e esses outros detalhes aos quais a sociedade dá tanto valor?

No fim das contas, terminei de assistir ao filme com uma baita inveja do Dude. Por que a vida que ele escolhe levar simplesmente foge de todas as regras aos quais somos forçados a conviver, muitas das vezes, acreditando que não temos alternativa a não ser nos render. Negar o Status Quo, é isso que o Dude faz. Alguem ai lembrou de um outro Dude? Talvez, um cara chamado…Jesus?

Não me espanta uns malucos terem criado uma “religião”. Sempre terá alguem precisando de algo pra seguir, as vezes, ate nós mesmos. Na falta de algo melhor, por que não ser um pouco “Dude”. Fica ai a sugestão.

E pra acabar, mais uma vez, a constatação do óbvio: esses irmãos Cohen sabem o que estão fazendo mesmo.

PS: não ia citar todos os ótimos atores do elenco do filme, mas percebi que era preciso. O filme conta com a participação da sempre charmosíssima Juliane Moore, além de Philip Seymour Hoffman, a gata Tara Reid (eterna mina do American Pie), Peter Stormare e uma ponta muito engraçada de Flea, baixista do Red Hot Chilli Pepers, além do sempre, sempre fodaço John Turturro. E ele é simplesmente o coadjuvante que rouba a cena como Jesus, o jogador de boliche latino cheio de trejeitos. Tem como ser menos engraçado?

PS2 etílico: vou deixar a receita do White Russian, pra quem quiser se arriscar. Se der certo, avise-me…

Seu preparo é simples. Em um copo de uísque, coloque:

  • 1 dose de vodca,
  • 3/4 de licor de café (Kahlúa, por exemplo)
  • Adicione um pouco de leite ou creme de leite
  • Misture com pedras de gelo no próprio copo ou bata em uma coqueteleira

Lucas Bonachovski, querendo uma vida mais tranquila…

Comentários hiper rápidos sobre diversões passageiras…

Ao som de: Botafogo X Palmeiras, na CBN, quase passando mal do coração, torcendo pra não caírmos…

Minha inspiração para esse post

Depois de ouvir um comentário do lendário Vilson, sobre eu escrever demais, resolvi escrever um post muito breve sobre vários assuntos aleatórios dessa semana. Então, sem mais delongas, vamos lá:

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Pouca coisa se salva de interessante nesse filme do Harry Potter. A Emma Watson é uma delas, mas nem é tanta coisa assim...

Chato. O filme todo serve como uma desnecessária introdução para os dois (!) últimos filmes (uma manobra safadinha dos produtores para ganhar mais dinheiro com os fãs do Bruxo); lento, sem graça. Mas a Emma Watson tá ficando cada dia mais bonitinha como Hermione; o climão sombrio dos ultimos filmes, tem deixado essa história mais interessante,mas mesmo assim, não me pilhou pra ler os livros. Vejamos os próximos.

Transformers 2: Revenge of The Fallen.

Tá, você queria MESMO ver os robozões gigantes, tendo a Megan Fox como principal atração desse novo filme?

O filme mais power action de 2009, sem sombra de dúvidas. Explosão, explosão, explosão, piadinha boba, explosão, porrada, porrada, piadinha, um pouco de roteiro, explosão, explosão, explosão, Optimus Prime falando pra todos os robozões do mundo. O filme inteiro é isso; mas é divertido, nada que vai mudar o mundo, mas divertido. (ah, e tem a Megan Fox, vestida em roupas de coura, shortinhos, decotes e correndo em câmera lenta…)

Wolverine vs. Hulk_Marvel Milenium

Tá mandei um Spoiler...me processe agora...

Cara, se vc achava que o Wolverine não podia ser quebrado ao meio, repense. Damon Lindelof coloca polêmica e humor, nessa já clássica releitura do encontro do Carcaju com o Verdão (não, não é o Palmeiras). Os roteiros desses caras do “Lost” são no mínimo, inovadores. Vale a pena, ainda mais pelo ótimo traço de Leinil Francis Yu. Vale a pena gastar dinheiro nessa série, em três edições.

Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino.

Quentin fucking Tarantino e os malucos dos Bastardos Inglórios.

Clássico, clássico desde já. Tarantino criou uma nova obra prima tarantinesca ao mostrar a sua versão da vingança dos Judeus contra os Nazistas. Diálogos tensos, muita cinefilia, muita violência, mas nunca gratuíta. Sem outras palavras: um clássico. (pensando bem, acho que esse aqui merece um texto mais completo…breve)

Ufa, acho que é isso. Descobri que é foda deixar de ser verborrágico.

Lucas Bonachovski…sucinto…só…