Posts Tagged ‘Zumbis’

Combo Zombie_parte2: Fome Animal

Ao som de: Misterious Mose_R. Crumb and his Cheap Suit Serenaders_Chasin Rainbows  (1976)…Robert Crumb mandando ver no Jazz, Blues e Folk americano da década de 40…sublime, praticamente a trilha sonora do pica-pau das antigas

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Violento, nojento, sem noção, ultrajante…FANTÁSTICO!!!!

Geralmente esses adjetivos não combinariam muito bem em uma frase vinda de uma pessoa séria. Mas o que esperar de alguem que curte assistir filmes de zumbi…(eu sou um caso perdido mesmo…)

Enfim…Peter Jackson é um maluco, todos sabemos disso. Mas um maluco genial. Encarar assumir a direção  da trilogia nerd suprema o Senhor dos Anéis já seria um indicativo de sua loucura. Mas é em Fome Animal que vemos o lado mais divertido de Jackson em ação.

O filme é tão gore, mas tão gore que chega a dar mesmo embrulho no estômago (curiosidade: em alguns lugares da Europa, o filme era acompanhado de sacos pra vômito quando locados). É uma nojeira sem fim, e o filme tem como único objetivo…ser nojento!!!Pra que melhor.

A história é mais rasa que um pires. Paquita, atendente latina em uma loja na Nova Zelândia se apaixona por Lionel, que é manipulado constantemente pela sua mãe. Certo momento, em uma visita de Lionel e Paquita ao zoo da cidade, a mãe de Lionel é mordida por um macado rato de Sumatra (exportado diretamente da ilha da caveira…será a mesma do King Kong?). E é a partir dai que os problemas começam. O ratto carrega uma maldição/infecção que transforma as pessoas em zumbis comedores de carne humana. E a partir de agora,  esqueça a história e preste atenção somente a nojeira generalizada.

E o mais engraçado do filme nem são as cenas bizarras com os zumbis, são os diálogos sem pé nem cabeça. Tal como Paquita encontrando a mãe zumbizona de Lione e após perceber que ela havia comido seu cachorrinho, perguntar:

– Lionel, sua mãe comeu meu cachorro?

Lionel, sua mãe comeu meu cachorro?

Lionel, sua mãe comeu meu cachorro?

Ou o melhor de todos, padre Mcgruder, socando os zumbis como um Jet Li do senhor e gritando “eu dou porrada em nome do senhor” (no original em inglês, “I kick as for the lord”)…puta, muito bom.

As enrascadas de Lionel com os zumbis são dignas de um Ash, de Uma noite Alucinante…mas quando ele resolve se rebelar…nunca um cortador de grama foi tão bem utilizado para destruir uma pá de zumbis como nesse filme.

Enfim, nem me focarei na parte doentia, sádica e ultrajantemente nojenta dos zumbis…deixo sua força de vontade e coragem te levar a assistir o filme pra ver…mas eu aviso: cuidado com seu jantar, ele pode voltar mais rápido do que você imagina…

Lucas Bonachovski…tentando manter o sanduiche nos estomago, depois de assistir ao Fome Animal.

Combo Zoombie_parte 01: Diário dos Mortos

Ao som de: Sobre o Frio_Supercordas_Seres Verdes ao Redor (2006)

Putz…sexta-feira, você está uma pilha de stress devido as várias aulas ministradas na semana, monografia nas costas, falta de dinheiro pra tomar aquele chopp. O que você faz?Passa na locadora e pega altos filmes de zumbi, claro.

Eu sei…é meio patético, mas nada melhor que assistir uns bons filmes de zumbi pra ver que sua vida ainda pode melhorar (ou pra desistir da vida de vez, vendo que estamos fadados a um apocalipse zumbizístico iminente).

Enfim, a esse singelo programa dei o nome de…COMBOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO  ZOOMBIE (mas tem que ser dito assim mesmo, gritando…é, é idiota mesmo, mas muito relaxante…tente em casa, de preferência longe de seus familiares pra evitar um momento ‘vergonha alheia’).

Sem mais delongas, vamos as podreiras escolhidas. Pra começar, o novo de George Romero, ‘Diário dos Mortos’ e um clássico absoluto em termos de zumbizologia…Fome Animal, de Peter Jackson.

Diário dos Mortos: clichê, homenagem ou reciclagem de um gênero?

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Durante todo o filme, fiquei me fazendo a pergunta do título acima. Qual foi o objetivo do mestre Romero ao produzir esse filme? Creio que no fim dos post, e do filme, vo6 também poderão tirar suas conclusões.

Diário dos Mortos, a princípio, se classificaria no estilo ‘filme dentro do filme’, muito em voga nos filmes de terror dos ultimos anos, vide o exemplo de ‘Cloverfield: Monstro” de J.J Abrams e o estilosão “REC”, terrorzaço zumbizesco dos espanhois Jaume Balagueró e Paco Plaza, além do já consagradíssimo “A Bruxa de Blair” (meio que um pioneiro nesse tipo de filmes).

O filme conta a história de alguns estudantes de cinema, que se encontram gravando um filme de terror dos mais xumbregas, para um projeto de conclusão de curso. Eis que no meio das gravações eles ouvem notícias de acontecimentos estranhos acontecendo em várias localidades, envolvendo mortos que se levantam e atacam outras pessoas. Logo, todos resolvem que o melhor e voltar a suas respectivas casas, por via das dúvidas. E e ai que a sanguinolencia começa.

Mas como não é só a zumbizada mandando ver nos pobres pescoços alheios, Romero acerta a mão mais uma vez na crítica social e política acerca os Estados Unidos. Mas dessa vez, Romero mira sua acidez na sociedade da tecnologia e da informação que nós mesmo criamos. Com o youtube, myspaces  e blogs se reproduzindo mais rápido do que podemos acompanhar, fica difícil saber qual o nível de ‘verdade’ a que estamos submetidos quando vemos uma notícia acontecer. Tal como na morte de Michael Jackson (nosso zumbi preferido) , por exemplo: antes de notícias oficiais afirmarem o óbito do velho Jacko, blogs e twitters do mundo inteiro já faziam essa cobertura extra oficial, que ora pode ser boa, ora muito ruim. E é nesse sentido que os personagens do filme seguem, buscando mostrar a verdade ‘nua e crua’ do infestação de zumbis que está ocorrendo nos US and A (lembrando do Borat agora…).

'Diretamente de...um minuto por favor, tem um zumbi querendo me devorar. Mais notícias no jornal das 7 horas"

'Diretamente de...um minuto por favor, tem um zumbi querendo me devorar. Mais notícias no jornal das 7 horas"

Mas no fim de tudo, o diretor se perde um pouco nessas divagações acerca a velocidade e a necessidade que criamos de tecnologia e de informações. Não tanto pelos questionamentos em si, mas por causa das questões serem formuladas pela narradora em terceira pessoa, típico de filmes nacionais (cá pra nós, quem aguentou quase duas horas de capitão Nascimento chorando as mágoas por causa do BOPE?).

O filme também perde um pouco por usar dessa formula ‘filme no filme’. Pode até ser que ter assistido ao REC algumas horas antes possa ter interferido nesse meu julgamento, mas Diário dos Mortos não passa a autenticidade de REC, muito menos a de Cloverfield ( e olha que comparado aos zumbis, é muito mais difícil ter atuações autenticas dos atores que estão sendo atacados por um MONSTRO GIGANTE que destruiu Nova York). O filme não me convenceu muito, e todos pareciam que estavam atuando pras camêras (bom, eles estão atuando, mas não era pra parecer que estavam atuando, deu pra entender…acho que até eu fiquei confuso).

Agora, sejamos sinceros: no aspecto zumbizagem, Romero continua imbatível como sempre. E nesse filme podemos dizer que houveram algumas novas surpresas. Primeiro, Romero brinca com todos os clichês de filmes de zumbis, clichês que ele mesmo criou. Dos personagens estereotipádos (o casal descerebrado, o mal-humorado, o brincalhão e até um professor com diálogos sheaksperianos) as cenas clássicas de fimes de terror ( a piada com a mina reclamando do  papel dela, de correr e mostra os seios, é impagável).

Além disso, as mortes desse filme também estão ótimas. O filme é um guia atualizado de como matar zumbis de jeitos divertidos: fritando o cérebro com um desfibrilador, jogando ácido na cabeça do zumbi e ficar observando ele torrar o cérebro do coitado ou, e essa é a melhor: no caso de você ser um amish eremita e ser mordido por trás por um zumbi, não pestaneje, fure sua própria testa com uma foice gigante para matar também o Zumbi em questão.

Criatividade e adaptação é isso ai...nem McGyver faria melhor...

Criatividade e adaptação é isso ai...nem McGyver faria melhor...

No final das contas, vale a pena assistir ao ‘Diário dos Mortos’? Claro que sim, afinal é um Romero legítimo. Mesmo deslizando nos clichês dos filmes de terror contemporâneos, o filme ainda contem o que faz de Romero um dos grandes cineastas de Holywood: a crítica social está lá, os conflitos entre os personagens e é claro, os zumbis magistrais. Sendo assim, tranque as portas, pegue suas armas de fogo, mire sempre na cabeça e espere que a invasão está começando…

Estilo Amish de matar zumbis...rsrsrsrsrs

Estilo Amish de matar zumbis...rsrsrsrsrs

Lucas Bonachovski está tentando responder até agora pra sua avó o por que de gostar tanto desses filmes esquisitos do povo ‘se comendo’, como ela diz…rsrs