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Hellsongs_Hymns In the Key of 666…ou, colocando ordem no caos.

Ao som de: Thunderstruck (AC/DC cover)_Hymns In the Key of 666_Hellsongs

Situação: imagine-se em uma savana africana, aquele calor absurdo. No horizonte, algo preocupante: um estouro de rinocerontes enfurecidos vindo em sua direção. Correr não adianta, muito menos esperar parado. Qual a saída para essa situação complicada?

Experimente tentar colocar todos em filas, alinhados. Entregue um óculos escuro de aros redondos para cada um deles. Sirva um chá verde com maracujá e coloque um filme cult da década de 80 para apreciação dos mesmos.

Estranho? Muito Mas foi exatamente isso que o Hellsongs conseguiu fazer nesse divertido album. Quer ver…

Para o Hellsongs, isso…

Tranquilamente, vira isso…

Pra quem não está entendendo absolutamente nada, o Hellsongs é uma banda sueca que se dedica a produzir versões de clássicos do Heavy Metal, tais como “Run to the Hills” ou “Paranoid”. “Versões de clássicos de metal…to cansado de ver isso”, diria o leitor, apressadamente claro.

Por que as versões do Hellsongs transformam a caótica mistura de guitarras base e solo em singelas baladas. Isso mesmo. Imagine Slayer soando como Bob Dylan e você terá uma pequena idéia do que esperar desse som.

Sim, eles estão tocando Maiden (!!!)

Mas Bonacho, é ruim???

Nou beibe, nou. Se você não for um daqueles headbangers tiozinho com camiseta do Venom, pode ser que até se divirta com a versão esperançosamente singela de “We’re not gona take it”, a festiva “Simphony of Destruction”, lembrando uma versão calminha de “Simpathy for the Devil” e para mim, a melhor versão: uma quase indiana “Thunderstruck”, com direito a cítara, piano e mantras ao fundo,  que caminha em um crescente até virar uma farra bluesística.

Se você não tiver nada contra ver suas músicas tocadas em uma velocidade muito abaixo do convencional, com vocais de uma linda moça da Suécia, sussurrando o que antes eram berros incomprensiveis, um piano malandrinho e um violão bem tocado…tente um download.

Lucas Bonachovski, calminho, ouvindo AC/DC…sim isso é possível. E que engraçado aquele clipe original de “Breaking the Law”…deve ser divertido tocar com seus amigos e trocentos instrumentos em um carro conversível…e onde será que estava a bateria…mistérios do metal!!!!

Bomb News: Wolfmother e seu novo Cosmic Egg!!!

Ouvindo: Colossal_Wolfmother_Wolfmother (2006)

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Ou mai gód…tava esperando esse album mais que salário do mês, mas com turma de  feira de ciências para orientar, provas de quarto bimestre a preparar, e a constante falta de dinheiro assombrando minha nada mole vida, havia momentaneamente esquecido desse novo trabalho do Wolfmother.

Pra quem não conhece a banda, o Wolfmother apareceu na cena rocker mundial vindos diretamente da Austrália, terra de cangurus e de 9 das dez cobras mais venenosas do mundo (caramba, quanto preconceito e falta de visão…gente, a Austrália tem mais coisas interessantes…bom, o Mad Max foi filmado por lá, então…). Os caras pareciam que tinham caído no século XXI vindos diretamente dos fabulosos anos 60/70, pelo menos para a música (a não ser que vc se amarre em matar comunistas em nações asiáticas ou curtisse apanhar de militares em porões). Com uma sonoridade altamente hard rock, o Wolfmother foi minha salvação do rock no já longinquo 2006

Putz, lembrando agora, lembro de tê-los visto em uma edição da já saudosa revista Bizz, e conversava com o eterno amigo Braseiro sobre como esses caras poderiam estourar (aliás, queria mandar um salve pra comunidade da xurupita…opa, de Goiás Velho ai…)

Nesse meio tempo, a banda se desestruturou, sobrando apenas o vocalista Andrew Stockdale e uma tristeza no meu coração por ter perdido minha mais nova banda preferida de rock dessa década. Mas como os deuses do rock são (quase sempre) justos em sua imensa sabedoria, Stockdale resolveu trabalhar, e produziu um album que já figura no top 5 desse ano: Cosmic Egg.

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Stockdale, ao centro: o menino se perdeu no tempo...que bom!!!

O som do Wolfmother lembra seu debut, de 2006. Mas está ainda melhor. A sonoridade da banda continua parecendo um choque entre uma camionete carregando o Led Zeppelin e um Maverick 68 com os integrantes do Black Sabbath, ao mesmo tempo em que o avião do Lynyrd Skynyrd cai por cima de tudo e os caras do ZZ Top veem a explosão em suas motos. Sonoridade sessentista, mas sem parecer anacrônica em momento algum. A capacidade técnica dos caras está mais apurada, e a veia old school rock’n roll ainda mais saltada no pescoço, mostrando que Stockdale e cia tiveram muito tempo para ouvir os clássicos nesse meio tempo de parada da banda.

Até um ecos de Stones pode-se perceber na banda, mas o vocal de Stockdale e as Guitarras e Baixo do novo Wolfmother remetem diretamente a uma viagem de LSD ao som de Imigrant Song.

Em essencia, um album fodaaaaaaaaço, que vc tem que baixar.

Atenção especial para a Sabbahsística “Sundial” e para a blueseira “Cosmic Egg”, que dá nome ao album…enfim, sifudê, coloca sua camiseta do Led, solta esse cabelo (ou pelo menos os poucos que lhe sobraram depois do woodstock) e divirta-se…vale a pena cada minuto esse novo album.

Fica ai um vislumbrezinho do novo som dos caras, o clipe do single New Moon Rising.

Lucas Bonachovski, querendo colocar o pé na lama de woodstock, colocar uma bandana cheia de água coreana na testa e correr pelado pela grama…