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movies, movies, move_edição extraordinária: A Mulher Invsível

Ao som de: Evil Urges_Evil Urges_My Morning Jacket (porra, simplesmente não dá pra definir essa banda…ora country, meio folk, um pouco de indie, e um tanto de funkeado…vai entender…mas em essência, é bom…).

O amor é uma dessas coisas esquisitas quando paramos pra tentar entender. Ele é fantástico, mas é cheio de armadilhas complicadas de se perceber. E quando se percebe, geralmente é tarde demais.

Uma dessas armadilhas, eu costumo chamar de sindrome de Tolkien. Bom, sabe quando parece que tudo está a mil maravilhas, mas do nada a pessoa com quem você está começa a dar claros sinais de insatisfação. Isso ocorre, em essência, por que somente pra VOCÊ as coisas parecem felizes, alegres e contentes. Infelizmente algumas pessoas costumam criar em suas cabecinhas apaixonadas um mundo ideal onde os relacionamentes são perfeitos e as companheiras (os) não pedem pra você lavar louça, ou não te fazem esperar preocupado durante uma hora a mais do que o normal. Ou seja, você cria essa mundo perfeito, que começa a ruir a partir do momento em que, somente pra você aquilo faz sentido. As pessoas querem ser surpreendidas, querem discutir, querem que as coisas sejam simplesmente…normais, e não esse pequeno “condado” onde todos os hobbits vivem felizes suas vidinhas morando em tocas confortáveis.

Seguindo esse argumento, chegamos a história de Pedro (Selton Melo). Pedro é um sujeito apaixonado e dedicado a Marina (Maria Luisa Mendonça), sua atual namorada. O problema é que nosse herói, coitado, sofre dessa terrível sindrome de Tolkien. E é ai que seus problemas começam.

Abandonado pela namorada,  Pedro entra em depressão profunda, por ter dedicado X anos de sua vida a uma mulher que o trocou por uma aventura germânica. E quando você força muito essa máquina cheia de defeitos que é sua mente, os resultados podem ser catastróficos.

Eis que surge na vida de pedro a fabulosa Amanda (Luana Piovani). Linda, inteligente, charmosa e ainda comenta a rodada da terceira divisão do brasileirão como se fosse seu melhor amigo de boteco. Seria a mulher perfeita, se ela não tivesse um único problema: Amanda só existe na cabeça de Pedro.

Isso causa uma série de presepadas na vida do personagem, o que leva a ótimas cenas de humor, principalmente pela atuação sempre “hilariamente” convincente de Selton Mello ( a cena do cinema, com participação de Marcelo Adnet e Gregório Duvivier, dos “Buchas” é hilária). Luana Piovani…bom, essa é um caso a parte: ela continua sendo minha sex symbol da época da malhação, mas sua atuação não é algo lá muito convincente. Mas ver aquela semi-deusa em trajes mínimos me faz pensar que foi uma ótima escolha para o papel da mulher imaginária de Selton Mello.

Enfim…mesmo terminando com uma mensagem de auto ajuda do tipo “você tem o poder de mudar sua vida, acredite na força, Luke” o filme leva a pensar em como, no fim das contas, levamos em frente nossas relações com outras pessoas. Algumas vezes achamos que o ultimo namoro foi o lance de nossas vidas, que depois dela(e) nunca encontraremos a pessoa perfeita, aquela que melhor se encaixa em seu braço, na cama, ao dormir. Tá, as vezes você custa a esquecer aquela pessoa tão amada, ainda mais quando você sabe que fez besteira.

No entanto, esse auto-suplício só gera uma consequencia: ele corta praticamente todas as oportunidades de conhecer alguem que também goste de Fringe, como você. Nunca sabemos como está a cerveja no próximo boteco. As vezes ela é melhor que a skol quente desse bar de fim de noite, que é o sofrer por outra pessoa.

Por isso, fica o convite: quem quiser saber como é o próximo bar, to indo nessa.

Ah, sobre o filme. Nada de demais, no fim das contas. Uma ótima diversão, com direito a um Selton Mello inspirado. O filme, no fim, se perde no clichê das comédias romanticas pasteurizadas, com aquela velha lição de moral. Mas quem nunca se emocionou ao perceber que essas comédias romanticas são mais parecidas com nossas vidas do que imaginávamos? Então, deixe essa vergonha de lado, e vá dar risada com o clichê que é o amor.

Lucas Bonachovski…agora, tentando aprender a esperar com uma certa esperança idiota, o que está por vir além da próxima curva.

Os Buchas…ou, rindo de minha própria existência.

Ao som de: Today is a good day to die_Louder Than Hell_Manowar (cara, Manowar é foda demais…dá vontade colocar uma calça de couro, e sair de moto…e brigar em bares…pena que uma calça de couro ficaria péssima em mim…fuck)

porra, fazendo propaganda pra OI, de graça...mas vale a pena...

Situação:  naquela festa, no auge do estado alcoólico alterado, você saca aquela garota fantástica olhando, fixamente e com todo o interesse do mundo, pro seu melhor amigo. No fundo, você até não quer acreditar que isso esteja acontecendo. Afinal, por que ela não está olhando pra VOCÊ? Mas devido a ética entre amigos em baladas (que nem sempre é seguida a risca…) você dá um toque no seu velho camarada. Eis que vem aquela resposta com sabor de soco no estomâgo:

– Porra, ela não tá olhando pra mim. Deve ser pra qualquer um nessa região da festa. Para com isso velho.

What’ a fuck. Seu amigo é um bucha!

Bucha,  ao que me parece, uma gíria carioca já incorporada aos meus poucos vocábulos quer dizer sujeito com pouco trato com o sexo oposto. Nem sempre somente o seu amigo que não pega ninguem é um bucha. Até o maior dos pegadores tem seu momento loser. Logo, todos possuem um pouco desse elemento buchístico em si.

E é sobre esse tema que trata minha mais nova série para internet preferida: OS BUCHAS.

Os Buchas conta a história de Beni(Gregório Duvivier…muito engraçado), um sujeito de bom coração, mas que possue um pequeno problema: ele simplesmente não dá uma dentro com as mulheres a sua volta, seja socialmente ou sexualmente falando. Por mais que se esforce, Beni não consegue conquistar aquele tipo de mulher que parece que vive do outro lado da lua, e quando conquista…bem, nem sempre as intenções dessas mulheres são as melhores.

Ou seja, Beni é o protótipo de bom moço. Mas como todos sabem, no fim, o bonzinho só se fode.

Mas não é só Beni que compõe esse time de losers de bom coração. Seus principais amigos são Maia( Silvio Guindane) e Beto(Rafael Studart). O primeiro, um pegador nato, mas que no fim sempre acaba mal por fazer/falar demais. Já Beto é o amigo casado de Beni, aliás casado com a linda Júlia (Tatiana Muniz), que ora inveja, ora se diverte com a liberdade e as desventuras da solteirice dos amigos. Por fim, temos ainda Nando (Marc Franken) meio-irmão paulista de Beni, que idolatra o irmão mais velho, imaginando que ele seja o mestre carioca da azaração.

Mas o melhor, é que todos são buchas a sua maneira. Beni, o bucha em essência, parece nunca acertar nas escolhas das mulheres. E quando você acha que ele irá deslanchar, eis que a merda acontece. Maia ( Silvio Guindane), o pegador, sofre quando a mulher pelo qual ele se apaixona nçao atende as ligações. E Beto, na minha opinião um dos personagens mais engraçados, é a imagem da inseguraça em forma de um homem em um relacionamento (o episódio do menage a trois é um dos melhores).

Buchas in action!!!

Mas o melhor são as referencias nerd/pop da série. Do Homem Aranha dando conselhos a Beni durante uma festa, ao José Augusto (yeah baby, o rei das trilhas de novela…) como participação especial, tudo traz referencias imediatas aos seres humanos que sobreviveram aos inexpressivos anos 90.

E por fim, o melhor da série. O motivo pelo qual ela é tão cativante.

TODOS SOMOS UM POUCO BUCHA. Tá, nem sempre claro. Mas com certeza você, meu senhor ou minha senhora, já perdeu tempo, inseguro, pensando se vai dar conta do recado com aquela garota linda…ou se deve ou não ligar pra ela/ele no dia anterior. Coisas comuns, mas extremamente engraçadas quando vistas sob outra perspectiva.

Enfim, fica ai a dica. E assuma esse seu lado Bucha de ser meu amigo e minha amiga. E seja felizzzzz…

Lucas Bonachovski…bucha, pero no mucho…