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movies, movies, move: It’s All Gone Pete Tong

Ao som de: A Letra A_Nando Reis e os Infernais_Ao Vivo MTV

Fim de ano é uma época foda pra quem é professor. Acompanhar as férias escolares é canseira, você sai de um ritmo corridíssimo pra um maramos chapante. O que fazer nessa situação: assistir muito, muitos filmes.

E foram vários, uns bons, outros mais ou menos, outros inesperados. Mas vamos lá, falar (mais) sobre filmes. Aliás, tá ficando preocupante minha situação de morgação extrema. Ao ponto de um grande amigo me mandar “praticar produção de bebês”. Enquanto não chega o ano novo, e minhas promessas de diversão extrema ( que nunca coloco em prática), vamos aos filmes.

It’s all gone Pete Tong (2004)

Aqui na Brasaslandia, o fime foi chamado de “Ritmo Acelerado”, mas como odeio essas traduções de títulos estrangeiros (que quase nunca acertam na transição para um título melhor) fiquemos com o original, que por sí só já fala bastante sobre a temática do filme. O título faz  um jogo de palavras em cima do nome de um D.J. inglês, Pete Tong, mas na verdade quer dizer  it´s all gone wrong – vai dar tudo errado. E é o que acontece.

O filme/ documentário  conta a história do famoso DJ Frankie Wilde, uma lenda viva que tocou nas melhores boates de Ibiza. Sucesso, dinheiro, mulheres e as melhores drogas eram rotina para Wilde. Até que, por causa de um problema de  congênito, Wilde passa a perder gradativamente sua audição. E um D.J. que não ouve nada, bom, está com problemas sérios. Nesse momemto, Wilde vai do auge a derrocada na mesma velocidade em que aprecia uma carreira de pó. Sua esposa o abandona, seus contratos com as gravadora são cancelados e suas apresentações também. Frankie Wilde entra em desespero total, tenta suicídio, mas encontra forças para sobreviver ao conhecer Penelope, sua professora de leitura labial. E nesse momento, Wilde descobre também que, atráves de seus outros sentidos, ele poderia voltar a produzir seu som, ao perceber as vibrações das caixas de som e a parte gráfica das frequencias, emitida pelo computador.Logo, Wilde faz sua ultima apresentação no Pacha, um dos mais famosos clubes de Ibiza. E ao voltar para o ápice de novo, Wilde desaparece sem deixar vestígios.

"Eta Vidinha mais ou menos..."

Esta é uma história linda, de superação e esperança. Só tem um problema: a porra do Frankie Wilde nunca existiu!!! O filme na verdade é um mockumentary, um falso documentário. Mas os produtores foram tão inteligentemente sacanas que colocaram renomados DJ’s, do naipe do Tiesto, para fazer declarações sobre como Wilde influenciou toda a geração de dj’s dos anos 90 e 00.

Isso no nariz dele é...hã...é...saca aquele lance...hã...ah, deixa pra lá...

Resumindo: o filme é legal “bagarai”, tem uma das melhores representações sobre o vício sobre drogas que eu já vi no cinema (o ursão de pelúcia gigante, com o nariz sujo de pó e forçando Wilde a usar a farinha que sua vó não usa no bolo é hilário), tem uma trilha sonora pra cima, se vc curte dance music dos anos 90, além de ser um exemplo de que uma mentira  bem feita pode se tornar sim uma verdade. E eu como fã de música eletrônica pré trance pop pra playboy (Chemical Brothers e Daft Punk, ow fucking íe), me diverti…aprovado!